Henry finalmente havia voltado para casa, mas limpar tudo aquilo estava quase impossível. Henry tentava arrastar a banheira para fora do banheiro, mas a mesma era mais pesada que si mesmo. Respirou fundo e encarou a banheira novamente. As paredes ainda sujas de sangue, a cena do crime permanecia intacta.
- Será que eu deveria ligar para alguém? - Encarou a luz da casa da frente acesa e sorriu. Vestiu a blusa de frio e saiu. Caminhou até lá, apertando a campainha.
- JÁ VAI! - Heenim gritou e logo os passos da garota foram escutados por Henry. Heenim abriu a porta e quase caiu para trás
- HE-HE-HENRY? - Ele sorriu e a mesma pulou no colo do rapaz com força, deixando algumas lagrimas escaparem de seus olhos. - MEU DEUS, ISSO SÓ PODE SER UM SONHO, VEM AQUI! - Puxou Henry para dentro, sentindo o coração quase sair pela boca - ONDE VOCÊ ESTEVE HENRY? - Os dois sentaram no sofá vermelho macio. - Me explica tudo, por favor! - Ele assentiu e ficou de frente para a garota.
- No dia da festa, eu cheguei em casa, decidi tomar um banho de banheira, pra ver se a embriaguez passava, até que o N apareceu, discutimos e ele me deu dois tiros próximo ao peito - Heenim levou a mão na boca, imaginando a terrível cena do assassinato de Henry. - Eu fui salvo por uma garota, que mora longe daqui, na cidadezinha deles existe uma clínica e fui muito cuidado lá neste ano que passou. - Heenim abraçou de novo o rapaz que sorriu feliz
- Nós sentimos tanta sua falta Henry, tem tantas lacunas para serem tapadas agora - Ele suspirou
- Eu não podia voltar antes... Eu não tinha a certeza se o Leo estava morto, aliás, eu estou com medo que o Hyo possa me encontrar - Ela assentiu suspirando - E eu sei Heenim que ele vai vir atrás de mim... e eu tenho muito medo disso prejudicar vocês - A garota suspirou, já que se lembrou que Hyo já estava atrás de Yan e Sabrina
- Tem um assunto meio delicado... - Henry encarou a garota, com o olhar preocupado - Muitas coisas aconteceram esse ano, Hyo tentou condenar o Yan em relação a sua morte, e quase conseguiu... - os olhos de Henry caíram na tristeza ao imaginar Yan atrás daquelas grades - Ele tentou se matar - Henry pulou do sofá, mas Heenim o puxou de volta
- COMO ASSIM HEENIM? ELE ESTÁ BEM? PELO AMOR DE DEUS!
- Calma, ele está bem, ficou quase um ano em coma, mas acordou meses atrás, então Hyo tentou matá-lo, mas não conseguiu! - Um grande ufa saiu da boca de Henry, enquanto sentia suas mãos e pernas tremerem.
- Faz muito tempo que não via vocês, suspirou, eu senti tanta falta de tudo - Encarou a casa de Heenim e sorriu - Vim te pedir uma coisa! - Ela assentiu
- Pode pedir! - Ele riu
- Preciso de ajuda para arrumar a minha casa - Ela riu - Onde está o Ícaro? - Riu
- Está morando com Caio e Ítalo, ele não conseguiu ficar lá, até porque a gente achou que você estava morto! - Ele concordou
- Eu quero arrumar, quero montar uma reunião com todos vocês - Ela assentiu.
Os dois caminharam em direção a casa de Henry, para tentar de uma vez por todas limpar toda aquela bagunça, seria uma noite longa.
...
Sabrina acordou, sentindo uma dor de cabeça imensurável... Parecia que tinha alguém espremendo sua cabeça, igual uma laranja. Suspirou e se sentou na cama, nem parecia que havia dormido aquela noite. Hoje seria seu dia de folga, mas decidiu investigar ainda o caso de Henry. Se levantou da cama, preparada para tomar café, até que escutou passos em sua casa. Pegou a arma na mesinha ao lado de sua cama e caminhou calmamente até aporta, que segundos depois foi aberta abruptamente em seu rosto. Sabrina caiu no chão, logo sentindo toques em seu braço, se desvencilhou do aperto, acertando o rosto do homem, que caiu sob a cômoda do quarto, Sabrina por sua vez, desarmou o homem chutando sua arma para longe. o puxou pelo cabelo, fazendo-o ajoelhar no chão.
- Quem te mandou aqui? – O rapaz se negou a dizer, apenas encarando a garota de pijama. – Okay, então você quer ir pelo lado mais complicado da coisa? – Ele cuspiu em direção ao rosto de Sabrina, que desviou. A garota desferiu um soco em direção ao rosto do homem, que caiu em seguida, apagando. Sabrina pegou a algema que estava em sua gaveta, prendendo o garoto na pia do banheiro. Discou o numero de Ulices pedindo que fosse ajudá-la.
...
Felipe andava de um lado para o outro, esperando que Hyo chegasse logo... Estava desesperado com aquela situação, não sabia o que iria acontecer com Sabrina e muito menos consigo se a policial continuasse com aquela investigação. Hyo abriu a porta da sala de Felipe, o encarando.
- Nossa, mas que desespero é esse? – Felipe puxou o rapaz, fazendo o sentar
- Hyo, eu não estou conseguindo segurar essa menina, fechei o caso, pedi que se afastasse..., mas nada feito... ela disse que vai investigar o caso por si só. – Hyo franziu o cenho, suspirando em seguida.
- Bom, eu tentei fazer com que ela se afastasse e assim pouparia a vida dela..., mas se continuar assim, não vou ter o que fazer, só matá-la! – Felipe sentiu um frio percorrer sua espinha ao escutar o plano de Hyo... se podia matar Sabrina, também podia matar a ele mesmo.
...
Billie abriu os olhos, vendo que Hyo já não estava mais lá. Suspirou e se levantou, encarou a mancha de vinho na parede e os cacos de vidro, espalhados por todo o chão. Respirou fundo e limpou aquela bagunça. Não estava criando nenhum tipo de expectativa em Hyo, sabia que ele não era como N, que se deixava levar por uma simples noite de Sexo. Sentou-se no chão, sentindo a cabeça rodar por alguns instantes, olhou para o teto e se xingou por ter entrado naquilo, poderia, agora, estar terminando a escola, não fugindo de policiais. Correu até o quarto e pegou um papel, abriu as gavetas da cômoda atrás de uma caneta que funcionasse e encontrou. Correu para a cozinha e se sentou, apoiou o papel na mesa e começou a escrever algo ali, para que Hyo visse quando chegasse em casa.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 71
Comments