Depois da conversa da nossa, continuamos nossa caminhada por dentro da floresta, o plano era ir onde eu morava (o Lumen, quer dizer, ahh que bagunça), buscar pistas de um método de extrair as minhas memórias da Lilith, isso, se realmente estiver nela. O que não temos menor certeza, mas o que temos certeza nessa loucura, certo?
Não precisamos andar muito para sair da floresta, Lillith explicou que estávamos em uma espécie de selo, feito por fadas, para proteger a floresta delas. Assim ninguém conseguia encontrar com elas, apenas se perder e retornar de onde tinha vindo.
— Mesmo sabendo disso, você decidiu vir por aqui? — Perguntei sem conseguir entender o que diabos passava na cabeça daquela mulher. O que leva uma mulher a tomar uma decisão dessa, gente.
— Você nunca se perdeu. Sempre encontrou a saída. Dessa vez não seria diferente. Como pensei, não teve erro nenhum. — Ela disse totalmente despreocupada
Eu nem disse mais nada. Ela era totalmente louca. Apostou completamente na sorte. Tudo poderia ter dado errado. Estaríamos perdidos até agora. Eu acho que morreria de fome em menos de 24h, se um lobo não fizesse o serviço antes, é claro.
Andamos um pouco mais, nos deparamos com uma pequena cidade, essa era bem diferente da vila. As casas pareciam mais estruturadas, embora feitas de madeira. Existia um comercio local, embora eu não saiba como funcione ele. Na vila, tudo era para todos, aqui sinto que não funciona do mesmo jeito. Lilith entrou em uma casa, o cheiro de álcool dominou o ar assim que ela abriu a porta.
Assim que ela entrou, empinada, rebolando, chamou atenção de todos no lugar. Ela foi direto para o que acredito que seja o atendente. Ela sentou em um banco. Eu corri atrás dela sem entender nada. Ele serviu um corpo enorme com algo amarelado para ela, sem ela dizer nada.
— Onde está a tranca? — Ela perguntou sem nem olhar para ele
— Pensei que você jamais voltaria lá — Ele falou sem tirar os olhos dela
— Tem algo que esqueci e preciso muito. E com bastante urgência — Ela disse bebendo a bebida duvidosa
— Está em uma pedra no lago que ele se perdia em pensamentos. Tem certeza que é uma boa voltar lá? Pode ser perigoso. — O cara alertou a ela, ele parecia realmente preocupado com ela.
— Dessa vez, eu sei que ficarei bem. — Ela disse virando a caneca enorme e descendo do banco, mas foi impedida disso por algo.
— Se não é a cachorrinha do Lumen. O que veio fazer aqui? Procurar outro dono? Se quiser posso te dar uma cama quentinha. — ele falou com um sorriso zombereiro, mas o sorriso que surgiu na Lilith me fez arrepiar, foi realmente assustador.
— Você quer ser meu dono? — ela falava com aquele sorriso assustador e tranquilo se aproximando dele
— A gente faz essas bondade para velha amigas — ele disse se sentindo vitorioso
— Vou fazer então um bem para toda humanidade — ela falou alargando o sorriso
Vi ela então encostando a mão na intimidade dele, fiquei sem entender, ela queria putaria aquela hora? Não demorou nem segundos e o cara estava gritando de agonia. Quando vi, tinha um liquido roxo derramando nas suas calças, derretendo tudo que tocava, quando tocou no chão, evaporou ele também.
— Sua vadia, o que você fez — Ele falou em meio aos gritos de dor
— Um bem a humanidade. Ao planeta. Derreti algo que era inútil e atrapalhava a vida de muita gente. Quem sabe assim seu ego volta ao tamanho correto? Da próxima vez, te derreto completamente. Agora, Não me atrapalhe. Eu estou ocupada. Você já me fez perder mais tempo do que deveria. —Ela disse chutando ele para o outro lado do lugar. Quebrando metade do local
E apenas segui ela quietinho, pensando. Acho que entendi porque fiz contrato com ela, para minha segurança, das minha gerações futuras. Não podia simplesmente deixar ela explodir ou derreter ele. A mulher é insana quando está com raiva. Mas...pensando bem.. Porque ninguém reparou em mim? Falaram em mim, mas não me olharam nenhuma vez.
— Lilith? Pode me tirar uma dúvida. Fiquei um pouco confuso com agora a pouco. — Eu chamei ela. Que me olhou toda confusa. Suponho que pensou que perguntaria sobre ela ter derretido o órgão de alguém do nada.
— O Que é? — ela parecia de zero bom humor, quem deveria está infeliz era quem estava gritando até agora de dor.
— Porque ninguém me notou? — Perguntei diretamente. Não dava para brincar com ela
— Metade das pessoas ali querem a sua cabeça. Antes de entrar soltei uma magia de dispersão, como a sua roupa já tem um pouco, só ampliei na realidade. — Ela explicou parecendo sem paciência
— Ah! Eu não não sabia. Muito obrigado. — Eu agradeci. Acho melhor ser bonzinho com ela. Melhor manter as partes íntimas intactas. Ela não brinca em serviço. Deixou bem claro.
— Então vamos. Temos um bom caminho para hoje ainda. Quero chegar antes do anoitecer ainda. — Ela falou acelerando o passo.
— Para onde estamos indo? — Eu perguntei sem entender o rumo que estávamos tomando agora.
— Ao Rio que você treinava. O seu porteiro deixou lá a chave que abre a entrada da sua casa. — Ela respondeu andando
— Está dizendo que o meu porteiro virou dono de bar ? — Perguntei sem entender. Onde eu era metido?
— Virou? Não. Ele sempre foi. Você dizia que donos de bares são os melhores guardiões possíveis. E então mandava ele guardar a sua chave sempre. Sempre acreditei que era só uma desculpa para beber mesmo. Você sempre foi difícil de se compreender. — Ela falou fazendo careta
— Que loucura. Ele é dono de um bar que todos querem me matar e ainda cuida da minha casa. Ninguém tenta pegar dele? — Perguntei a ela e ela ficou em silêncio um tempo e respondeu.
— Ninguém quer arrumar confusão com quem traz a sua cerveja. Ou perde a melhor cerveja da região. Acho que entendi o ponto de deixar a chave com ele. Até quando você é um completo idiota, você é um gênio. Te odeio — Ela disse me empurrando
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Atualizado até capítulo 63
Comments
DoMyWo
kkkkkkkkk
2023-08-05
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