Dylan
Nesses meses que se passaram, acredito que eu me deixei levar pelo que eu mais temia, o amor, são três crianças, quem resiste a elas? A muito tempo eu não sabia o que era isso, só tinha a Michel, hoje ele tem uma família linda, e p0rra se existir de fato um Deus, que ele me perdoe pelo que eu vou dizer, mas as vezes eu sentia inveja. Mesmo sem querer esse sentimento tomava conta do meu ser, cheguei a cogitar que isso era devido ao fato de que eu o perdi, perdi o meu parceiro das noitadas intensas.
Mas eu sou extremamente feliz pela família que ele conquistou, eu amo a Antonella como alguém que eu já amei um dia, na verdade eu ainda a amo. O sentimento de perda veio com força quando ela foi sequestrada pela maluca, lembrei de coisas que eu finjo esquecer, coloquei no fundo da mente, porque lembrar dói. Nunca senti um alívio tão grande quando eu a vi viva, respirando, fiquei maluco aquele dia e discute até com quem não devia correndo o risco de passar uma hora na delegacia.
Ver o meu amigo feliz depois de Antonella ter perdoado tudo o que aconteceu, me fez desejar ter uma família também, mesmo que eu repudie isso verbalmente. Mas acredito que eu deva concordar que eu não nasci para ser pai ou amar alguém, porque amar dói, e eu já estou cansado de lidar com a dor.
Penso sobre isso enquanto tento ler algum relatório em meu escritório que um dia foi o meu grande sonho, hoje eu já não sei mais o que fazer para me sentir completo, tenho a sensação de que falta alguma coisa. As palavras não parecem fazer sentido algum para mim, respiro fundo e tento novamente, mas bufo impaciente quando percebo que vai ser um dia perdido.
– Dylan a vaca loira está me perturbando, se você não atender esse maldito celular eu vou – e essa moça que entra sem bater em meu escritório bufando tão delicada é a Bárbara, minha secretária e melhor amiga, será que fica feio eu dizer essa palavra? – eu não sei nem o que eu vou fazer com aquela mucura de dois metros.
Reviro os olhos impacientes e apenas balancei a cabeça concordando, dar esperança nas investidas da Alexya não está me parecendo uma ideia tão boa quanto me pareceu no começo, ela está se mostrando uma mulher grudenta e muito ciumenta.
Quando decidi me envolver um pouco além do sex0 com ela era porque eu nunca repetia as minhas fod4s e quando dei por mim ela e eu já nos víamos muito além do que eu poderia prever, e sem contar o tempo em que ficamos juntos durante a minha viagem, eu fiquei com tanto trabalho e com o cansaço de sair em busca de aventuras ela sempre vinha até mim e eu deixei.
Então eu pensei comigo, se Michel que era mais put0 do que eu, se apaixonou na convivência, vivendo junto e com um pouco de tempo, porque o mesmo não podia acontecer comigo? Simples, agora posso responder essa pergunta, porque a única coisa que Alexya e eu somos compatíveis era no sexo, mas nem isso, ela não era a minha deusa, balanço a cabeça negando, me recuso a pensar nela, seu nome nunca tive coragem de pronunciar.
– Porque não me atendeu antes Dylan?– Alexya perguntou assim que atendeu a ligação por incrível que pareça no primeiro toque.
– Eu estou trabalhando Alexya – Digo fechando os olhos impaciente, antes eu queria pedi-la em namoro porque eu queria alguém para chamar de minha apresentar aos meus amigos "o que não foi uma boa ideia" ela consegue ser insuportável – Aliás, você não devia estar fazendo o mesmo?
– Eu estou docinho – Diz provavelmente fazendo um biquinho que ela julga ser charmoso, o que de fato é quando a sua boca está envolta do meu órgão que adora os seus lábios – Já falou com a sua amiguinha?
– Vai começar?– pergunto ouvindo um bufo do outro lado da ligação – Se ligou apenas para terminar de f0der com o meu dia parabéns.
– Ainda não foi ver os filhos do Michel?– pergunta mostrando que me conhece bem, todos os dias para tirar um pouco do meu estresse eu vou ver as três crianças mais lindas do mundo todo – Se você é tão apegado com elas podemos esquecer o uso da camisinha e fazer um nosso.
Ela diz e o meu coração se acelera, só de pensar nisso as minhas mãos soam eu tenho alergia em pensar em ter uma criança que vá me chamar de papai.
– Não fale bobagens Alexya – Rosno
– Entendi, filho só dos outros, nossos não, seremos somente o casal que virá tio deles – Ela diz e continua – Ainda bem querido, eu não quero estragar o meu corpo.
Duas coisas que me desestabilizam falar a palavra casal e filho na mesma frase, eu sinto Calafrios só de pensar eu em uma situação dessas, aí vem a questão do porque eu sinto inveja do Michel, talvez seja o fato dele ter uma família, dele sorrir sempre que fala no nome deles e de ele parecer sempre um filha da put4 apaixonado, parando para pensar agora eu não sei exatamente o que eu quero.
– Dylan está me ouvindo?– saio dos meus pensamentos quando uma voz de Alexya muito brava me chama.
– Desculpa, eu estou com muito trabalho e estava lendo uns relatórios – Apenas ficamos, mas eu me vejo dando explicações para ela, apenas para que me deixe em paz.
– Já falou com a Antonella sobre irmos jantar com eles quando eu voltar de viajem?– ela pergunta e eu massageio a têmpora, será que é isso mesmo que eu quero? Tentar uma nova aproximação dela com as meninas? Se eu quero ser um casal eu não posso começar tendo a minha pretendente e meus amigos em lados opostos.
– Não, mas vou falar hoje – Aviso mesmo não tendo certeza, será que o sexo é o suficiente para manter um "relacionamento"? Eu ainda não pedi Alexya em namoro, apesar das revistas de fofoca anunciarem isso.
– Prometo me comportar direitinho meu docinho– ela diz e percebendo que eu não vou falar mais nada, diz que vai voltar a fazer as fotos e que não vê a hora de voltar para Nova Iorque, eu apenas dou tchau de modo seco, ela é inteligente demais para saber que eu não sou apaixonado por ela.
Pensando em falar com o meu amigo e principalmente com a Antonella sobre fazer um jantar eu me levanto e sigo para a saída, ver os gêmeos e o garotão Matheo vai ser excelente para o meu ânimo.
– Ah não acredito nisso – Bárbara diz assim que saio da minha sala
– Sou o chefe, eu posso tudo – Digo debochado para ela que me dar o dedo do meio.
– Não acredito que você está indo ver aquelas crianças fofas – Diz fazendo um biquinho, olhando de fora quem não nos conhece imagina que estamos em meio a uma disputa sobre quem ver mais as crianças, isso porque nenhum de nós quer ter filhos. Ela provavelmente sabe que estou indo ver as crianças porque eu não saí da minha sala com a minha valise.
– Sim, e você vai tomar conta daqueles relatórios sem pé e nem cabeça – Digo ignorando sua caea brava e caminhando para o elevador.
– Senhor Foster, a Senhorita Ivanov ligou – minha assistente pessoal Florence Dexter diz e Bárbara revira os olhos por conta da demora da informação.
– Já falei com ela Florence, obrigada – Eu aviso ela volta a colocar o fone de ouvido, e eu dou de ombros, não tem muito trabalho hoje para ela mesmo.
Me enganei se pretendia encontrar as crianças, meu amigo não estava em casa e Antonella teve uma emergência é claro que eu a acompanhei, eu não poderia deixar de acompanhá-la ainda mais ela parecendo estar tão preocupada.
Quando chegamos no hospital e fomos em direção ao quarto em que aparentemente a amiga dela estaria eu me surpreendo como nunca pensei ser possível, como uma coisa dessas pode acontecer, principalmente comigo? O fato de encontrar uma mulher que dominou os meus pensamentos durante um tempo não é um problema, tento pensar dessa forma antes de pronunciar
– Você – Eu digo confuso, nunca imaginei que ela fosse a amiga que a Antonella procurava, nunca me atentei ao nome.
– Você – Ela diz demonstrando que ainda se lembra de mim, uma parte minha a parte canalha fica feliz de eu ter sido memorável para ela assim como a minha deusa foi para mim.
– Vocês se conhecem ? – Antonella diz confusa e antes de eu responder um bebê resmunga na cama hospitalar atraindo a nossa atenção, como se fosse algo do destino o bebê que parece ter a mesma idade dos filhos da minha amiga olha diretamente em meus olhos e put4 que me pariu, sinto a minha alma fugindo do meu corpo.
O tempo parece que resolveu congelar hoje porque vejo tudo em câmera lenta, a minha deusa, ou melhor Nadine faz carinho no pequeno bebê para ela não chorar, a outra criança, espera outra criança? Essa daí não pode ser minha, sinto a minha respiração começar a falhar, e o meu coração batendo em câmera lenta. Em um ato involuntário levo a minha mão em meu bolso e faço uma ligação sem deixar de encarar a minha Afrodite e a bebê.
– Dylan? Aconteceu alguma coisa?– Meu melhor amigo Michel diz quando atende a ligação, provavelmente sabe que estou com a sua esposa e ele fica todo preocupado quando eu não respondo sem conseguir tirar os olhos do bebê – Onde está a minha mulher? P0rr4 fala alguma coisa.
– A gente é amigo não é?– pergunto ouço um bufo, porque ele é impaciente, mas logo ele concorda – Podemos esquecer o acordo?
– Que acordo Dylan?– ele pergunta parecendo impaciente, e provavelmente não se lembrando de um acordo de boca que fizemos.
– Michel, eu acho que sou pai – Eu digo e sinto as minhas pernas falhando, a garganta parecendo que estou engolindo vidros me impossibilita de respirar – P0rra irmão, acho que eu vou morrer.
É a última coisa que eu digo antes de tudo ficar escuro, eu nunca brinquei quando disse que tinha alergia a ser pai, e provavelmente ela é mais grave do que eu pensei.
...****************...
BOM DIA, BOA TARDE E BOA NOITE ❤
NÃO ESQUEÇAM DE CURTIR, COMENTAR, VOTAR, APOIAR E PRESENTEAR, É MUITO IMPORTANTE.
DESDE JÁ AGRADEÇO ❤
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 84
Comments
r.sntts
🤣🤣🤣🤣🤣. Dylan: pera aí essa outra criança não é minha 🤣🤣🤣🤣🤣🤣 crlh nunca ri tanto com uma história mn kkkkkkkkkk
2022-11-02
295
Jessica Gabriela
pronto agora deu ..tadinha além de cuidar da filha tera que cuidar do Mole do amor dela kkkk
2025-02-27
0
Guimarães Silva
já já vc vai conhecer aquela que vai te chamar de papai e de quebra vai conhecer a Joaninha que vai roubar o seu ❤
2025-01-07
1