Minerva se virou de costas e fechou os olhos se acalmando, realmente conversar com o marido lhe fez ficar menos ansiosa.
Quando disse que cuidaria dele, falou com sinceridade, pois ela faria isso por qualquer pessoa.
Ela respirou fundo e deixou seu corpo relaxar, porém, de repente sentiu os braços de seu marido a envolver por trás. Ele encostou o rosto em seus cabelos, e ela sentiu sua respiração quente ao pé de seu ouvido.
– Giancarlo? – ela chamou e ele nem se mexeu. – Giancarlo, acorde!
Ela começou a tentar se livrar de seu abraço, mas não conseguia, ele a prendeu totalmente entre os seus braços.
Ela foi ficando irritada, por não conseguir se soltar de seus braços e então começou a se mexer mais bruscamente.
Giancarlo não fez por querer, depois de adormecer ele a abraçou, como se abraça um travesseiro e naturalmente o seu corpo se sentiu confortável naquela posição. Quando a sentiu se mexer e acordou, percebendo que estava a abraçando, ele não quis dar o braço a torcer e continuou a envolvendo em seus braços.
– Durma quietinha, Minerva… – ele diz sussurrando em seu ouvido, com uma voz profunda que a fez sentir calafrios.
– Como vou dormir se eu não consigo nem respirar?
– Só relaxe… – ele bufou – Por que tem tanto medo de mim? Eu não estou fazendo nada demais. Só estou te abraçando.
– Medo? Você vai ter que se esforçar muito para me deixar com medo, cara!
– Então fique quietinha. Ou eu vou entender que quer me manter acordado.
Ela arregalou os olhos e ficou imóvel, pois entendeu bem o que estava por trás de suas palavras e nesse caso, era melhor que ele estivesse dormindo.
Giancarlo não entendia porque Minerva agia assim, tão estranha. Ele sabia que tinha uma boa aparência e sempre se esforçava para manter um físico atlético. Ela não deveria resistir tanto assim a ficar perto dele. Meninas da idade de Minerva, participavam de festas regadas a álcool e não escondiam ter tido vários parceiros sexuais na vida. Ele achava difícil, que Minerva fosse diferente das outras. Portanto, imaginou que ela estava fazendo isso, porque a qualquer momento pretendia anular o casamento.
Minerva ficou quieta, esperando que ele adormecesse profundamente. No início a sua tensão não a deixava dormir, mas logo o som da respiração de Giancarlo foi a fazendo relaxar, então o sono bateu e ela acabou adormecendo envolvida por seus braços.
Pela manhã ela acordou, e viu o outro lado da cama vazio.
Ela se levantou na ponta dos pés e colocou o ouvido na porta do banheiro, tentando escutar se havia alguém lá. Ao perceber que não havia, respirou aliviada e entrou no banheiro para se banhar.
Minerva colocou uma playlist de músicas no celular e tomou banho cantando bem alto e dançando, do jeito que gostava de fazer.
Após, saiu da cabine do chuveiro, com uma toalha em volta do corpo e outra na cabeça e começou a escovar os dentes.
Então começou a tocar uma música na playlist e ela começou a dançar a coreografia e a cantar.
"Vem na maldade, com vontade
Chega encosta em mim
Hoje eu quero e você sabe
Que eu gosto assim
Ah, ah, ah…"
Com toda aquela barulheira de cantoria, Giancarlo entrou no quarto curioso e percebeu que vinha do banheiro. Então ele empurrou a porta que estava entreaberta e se encostou no batente, a observando.
Minerva não percebeu e continuou a cantar e a dançar, rebolando, fazendo a coreografia:
"E pra te dominar
Virar tua cabeça
Eu vou continuar
te provocando..."
– Se continuar, vai me provocar mesmo. – diz Giancarlo a olhando e ela dá um pulo de susto ao avistá-lo.
– O que está fazendo aqui?!
– Só vim ver o que era todo esse barulho. Parece que alguém acordou muito animada, não é?
– Saia daqui! – ela diz jogando o tubo de pasta de dentes na direção dele, ao qual ele pega antes de acerta-lo.
– Termine logo o seu banho, porque vamos sair hoje.
– Sair? Eu não quero! Vá sozinho!
– Não quer ver seus pais?
Minerva ficou parada o olhando, pois é claro que queria ver seus pais. Aquela era a primeira vez que ela morava longe dos pais, portanto é óbvio que sentia falta de sua casa.
– Papai quer nos ver? Por que ele não me disse nada?
– Por que agora ele confia em mim como seu marido.
Ela ficou um pouco pensativa. Se perguntou se Giancarlo era um homem tão bom assim, capaz de ter conquistado seu pai. Augusto Bragança costumava ser muito inteligente e desconfiado, era difícil enganá-lo. Bem, isso era o que ela pensava.
Eles se arrumaram e foram em um carro de luxo com um motorista particular em direção a casa dos pais de Minerva.
A mansão Bragança ficava há uma hora de distância do centro da cidade. Se localizava em um condomínio de luxo dentro de uma região remota.
Central City era uma cidade tão grande que se deslocar para algumas regiões era como se estivesse viajando de uma cidade para outra próxima.
Próximo ao condomínio de luxo, onde os Braganças moravam, existia uma favela, com pessoas muito pobres, contrastando com a pomposidade do condomínio. Esse lugar era muito familiar para Minerva, pois era para lá que ela fugia quando queria brincar com outras crianças, na infância.
Quando eles passaram próximo a comunidade, Minerva ficou olhando para aquele lugar, concentrada, e Giancarlo ficou curioso com a sua reação.
Se perguntava o porquê de ela não ter reagido com nojo, como via as outras pessoas ricas reagirem, quando passavam próximos a um local precário.
Logo eles adentraram no condomínio, que tinha um caminho com palmeiras imperiais nas laterais. Era tudo muito limpo, grama bem podada e verde. Quanto mais entravam, mais as mansões se tornavam maiores e no final do caminho, se encontrava a mansão Bragança, que nem se comparava em tamanho com as outras.
Aquela construção parecia um castelo, com dezenas de quartos, um jardim que poderia caber dois campos de futebol em cada lado, isso só na parte de frente.
Logo o motorista parou na frente da mansão e um mordomo os aguardava na porta. Este após aguardar a saída do casal, os conduziu para dentro mansão.
Assim que pisaram no tapete da sala, Giancarlo pegou na mão de Minerva e entrelaçou os seus dedos e disse, antes que ela reagisse:
– Se comporte, ok? Não vai querer deixar seus pais tristes.
Minerva realmente não queria deixar os pais tristes e por isso não protestou.
Logo sua mãe apareceu, descendo as escadas.
– Ah, minha monstrinha! Que saudade que a mamãe sentiu!
– Monstrinha? – disse Giancarlo impressionado e Minerva apenas deu de ombros e então, a sua mãe veio e apertou as suas bochechas.
– Mãe, eu fiquei só alguns dias fora. – disse a princesa, em um tom de reclamação.
– Alguns dias bem vividos, não é minha filha? Por que eu espero que tenha aproveitado bem esse bonitão aqui. – após dizer ela acariciou o peito de Giancarlo, com um sorriso nos lábios e este arregalou os olhos, com a intimidade que ela demonstrou.
Minerva revirou os olhos e se virou para o marido e disse:
– Não fica envergonhado agora, porque tudo vai piorar. A minha mãe é uma velha sem vergonha.
– Olha como fala da sua mãe, hein? Não é porque agora é casada que não posso puxar suas orelhas.
– É uma velha safada, sim. – respondeu Minerva enfrentando a mãe – Mas não se preocupe Gian, ela não ataca qualquer um, só ataca o pobre do papai.
"Gian? Ela está me chamando de Gian? Que intimidade é essa?" – Giancarlo se perguntou, surpreso novamente.
A verdade é que ele estava se sentindo acuado, no meio daquelas duas mulheres de personalidades tão estranhas.
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Atualizado até capítulo 93
Comments
Maria Pinheiro
Putz!! a garota já se sente um ET e a mãe a chama de monstrinha . 🤦♀️
2024-11-13
0
Wendy
Quanta imaturidade, grosseria e estupidez.
Isso é falta de educação dos pais, mimam, sem educar. Credo.
E, ele para uma mafioso, está muito lerdo, dá logo um corretivo nessa garota chata.
2024-10-31
1
elenice ferreira
tás F....., Aladim /Drool//Drool//Drool//Drool/
2024-10-09
1