Boa leitura ❤️
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Desde o dia anterior estava se sentindo confuso e ansioso, geralmente era seu irmão quem ocupava seus pesadelos, mas atualmente Conan, sentia que havia mais de um monstro em sua mente, o incomodando a tal ponto que mal conseguia dormir, então não dormiu, passou a noite empacando as poucas coisas que tinha em seu apartamento, e aquelas que haviam sido compradas por Denis decidiu deixar lá.
Havia uma casa deixada por seu tio, era um pouco longo dali e ele teria que viajar uma hora de carro todos os dias para trabalhar, mas ainda era melhor do que ficar ali sendo vizinho de Liam. Ele não sabia sobre esse casa pois havia ficado para eles antes de falecer, mas estava muito velha e a decoração era antiga, além de fazer muito tempo que não era limpa. Ele se lembrava que quando criança Liam tinha uma aversão por essa casa e sempre dizia que ela estava cheia de fantasmas.
Então quando seu tio morreu deixando a casa para eles Liam não deu a mínima e nem sequer quis ver o advogado, como ele não foi, a casa acabou ficando para Conan. Claro que esse lugar não era seu sonho de consumo mas era sua única opção no momento.
Não tinha tempo para procurar outro lugar enquanto trabalhava na faculdade.
Se mudou durante a madrugada, e foi trabalhar no dia seguinte se sentindo mais cansado do que no dia anterior.
Durante a aula ele disfarçou que não estava vendo o olhar perfurante de Kan. Não conseguia parar de pensar na droga do vídeo, precisava dar um jeito de tirar isso dele.
Toda vez que se sentava na mesa, lembrava do que haviam feito ali no dia anterior, isso era absolutamente errado. Se sentia culpado.
— Parece que alguém não conseguiu dormir bem. — Kan diz, antes de Conan sair da sala.
Conan faz uma careta, sabia que estava com olheiras mas havia passado uma base para disfarçar, estava tão ruim assim?
— Se não fosse essa blusa de gola alta, eu poderia jurar que o professor dormiu com outro homem além de mim.
— Isso seria um problema?
Kan sorri despreocupado, mas Conan podia jurar que viu a luz em seus olhos desaparecer.
— Um problema... talvez não para você, mas o homem com quem dormiu poderia ter dificuldades para andar sem sua terceira perna.
Conan precisou de um tempo para entender o que essa frase significava.
— Você não tem esse direito sobre mim.
— Quer apostar então professor?
O seu olhar era intenso, quase selvagem, e estava fixo no seu pescoço, até finalmente subir até os seus olhos. A sua mão acariciou suavemente uma mecha, do seu cabelo castanho-claro.
— É uma ameaça?
— Só não quero você com outra pessoa.
— Por quê não? Nós não temos nada, e sabe muito bem disso.
— É claro que não temos nada, mas não gosto de dividir os meus objetos.
Conan fita seus olhos escuros de volta, era difícil não olhar para ele, não entendia como alguém tão bonito podia ser tão controlador. A expressão intensa, o aroma cítrico, as roupas escuras, e o ar completamente arrogante de quem pensa que tem o mundo aos seus pés.
— Não brinque comigo Kan, sou um adulto, e solteiro, você é só uma criança, que se acha muito importante por quê tem um vídeo de sexo, mas nós dois não temos nada. — Ele agarra sua mão e retira de seu cabelo enquanto se aproxima mais — tente se intrometer na minha vida pessoal, e veja o que acontece.
Ele diz sem deixar de lhe olhar. Kan apenas fica em silêncio com essas palavras, a sala fica completamente vazia a esse ponto.
Conan sai da sala, sem sequer um tchau, e no momento seguinte liga para Megan.
Havia um som muito alto do outro lado.
— Ei, seu cuzão, agora você lembra dos amigos?
— Onde você está?
— Comemorando a recuperação da Kary, ela saiu do hospital, a gente tá em um bar irado, tem um estilo retrô, é muito legal, fica a duas quadras do outro que nós fomos naquele dia.
— Me manda sua localização, eu tô indo também preciso desabafar um pouco.
Ele espera um táxi chegar, e avista na mesma calçada Kan o observando em tom de desafio. Conan lhe dá um sorriso antes de entrar no carro.
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A festa estava completamente lotada, ele havia bebido tanto que havia esquecido da maior parte dos seus problemas. Megan estava radiante com sua namorada, as duas eram as primeiras em curtir a festa, a ruiva pulava tanto que suas tranças estavam quase se desfazendo.
O lugar escuro fazia Conan sentir que estava em outra realidade, de qualquer forma, no dia seguinte estaria de folga, podia até mesmo dormir na rua com os cachorros e ninguém poderia lhe dizer nada.
— Sou um adulto, será que os outros podem entender que sou adulto? — Ele começa a gritar na pista de dança.
Seu corpo inteiro fervia pelo calor do álcool, mas se sentia animado por estar longe de todos que tratavam a sua vida como um entretenimento.
Um homem muito bonito loiro se aproxima dele, enquanto também dançava, e murmura algo.
Em meio ao barulho Conan não ouve nada.
— O quê? — Ele grita.
— Perguntei o que faz aqui.
— Algumas pessoas me irritaram muito, estou de saco cheio.
— Quem?
— Um pensa que é meu dono, meu irmão é uma puta, e meu ex é brochante.
O loiro parece se divertir com seu humor duvidoso.
— Quem pensa que é seu dono?
— Isso importa?
— Tem razão, nada disso importa hoje a noite, você tem namorado?
A música era tão barulhenta que Conan apenas franze o cenho. Então o homem se aproxima da sua orelha para perguntar.
— Namorado?
— Graças a Deus não, sou cem por cento solteiro.
— Quer ficar comigo?
Conan para de dançar e tenta observar mais o seu rosto. Por alguma razão sentia que lhe conhecia, mas isso importava? De qualquer forma ele pelo menos era bonito. Sentia a sua voz um pouco arrastada por conta da bebida e talvez a sua visão também não fosse das melhores.
Estava solteiro de todos os modos. Por alguma razão sua mente vagou para o rosto arrogante de Kan, dizendo que ele não ousaria ter outro.
Então ele acena com a cabeça.
— Quero, mas não aqui.
— Vamos lá para fora então?
Conan o acompanha para fora, depois de avisar Megan, e eles vão para uma parte do beco completamente vazia. Agora que estavam prestes a se beijar, Conan não sentia mais tanta vontade. O loiro acaricia o seu rosto enquanto olha para sua boca.
— O seu olhar é... desconcertante. — O mais alto diz.
No momento em que o homem se inclina para o beijo, Conan cai na gargalhada. Sua risada era tão alta que o outro fica confuso.
— Estou tudo bem?
— É que chega a ser engraçado, ele diz que sou melhor que meu irmão, e depois age como meu dono, me pergunto como agiria se conhecesse Liam, será que sairiam corações dos olhos dele?
O som saia lento, pois sua língua estava pesada, queria ir para casa. O homem sorri. Suavemente para ele e se inclina novamente para dar um beijo. Ele começa juntando seus lábios, mas em um movimento rápido é jogado no chão. Conan fica sem reação quando é pego pelo braço e puxado dali.
Ele pisca algumas vezes tentando entender o que havia acontecido, então olha para trás, para ver o homem ainda no chão, provavelmente o golpe havia sido forte. E então olha para a pessoa que havia batido nele. Kan parecia completamente furioso, ele o arrasta para dentro do carro e coloca o cinto de segurança nele, sem que ele tenha tempo de dizer não.
O carro fica em silêncio e ele parece fora de si. Seu olhar era frio e estava fixo na estrada.
Após quinze minutos eles chegam no que parece ser o apartamento de Kan, e ele volta a agarras seu braço, o puxando para dentro.
— Você... não pode fazer isso, não manda em mim.
— Acha divertido?
— O que...?
— Faz isso sempre certo? Basta se fazer de inocente bêbado e então sai pegando quem quiser, pensei que fosse coincidência mas pelo visto é um fetiche seu.
Conan franze o cenho para as palavras acusadoras.
— Eu não fiz nada.
— Você é um pervertido que finge estar de coração partido para sair por aí trepando em becos com qualquer um.
Em um movimento ele acerta um tapa no seu rosto. Kan fica tão chocado que agarra sua mão.
— Enlouqueceu professor?
Ele sente seu coração bater forte, não sabia porquê estava se sentindo tão magoado com essas palavras, sendo que sabia que nada disso era verdade, mas ainda doía.
— Por quê está falando isso sobre mim? Você me odeia tanto assim?
Kan dá uma risada baixa.
— Não é você quem disse que eu brinco com você? Então por quê estava prestes a transar com mais um dos seus alunos?
Suas palavras foram tão afiadas que Conan arregala os olhos completamente chocado e se lembra de onde conhecia aquele rosto. Era Finch, o aluno educado que lhe deu bom dia, no primeiro dia de aula. No momento seguinte Conan vomita na grama verde perfeita do quintal.
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Espero que tenham gostado ❤️ Conan só dá azar 😬
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Atualizado até capítulo 38
Comments
Andressa Alcantara
Aí Conan desse jeito não consigo te defender agora kkkkkkkkkkkk
mais como será que o outro vai se comporta ao conhecer liam
isso que eu mais quero ver
2025-02-14
1
Esperma do Joshua
Se ele beber mais ele pega até o irmão KAKAKKAKAKA
2025-02-02
8
Fátima Alfiery
Nossa, muito irresponsável, se não sabe beber, Não beba
2025-01-26
0