(Mei Lin)
Giancarlo abre a porta do carro e antes que eles entrem as crianças começam a gritar:
– Tchau, tia!
– Obrigada pelo sorvete!
– Volta para brincar com a gente, tia!
Ela acena, sorrindo para as crianças, as quais cada uma estava com um pote de sorvete na mão.
– Tchau, capetinhas! – ela acena de volta sorrindo e depois se vira para o Gian – Dá tchau para as crianças também, vai! – ao fim ela empurra ele o icentivando.
Giancarlo dá um tchau um pouco acanhado e as crianças devolvem, sorrindo e gritando.
Após eles entram no carro e as crianças correm com os seus sorvetes nas mãos atrás do carro, enquanto eles dão a partida.
Minerva continua sorrindo e olhando para trás, acenando para as crianças.
– Sua mãe tinha razão, você tem energia de sobra. Por que foi brincar com as crianças? Está toda suja.
– Porque crianças precisam de pouco para serem felizes. Eu só estava me lembrando da minha infância, Giancarlo. Você deveria fazer isso, às vezes. Talvez deixaria de ser sisudo.
– Eu tenho muitas responsabilidades, não tenho tempo para ficar brincando com crianças na rua.
– Agora você tem uma esposa. Pode dividir suas responsabilidades comigo que eu dou conta. Aliás, eu não entendo nada de tecnologia, mas talvez eu possa te ajudar em alguma coisa.
Ele olhou para ela e achou fofo ela agir assim. Parecia diferente de antes e até assumiu que era a sua esposa agora. Se perguntou se Augusto estava certo quando disse que ela queria continuar casada com ele.
É claro que ele estava com ela só por sua vingança, mas naquele exato momento, se esqueceu de sua motivação.
A viagem continuou e Minerva acabou dormindo, com a cabeça encostada no ombro de Giancarlo. Ele por um ato impensado, acabou a puxando, fazendo-a deitar a cabeça em seu colo. Ele acariciou os seus cabelos bagunçados e percebeu que aquela garota o fazia se sentir diferente de antes, todas as vezes que lhe mostrava como ela era diferente da garota que ele imaginou que era.
Eles chegaram ao prédio, ao anoitecer e a princesa ainda dormia. Giancarlo pensou em acorda-la, mas acabou desistindo e a pegou em seus braços e foi a levando para o elevador.
Ela se aninhou em seu peito. A cobertura de Giancarlo ficava em um prédio de mais de cem andares, o maior da cidade, portanto a subida de elevador demorava um pouco.
Nesse tempo Minerva acordou e ao abrir os olhos percebeu que estava sendo carregada no colo de Giancarlo. Nesse momento eles tiveram um encontro de olhares. Ficaram se olhando por um tempo e Giancarlo poderia a colocar no chão, porém ele continuou a segurando. Minerva também não tentou sair e pela primeira vez se sentiu segura em seus braços.
Ela olhava em seus olhos e relembrava o que sua mãe lhe disse, se perguntando se ele talvez tivesse algum sentimento por ela, pois não teria outro motivo além disso, já que ele também era rico.
Giancarlo olhava para ela e relembrava a forma como ela foi expontânea na sua frente. Em nenhum momento ela pareceu estar fazendo tipo. Se lembrou de ela correndo e brincando com as crianças da comunidade pobre. Ela tinha uma simplicidade que era difícil de encontrar.
O elevador deu sinal e as portas se abriram. Ele olhou para ela e decidiu que continuaria a carrega-la.
Deu o primeiro passo e ela lhe disse, em um tom baixo.
– Eu já posso ir andando…
– Você deve estar cansada, me deixe te levar. – ela acenou em positivo e não disse mais nada. Pela primeira vez, estava aceitando aquele casamento, aceitando que eles poderiam construir um relacionamento.
Ele subiu as escadas e chegaram no quarto, a porta estava entreaberta e ele a empurrou com o pé e entrou, porém, eles descobriram nesse momento que não estavam sozinhos.
– Sr DiBiasi? – disse a mulher, que estava em seu quarto, se virando para olha-lo, que estava com a esposa nós braços.
– Mei Lin? – disse Giancarlo, colocando Minerva no chão.
– Quem é ela? – perguntou Minerva, confusa por ter uma mulher no quarto deles.
Giancarlo não a respondeu, ele apenas olhava para a mulher com as sobrancelhas juntas.
– Sr DiBiasi, eu acho que vim em um péssimo momento. Me desculpe. – Mei Lin passou por eles, saindo do quarto.
Após Giancarlo olhou para Minerva e disse:
– Eu vou ter que sair agora, volto mais tarde.
Após ele saiu do quarto, indo atrás da mulher.
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Atualizado até capítulo 93
Comments
Maria Pinheiro
Quando o pai dele morreu ele era uma criança e apenas deduziu que o pai foi assassinado , quando ficou rico e tentou investigar descobriu que não havia nada para ser investigado o que consta é que o pai dele morreu vítima de uma queda na escada da casa da família dela isso dele achar que o pai foi empurrado pelo patrão é só suposição , sei que pra ele a morte do pai foi muito trágica e a vida dele virou de ponta cabeça mas a verdade é que o pai dele pode sim ter morrido apenas por que caiu ele tem que repensar essa vingança .
2024-11-13
1
Silvaneide Ágatha
tadinha 😔
2024-09-30
1
Silvaneide Ágatha
Xonou 😍😍😍
2024-09-30
0