Dylan
Depois de voltar para casa, permaneci um pouco afastado da Nadine e tentei ficar afastado das crianças também, mas pelo que me pareceu a pequena joaninha é um verdadeiro carrapato, por volta das nove horas da noite e enquanto eu tento trabalhar em meu escritório ela tenta de toda forma chamar a minha atenção, um fato importante que eu tenho que anotar a partir de hoje “se eu quiser trabalhar, tenho que passar a chave na porta”
–Oi tio bobão – ela chama minha atenção enquanto balança as perninhas na cadeira que parece ser alta de mais para o seu mini tamanho.
– Vamos combinar uma coisa – começo ela me olha curiosa – nada de tio bobão tudo bem?
– Então vai ser tio Didi – ela diz pulando da cadeira eu quase sofro um mini infarto quando ela ia caindo, mas a mesma não pareceu se importar com a sua situação.
– Não, nada de Didi – eu faço cara que desaprovo essa ideia, que me parece ser tão ruim quanto tio bobão.
– Você escolhe, Didi ou bobão – diz cruzando os braços e levantando uma sobrancelha detalhe esse que a irmã também faz quando tenta intimidar alguém.
– Não pode ser, só Dylan? – eu pergunto e ela nega rapidamente, suspiro – eu gosto muito do meu nome, eu acho ele é lindo.
– Didi também é lindo – diz pegando uma caneta eu arregalo os olhos e imediatamente ofereço um papel, meus moveis tão brancos não merecem sofrer tal tortura.
– Você não deveria estar dormindo ou ajudando a sua irmã com a Hope? – pergunto e ela continua fazendo uns rabiscos no papel sem se importar com a minha presença.
– Não consigo dormir tio, e os pais que devem cuidar dos bebês, eu sou muito pequena e a Hope não é uma boneca – ela diz e eu tenho noção de que eu mereci essa patada, mesmo que ela tenha dito de modo sem pensar, estou aqui tentando trabalhar enquanto mais uma noite em que Nadine luta com a nossa filha sozinha, e nossa menininha está doente o que deve ser difícil de lidar, porr4 Dylan outra bola fora, penso.
– Vem joaninha, vamos ajudar a sua irmã e você vai dormir – eu aviso ela estende os braços para que eu a pegue no colo, suspiro e a coloco em meu colo ela fica puxando os meus cabelos enquanto eu nos levo para o quarto onde ela e Nadine estão instaladas, o pensamento de decorar o terceiro quarto para as crianças me vem a mente, mas duvido que Nadine acharia uma boa ideia. Antes de eu bater na porta eu percebo que ela está aberta dando para ouvir o chorinho agoniado da minha afilha enquanto Nadine faz a inalação na pequena bebê em seu colo.
-– Não chora meu amor – a sua voz sai um pouco embargada, ela não notou a nossa presença ainda.
Eu entro no quarto e ela parece engolir o choro, já percebi o quanto ela tenta se manter forte sempre, ela não parece querer que ninguém veja suas fraquezas. O seu semblante tão cansado me diz que nas poucas horas em que a babá a ajudou não adiantou muita coisa, coloco a minha pequena joaninha em cima da cama onde ela fica quietinha, vou na direção da Nadine mesmo com um medo horrível e estendo as mãos para pegar o bebê.
– Tem certeza? – ela pergunta e eu concordo – eu dou conta, só falta cinco minutos, ela já amamentou, quando acabar aqui ela vai dormir? – ela fala tudo de uma vez enquanto acarinha o bebê e eu a admiro o quanto ela está sendo forte, mas ela não fez nossa filha sozinha, já passou esses onze meses lidando com tudo sozinha, chegou a minha hora de colocar o medo e as inseguranças de lado.
– ela é minha filha também, deixe que eu ajude você, Ok ? – pergunto ela concorda e me estende o bebê, eu imediatamente trago minha pequena esperança para o meu peito da forma que eu vi o Michel fazendo inúmeras vezes, o contato me traz uma conforto que eu não sabia ser possível, o seu cheiro me traz calmaria assim como o meu deve dar a ela, porque imediatamente ela se cala eu olho Nadine preocupado que eu a tenha machucado, mas ela apenas sorrir e coloca a sua mão em cima da minha que apoia a costa do bebê, eu entendo que eu não posso solta-la, agora que eu sei que ela é o meu mundo eu nunca a soltaria, para mim minha filha é o meu tudo, um dia que eu sei da sua existência ela já é tudo para mim, por isso não posso tirar a clausula mais importante do contrato.
Enquanto eu acalento a nossa filha Nadine se deita na cama ao lado de Flora, eu continuo desfrutando da sensação arrebatadora que é ter a minha pequena esperança em meu colo, descobrir que Michel tem razão, o medo me faz perder muitas coisas, eu preciso me livrar dele para aproveitar essa minha nova etapa fascinante que é ser pai.
E um homem casado, sei que nem tudo vai ser um mar de rosas sempre, por mais que eu e Nadine não tenha nada ainda, vou me empenhar para que um dia ela volte a ser minha, não por apenas um dia ou uma noite, mas por todos os dias. Se eu já tinha o anseio de construir a minha própria família, agora que eu tenho a oportunidade vou fazer com que dê muito certo, eu amo a minha filha disso eu não preciso de dias, meses ou anos para ter a absoluta certeza desse sentimento que a cada segundo cresce dentro de mim e cria raízes.
Quando a inalação acaba e o aparelhinho moderno apta, noto que a Hope dormiu em meus braços, eu sinto vontade de pegar o meu celular e registrar esse momento, mas não preciso disso quando ele já está registrado em minha memória e em meu coração. Olho para as meninas que ficaram na cama e encontro uma Nadine desmaiada e a joaninha fazendo carinho no cabelo da irmã.
– Por que você não está dormindo? – eu pergunto em um sussurro para não acordar a bebê e sua mãe, a joaninha sorrir envergonhada – eu sou o titio lembra? Não precisa ter vergonha.
–A nana sempre faz leite para eu dormir– ela diz olhando para a irmã desmaiada de sono, droga, eu confesso não ser bom nem esquentando um leite.
– Vem vamos atrás do leite – eu chamo e quando ela se levanta fico sem saber como colocar o bebê na cama.
– A nana disse que nessa parte precisa ter cuidado para o bebê não acordar ou ela vai demorar mais um tempo para dormir – sussurra e eu tenho certeza de que agora o negócio vai pegar.
– Dylan? - Nadine sussurrou e arregala os olhos se sentando assustada - desculpe eu cochilei.
– Ei calma, foram poucos minutos – eu digo em murmúrio – nossa filha dormiu, só não sei como colocar ela na cama.
Eu aviso fazendo ela e Flora sorri, ela se levanta e se aproxima, de novo o cheiro dela envolve as minhas narinas me deixando inebriado, ela pega a bebê em meu colo, antes eu tinha medo, agora eu só queria que ela permanecesse um pouco mais em meus braços.
– Vem joaninha, vamos tomar o leite – eu aviso e ela pula em meus braços
– Não precisa Dylan, eu vou fazer – Nadine diz e eu nego
– Não se preocupe, prometo não colocar sal – eu digo e pisco para ela em seguida saio do quarto deixando minha deusa com as bochechas vermelhas, sorrio comigo mesmo sabendo que ela também me quer.
- Upa, upa, vamos cavalinho- a pequena joaninha diz em meus braços, era só oque me faltava, não bastava tio bobão, Didi, agora cavalinho? Oque vem depois? Quero nem pensar nisso.
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Atualizado até capítulo 84
Comments
Patrícia Barbosa Ferrari
Pois é..... Dylan , aproveite muito esses momentos felizes ao lado das suas meninas 🩷🩷💜
2024-12-22
3
coração de aço ,Jasmine 🫰
já está sofrendo kkk esses mini infarto e coisa boba kkk quero vê e ficar longe da sua joaninha 🐞
2025-02-08
1
Teresa Cristina Santos De Souza
Pois é Dylan isso e só o começo, interagir com crianças mais maduras deixa nos com vários pensamentos kkkk
2025-01-10
0