Capítulo 19 - Dói?

...Boa leitura 💖...

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Assim que chegam no apartamento, Conan se solta dos seus braços e senta no sofá, seus olhos não conseguem parar de olhar o sangue em suas mãos, nunca pensou que Kan fosse violento a esse ponto. As imagens continuam se repetindo na sua mente, então no momento que Kan estica seu braço para conferir a pequena ferida no seu rosto, Conan se afasta imediatamente.

Ele próprio se assusta com o seu reflexo, e imediatamente ergue a cabeça para ver qual era o olhar no rosto de Kan. Seus olhos escuros e bonitos não pareciam muito surpresos, como se esperasse exatamente essa reação. Mesmo assim, ele estica novamente sua mão e agarra o seu queixo para ver mais de perto.

— Não parece tão ruim.

Ele se levanta para pegar alguns remédios e bandaid. No momento que volta, tenta pegar seu rosto mas Conan se esquiva.

— Vai ser assim? — Seu olhar desce até seu corpo, examinando sua comunicação física — Prefere que eu te force?

Conan permanece impassível, seu olhar não transmitia calma, mas ele também não estava submisso.

— Se quiser me tocar, tire isso antes, e lave as mãos.

Havia uma faixa branca enrolada em suas mãos, que ainda tinham um pouco do sangue daquele homem do ringue.

— Tsc — Kan dá um estalo com a língua — Tão exigente.

Apesar da reclamação, ele começa a retirar a faixa, Conan percebe que estava demorando, e segura a sua mão, lhe ajudando a tirar. Suas orelhas queimavam pois sentia que Kan não tirava os olhos dele. Quando a faixa caiu ao chão, Kan lavou as mãos e voltou para desenfectar sua ferida.

— Dói?

Conan morde os lábios para evitar um gemido de dor. Queria fazer muitas perguntas a ele, mas não sabia como abordar o assunto. Então precisa pensar como Kan faria se quisesse saber algo dele?

— Você mata pessoas?

— Só nas horas vagas.

— Eu falo sério. — Conan diz entredentes.

Kan pisca uma vez e franze o cenho.

— Quem te disse isso?

— Não importa, é verdade que foi preso aos dezesseis anos, por diversos crimes e um deles foi abuso sexual?

Kan o olha por um longo tempo e solta uma risada sarcástica.

— As vezes me pergunto como alguém tão gostoso, pode ser tão burro, acho que é verdade que beleza não define inteligência.

— Você me chamou de que?

— Quem te disse isso? Foi a Tela? Achei que fosse óbvio que ela quisesse foder comigo, por isso quer me sabotar.

— Então as coisas que ela disse...

— São um pouco verdade, eu realmente fui preso, e realmente foram seja lá quais motivos a tenha dito, exceto assassinato, e abuso.

Conan finalmente solta a respiração que prendia, tinha que confessar que estava com medo da sua resposta. Ele observa Kan terminar de colocar o bandaid no seu rosto.

— Então você... tinha uma quadrilha?

— Eu era o líder, mas por que isso é importante? Está no passado, pensei que quisesse conhecer o meu eu atual.

— E teve a brilhante ideia de me levar para te ver matar alguém?

— Eu não ia matar ele.

— Sério?

— Só deixar ele cego. — Seus cabelos negros cobrem a testa quando ele inclina a cabeça.

Conan franze o cenho.

— Isso é igualmente ruim.

— Mas eu não planejava cegar ele, mas as circunstâncias levaram a isso, como você pode sequer pensar em me impedir de punir quem olha daquele jeito para o que é meu?

— Seu... — Conan revira os olhos — Eu não sou seu.

— Isso não é você quem decide.

Conan queria brigar com ele, e dizer que era um pouco óbvio que era ele quem decidia mas percebe que seria perca de tempo.

— Então se não foi preso por assassinato, quer dizer que nunca matou ninguém?

— Não fui preso por isso, mas acabei fazendo dentro da cadeia de todos os modos.

— Você... por que?

Ele se ajoelha na frente do sofá e começa a tirar o tênis de Conan, a começar por desamarrar seus cadarços.

— Por quê? É uma pergunta esquisita professor, geralmente não há motivo para matar, e as pessoas não costumam perguntar isso diretamente a um assassino.

— O assassino em questão vai me machucar?

As mãos deslizam por sua panturrilha, e Kan deita sobre a sua coxa, descansando a cabeça ali por um tempo, sem deixar de observar o seu rosto. Ele para e volta a retirar seus sapatos, dessa vez tirando as meias. Seus dedos acariciam suavemente o calcanhar, e pressionam mais firmemente na parte sensível do centro. Conan solta um gemido baixo ao sentir a estranha massagem. A sensação era boa e o fazia relaxar, mas também era estranho. Suas mãos sobem pela pele nua do seu calcanhar e segura fortemente ali, enquanto aperta e volta a acariciar sua pele. Conan sente uma sensação estranha sob a pele e solta um suspiro pesado para aliviar a sensação.

— Isso é estranho, para.

Ele pega seu pé e coloca sobre o seu ombro, dando um beijo suave no calcanhar e logo na sola do seu pé.

— Seus pés não estavam feridos demais para caminhar professor?

Conan sente seu sangue gelar. Certo, havia dito essa mentira, como devia concertar isso agora?

— Se não fosse assim... teria ido embora comigo?

— Não sei, mas foi gostoso, ter o seu corpo grudado no meu, parecia implorar pra ser dominado, estava tentando me seduzir. — Seu olhar carrega uma escuridão que Kan sentia não conhecer.

— Você está bravo?

— Eu que pergunto, é muito ruim pra você, sentir atração por um criminoso?

— Posso ver suas mãos?

Apesar da pergunta estranha, Kan nem sequer questiona, apenas estica as palmas.

— Têm muitos calos, você... pelo que teve que passar dentro da prisão?

— Não é algo que valha a pena falar, sei que pensa que sou um monstro repugnante, mas não te levei para me ver assassinar um homem, embora aquele lugar as vezes faça esse tipo de coisa, eu geralmente apenas nocauteio e dou o espetáculo que eles querem ver.

— Não foi o que pareceu.

— Dessa vez foi diferente, eu realmente queria lhe deixar cego, então dei o meu melhor, tenho certeza que não vai conseguir enxergar amanhã.

Conan dá um empurrão no seu ombro, tentando se afastar e levanta do sofá, apenas para ser jogado nele novamente por Kan. Ele agarra os seus braços o prendendo ali enquanto olha desde seus olhos, até seu pescoço.

— Isso te faz me ver diferente.

— Claro que sim, eu simplesmente não posso aceitar que você faça esse tipo de coisa, me solta, eu quero ir pra casa.

— Essa é sua casa agora.

— Não, não é, e você sabe disso.

— Tenho medo de você resistir muito e acabar saindo machucado.

Conan quase revira os olhos irritado, ele tenta se soltar novamente mas não consegue.

— Se quisesse me machucar, já teria feito, mas eu duvido que consiga fazer isso, jamais desperdiçaria tão rápido um "brinquedo" tão bom assim. — Conan engole em seco — Sei que só vai fazer isso até se cansar, mas eu prefiro que me libere antes.

— E se nunca me cansar?

Sua pele bronzeada era bonita, e os músculos a mostra sob a regata, fizeram Conan perder um pouco o foco.

— Hum?

— Não é que eu realmente te veja como um brinquedo, é só que você é meu, é muito simples de entender, não é necessário ser um grande gênio para saber isso.

— Você gosta de mim?

— Depende, se gostar significa que sinto vontade de cortar todos os membros de qualquer um que toque um centímetro da sua pele, furar os olhos de quem te olhe e arrancar os pulmões de quem respira o mesmo ar que você, então talvez.

— Você é doente.

— Me dizem bastante.

— Eu não ligo se gosta de mim ou não, não pode me controlar, se não me soltar, vou te denunciar a polícia — Sua voz fraqueja um pouco quando sente a respiração quente de Kan sobre o seu pescoço, seu hálito era quente e delicioso — Seu demônio.

— Tente sair da minha vista, vou te caçar até o inferno. — Ele lambe a parte lateral do seu pescoço.

Conan sente todo seu corpo se arrepiar, e se contorce um pouco. Odiava o fato de que toda vez que Kan lhe tocava, suas defesas enfraqueciam, era como se seu corpo cedesse a ele por conta própria.

— Kan — Ele geme baixo — seu maldito controlador.

— Eu só cuido do que é meu.

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...Espero que tenham gostado ❤️...

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Comments

Bea!!

Bea!!

na dúvida se é um elogio ou uma ofensa

2025-03-09

0

Marina Aparecida Silva Soares

Marina Aparecida Silva Soares

nossa maravilhoso adorando

2025-02-25

0

Santos 💗

Santos 💗

😚😾 hum hum

2025-02-15

0

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