Sua mãe sofria de uma doença grave do coração, e não podia passar por fortes em emoções por conta da sua pressão, ela estava internada e raramente ligava, normalmente as suas ligações estavam todas direcionadas ao seu irmão, Liam. Ele vai para um lugar mais reservado e espera ela continuar falando.
— Estou um pouco preocupada filho, Liam não está me atendendo.
— Tenho certeza de que ele está bem mãe.
Conan verifica se não há nenhum aluno restante na sala e olha o status de Liam para ver se ele está online.
— Conan, você conhece o seu irmão, Liam ama se divertir e as vezes vai longe demais, temo que algo tenha acontecido com ele.
— Mãe, escuta, eu ainda estou no trabalho, foi muito difícil ser contratado aqui, é uma oportunidade única, os inspetores ainda estão de olho em mim, por chegar atrasado no primeiro dia, não tenho tempo para...
— Escola? Nessas horas você só pensa em trabalho, vai saber o que aconteceu com seu irmão, você sabe que ele sempre foi menos inteligente que você, é seu dever cuidar dele.
— Mãe, eu–
— Se chegou atrasado é indisciplina sua, não tem nada a ver, deve encontrar ele até o fim do dia, está me entendendo?
Conan olha o próprio relógio e dá um suspiro cansado. Sua mãe geralmente não era tão autoritária, provavelmente Liam tinha realmente feito algo. O problema era que depois dos remédios sua ansiedade tinha se propagado, e ela não podia passar por emoções fortes.
Depois de desligar ele tenta ligar para Liam, mas como esperado o mesmo não atende. Faltava apenas duas horas para a aula acabar, os alunos logo voltariam do intervalo. Após pensar um pouco ele arruma a própria bolsa e sai da sala, mas sente braços fortes agarrarem sua cintura.
— Onde pensa que vai?
Conan arregala os olhos e tenta se afastar de Kan, mas suas mãos não deixam seu corpo.
— Pode sair do meu caminho?
— Sou um aluno bem estudioso, não vou deixar meu professor escapar assim, estou pagando minha mensalidade afinal.
Ele sente sua voz muito próxima do seu pescoço.
— E-eu realmente preciso ir, é uma emergência.
— Não antes sem me passar seu número.
— Não vou te passar meu número.
— Vai ter que fazer isso uma hora ou outra professor. – Ele o puxa novamente para a sala de aula e fecha a porta — Posso ter alguma dúvida das atividades, e vou precisar do meu professor para tirar dúvidas.
Conan tenta abrir a porta mas não consegue. Então Kan agarra novamente sua cintura.
— Estou falando sério Kan, não tenho tempo para esse jogo de criança, tenho algo realmente importante para fazer.
Podia jurar que durante alguns segundos viu um olhar sombrio se apossar dos olhos se Kan, seguido por um sorriso brincalhão. Então ele o solta, e se afasta. Quando Conan pensa que ele lhe deixaria sair da sala, ele aperta um botão ao lado da lousa ligando o projetor e mexe um pouco no celular.
Não entendia o que ele estava fazendo mas sentia que não era nada bom. Talvez chamá-lo de criança não fosse o melhor método, pessoas imaturas odiavam reconhecer que eram imaturas.
Antes que pudesse se desculpar ele começa a ouvir sons indecentes de dois corpos grudados um ao outro, Conan arregala os olhos ao ver um vídeo seu com Kan na tela do projetor, os gemidos dele soando cada vez mais alto como se estivesse morrendo. E os sons úmidos... Conan queria enfiar a própria cabeça na terra.
A imagem era bem nítida, ele estava sentado em cima de Kan, e não parecia nenhum pouco forçado.
Ele olha para a porta com medo de algum aluno ter voltado e depois tenta tomar o celular da mão de Kan, mas ele era bem mais alto, então apenas ergue para que ele não possa alcançar.
Os gemidos eram extremamente indecentes.
— Kan, isso não tem graça.
— Ah, não professor, estou apenas mostrando como você foi muito mais adorável naquela noite, não gostou?
— Desliga, agora.
— É uma ordem?
Conan tenta desligar o projetor mas não consegue. Enquanto isso a imagem do vídeo começava a focar em seu rosto corado. Ele se mantém quieto encarando irritado o rosto de Kan, então o moreno finalmente desliga. Dessa vez ele se aproxima acariciando seu rosto.
— Eu só gostaria que você entendesse o quão memorável a nossa noite foi.
Meio segundo se passa antes que Conan acertasse um tapa no seu rosto. Ele nem sequer cambaleou com o tapa, apesar de uma marca vermelha se formar alí.
— Devia ser mais responsável antes de brincar com uma vida, esse vídeo pode destruir toda a minha carreira, tem noção disso Kan?
Ele pega sua mão pálida e leva a bochecha atingida pelo tapa, usando sua mão para acariciar a si mesmo.
— É claro que eu sei disso, é por isso que fiz o que fiz, se me obedecer, todos saem ganhando.
— Como se eu fosse aceitar isso.
— Me responda onde estava indo agora.
— Eu não vou responder isso...
Kan pega seu pulso e começa a apertar. Conan solta um grito irritado pela dor.
— Tá bom, solta, solta, eu ia procurar meu irmão, satisfeito?
— Aquele seu irmão que você acha melhor que você?
Conan sente suas bochechas queimarem pela escolha de palavras, ele realmente havia dito isso para ele...
— Isso não tem nada a ver com você.
— É claro que tem, preciso cuidar da autoestima do meu professor, e eu digo, que você não vai procurar ele.
— Vai ser por pouco tempo, eu... o intervalo está acabando, me deixe ir.
Kan não parecia exatamente pensar no assunto, mas seu olhar vagou brevemente pelo corpo de Conan.
— Posso deixar você ir, se me deixar fazer uma marca.
Ele pisca algumas vezes, surpreso com o pedido.
— Uma marca?
— As minhas já sumiram não é? Seu pescoço pálido deve estar extremamente branco agora e sem minhas lindas marcas, ele deve estar muito triste.
Era claro que ele ia negar, mas recebe uma ligação da sua mãe, antes que pudesse atender Kan toma o celular da sua mão e desliga.
— Ei.
— É uma marca ou nada.
— Depois que eu encontrar meu irmão, nos encontramos na–
— Aqui, nos encontramos aqui.
— Mas essa é uma sala de aula, não podemos...
Kan dá um olhar sugestivo, como quem dizia "Não podemos o quê? Sugere que faremos algo mais professor?". Então Conan apenas confirma.
— Tá, nos encontramos aqui.
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Atualizado até capítulo 38
Comments
Ana Clara Santos
e tu acha que seria um problema pro Conan? akakaka
2025-01-27
4
Esperma do Joshua
Meu deus, autora, que vergonha
2025-02-02
0
Ana Lúcia
no mínimo vai pedir para ele deixar o irmão traidor voltar pra casa dele afff
2024-11-24
1