O elevador se abre e sai de lá Minerva na frente e Mei-Lin com dois galos na cabeça.
– Ah, que fome! – diz Minerva animada – Humm, pelo cheiro o almoço já está pronto! – completa indo correndo para a cozinha e Mei-Lin vai atrás.
– Come igual a uma porca! Logo vai ficar obesa! – Mei-Lin diz entredentes atrás dela.
– O que você disse, Mei-Lin? – disse Giancarlo aparecendo por trás, a surpreendendo.
– Eu só acho que ela come demais. – ela cruzou os braços, já não conseguindo disfarçar a sua indignação.
– Você não tem que se incomodar com isso. Não é da sua conta. E se eu me incomodasse, não pediria aos cozinheiros para fazer tudo na quantidade que ela gosta. – ele disse e passou por ela, indo em direção a sala de jantar, onde a princesa já estava sentada, se servindo.
– Quando você vai conseguir me esperar, antes de atacar a comida? – ele diz se sentando.
– Ah, me desculpe Gian. Não sabia que você estava em casa.
– Eu pretendo trabalhar em home-office por agora, então estarei sempre aqui.
– Certo. Então sempre que chegar eu vou te chamar, mas se demorar muito eu não vou esperar. – ela diz com uma expressão séria e Giancarlo balança a cabeça em negativa.
– O que houve com a testa de Mei-Lin? – ele pergunta apontando para a guarda-costas, que fazia uma expressão de coitada.
– Ela gosta de brincar com abelhas e eu avisei que acabaria se machucando, mas ela quis continuar.
Giancarlo olhou para ela desconfiado.
– O seu pai nos chamou para uma festa.
– Ah, sim! Mamãe me ligou avisando. Eu não vou.
– Nós vamos, sim. Eu confirmei que estaríamos lá.
– Sério que você fez isso? – ela responde desanimada.
– Você não quer aparecer em público ao meu lado? Desde que nos casamos não fomos em nenhum evento juntos.
– Você fala como se eu tivesse vergonha de você. Deveria ser o contrário, não?
– Pois é… – diz Mei-Lin, pensando alto e o casal acaba olhando para ela, com uma expressão de desaprovação.
– Parece que abelhas não é suficiente, daqui a pouco eu solto os marimbondos. – Minerva disse, dando uma garfada na comida.
– Mei-Lin, nos deixe a sós. – disse Giancarlo.
– Mas Sr DiBiasi, ela que começou a me provocar!
– Me obedeça Mei-Lin!
– É Mei-Lin, nos deixe a sós porque daqui a pouco quem vai ser a refeição serei eu. Sabe como são os recém casados, não é? – disse Minerva a provocando.
– Aaargh! – Mei-Lin rosnou de raiva e saiu da sala batendo os pés.
– Quer dizer que daqui a pouco você será a minha refeição? – ele diz levantando uma sobrancelha.
– Você sabe que eu só digo essas coisas para provocar aquela chata. E falando em chato, qual a sua intenção de colocar essa mulher aqui? Acho que já está na hora de ela ir embora.
– Você preferia o Sérgio?
– Mil vezes o Sérgio.
– Então eu prefiro a Mei-Lin.
– Fala sério! O Sérgio é muito melhor como guarda-costas. Ele tem… tem aqueles músculos e aquela cara de mau que faz as pessoas ficarem com medo. Agora aquela songa-monga ali, só sabe se fazer coitada. Se alguém tentar me sequestrar ela vai tentar me proteger se ajoelhando e implorando pela vida. Olha, eu sei dirigir e sei me proteger, se não quer o Sérgio, pode me deixar sem guarda-costa.
– Você vai continuar sendo protegida e se eu a coloquei como sua guarda-costas, é porque eu sei que ela é capaz. Mei-Lin é especialista em facas e algumas armas, não se engane com aquela cara de anjo, ela está sempre com alguma arma escondida em um lugar estratégico para rapidamente sacar e atacar ou defender.
A verdade era que sim, Mei-Lin era capaz de proteger Minerva, e Giancarlo nunca colocaria alguém incapaz de protegê-la, já que ela por ser sua esposa oficialmente, carregava um grande alvo nas costas. Isso, sem contar a fortuna da família Bragança.
Minerva naquele momento, quase deixou a comida cair de sua boca. Ela acabou de descobrir que sua inimiga era muito capaz de matá-la a qualquer instante e a sua brincadeira de provocações se tornou uma coisa séria.
– E você coloca a sua amante louca e armada, para proteger a sua esposa? – ela diz estupefata.
– Que droga, Minerva! Já disse que eu não tenho nenhuma amante! Se a Mei-Lin encostar um dedo em você, ela está acabada!
Minerva nesse momento, se perguntou qual seria o tipo de poder que Giancarlo tinha sobre Mei-Lin, já que aquelas palavras soaram como uma ameaça a vida dela. Porém, também sentiu um sentimento estranho, sentiu que ele se preocupava com ela, já que existia uma ameaça à vida de Mei-Lin, caso ela encostasse em Minerva.
Giancarlo estava sim se preocupando com Minerva, mas a ameaça a vida de quem tocasse nela, era devido ao seu plano. Desde antes de se casarem, ele instituiu uma lei de que nada poderia acontecer a vida da princesa, antes que ele pudesse concluir tudo que planejou. E desde muito cedo, sem saber, Minerva já estava sendo vigiada de longe por mafiosos.
– Gian, voltando ao assunto que a cobrinha atrapalhou, eu vou com você na festa. E eu não sinto vergonha de estar ao seu lado, até porque você é muito gato!
Ela o surpreendeu novamente e ele ficou sem palavras. Foi o primeiro elogio que recebeu e foi espontâneo. Ele gostou de ouvir que ela achava ele gato.
…
A noite Minerva saiu do banho, vestida com um roupão. Encontrou Giancarlo se arrumando, com uma calça social preta, suspensórios, e uma gravata borboleta q qual ele não tinha dado o laço. Ele estáva muito bonito, com os seus cabelos negros e brilhantes jogados para trás.
Na cama, tinha uma capa protetora transparente, contendo o vestido de Minerva.
– Você comprou para mim? – ela pergunta, já que aquele não era um de seus vestidos.
– Eu pensei que combinaria com uma princesa. – ele disse e deu um leve sorriso.
Era um vestido longo, dourado e super luxuoso. Ele descia colado ao corpo e se abria na altura do joelho, como se formasse uma linda calda de sereia. Minerva, apesar de não ter um rosto considerado bonito, tinha curvas perfeitas para aquele vestido.
Giancarlo se olhou no espelho e ficou tentando dar o laço na gravata borboleta e Minerva, o surpreendendo, foi até ele e o ajudou a fazer um laço perfeito.
– Eu sempre ajudei o papai a dar o laço na gravata. – ela diz, meio que se explicando, enquanto eles se olhavam com ternura.
– Virá alguém aqui para te ajudar a se vestir. – ele diz, e faz um leve carinho em seu queixo – Eu vou sair para que fique a vontade.
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Atualizado até capítulo 93
Comments
Gisa Mendes
Imaginei a cena...olha morri...🤣😂🤣😂🤣😂🤣
2024-12-16
0
Vilma Decanini
kkkkkkk adoro.
2025-04-02
0
Euridice Neta
Ele devia investigar esse acidente que matou o pai dele, antes de fazer algo com alguém inocente
2024-11-30
0