— Essa rosa é pra você — Yan estendeu a mão em direção a Henry, que sorriu grande ao ver a rosa.
— Você não precisava se incomodar comigo Yan — Yan sorriu e levou as mãos no cabelo escuro, bagunçando as madeixas alheias.
— Claro que me preocupo, odeio te ver chorando por causa daquele imbecil — Henry não sabia onde tinha errado com o ex namorado... Ele deu tudo de si, porém não foi suficiente.
— Obrigado por me fazer companhia — Yan sentiu o coração quase parar, batendo afobado dentro do peito. — Eu realmente não sei o que seria de mim sem você — Controlou todas as suas vontades, de abraço ló, beija ló, dizer que ele era seu e que tudo ia ficar bem
— Você deveria ir na festa da faculdade — Henry negou - Ah Henry, vamos, vai ser legal — Yan fez um bico, fazendo o outro rir largo
— Okay, eu vou... — Algumas horas se passaram, Henry se arrumou e Yan apenas observou. Saíram e foram até a casa de Maíra, depois logo encontrando os rapazes no caminho. Chegaram na faculdade dando de cara com Heenim, estudante de medicina e vizinha de Henry
— Ei garota — Maíra gritou amistosa, Henry enrolou o braço no de Yan e o acompanhou até a entrada
— Oi gente — Ela os cumprimentou e sorriu
— Você já está indo embora? — Henry perguntou, ela assentiu sorrindo, respondendo à pergunta.
— Eu preciso estudar para a prova de amanhã — Henry bateu a mão na testa, tinha esquecido completamente da maldita prova. Se despediram e entraram no lugar. Todos dançavam e bebiam, Henry logo encontrou um banco e se sentou, Yan fez o mesmo.
— Eu pedi uma música, pra dançar com você — Henry arregalou os olhos assustado, como que ele ia dançar? Nunca nem tinha dançado com ninguém
— O que? Eu não sei dançar Yan... — Yan se levantou, puxando o outro para si, quando uma música romântica começou. Todos os casais se juntaram, Henry sorriu ao sentir as mãos apertarem sua cintura.
— Eu também não sei — Yan sussurrou quando a música começou.
Yan não conseguiu se segurar, acertou os lábios de Henry, sentindo o mesmo responder positivamente. Yan apertou o corpo alheio em seus braços, sentindo o coração bater rápido, enquanto suas mãos tremiam um pouco. Era se como todos estivessem congelados, como se aquele fosse o primeiro e o último beijo, como se aquele beijo fosse separar os dois para todo sempre. Separaram o beijo ao sentir o ar faltar em ambos os pulmões, encostaram as testas e apenas ficaram ali, acompanhando a outra música romântica que soava pelo salão da faculdade.
— Eu vou fazer de tudo pra te fazer sorrir de novo!
///
QUEBRA DE TEMPO - YAN POV
— MEU DEUS HENRY, VOCÊ BEBEU MUITO - Escutei Bunny gritar gargalhando logo em seguida enquanto eu ajudava Henry que vomitava no jardim, ele respirou fundo e se sentou na escada reclamando de dor de cabeça.
— Nem foi tanto, foi só um pouquinho Bunny - Henry falou negando. Sorri e beijei a testa dele pedindo que se cuidasse
— Tá, chega, vamos todo mundo pra suas casas, boa noite Henry - Falei e acenei para Henry que sorriu em resposta, enquanto eu empurrava o pessoal para longe junto de Maíra.
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Sabrina suspirou ao encarar a face desacreditada de Yan, empurrou o copo de café em direção ao rapaz e sorriu, tentando passar alguma segurança a ele. Yan enxugou as lagrimas, antes mesmo que elas chegassem a cair. O amor da sua vida tinha ido embora, e ele não podia acreditar.
— Obrigada Yan... Eu sei que deve estar sendo difícil pra você, mas se lembre que estamos aqui - Yan assentiu enxugando o rosto - Eu sei que você irá me ajudar a descobrir quem é esse assassino, já que descartei você daqui - Ele assentiu encarando o café a sua frente. O dia caminhou devagar, as investigações eram intensas, Sabrina, Louise e Ulices decidiram que iam ouvir um por um, mas precisavam de um tempo, para digerir todas as histórias. A história de Yan batia com as informações dadas por Heenim, a festa e a faculdade, o que também bateu foi o fato do ex, o tal "N", Maíra disse que o mesmo perseguiu o rapaz por dias antes do assassinato, no máximo ele presenciou o beijo dos dois, teria outro motivo para matá-lo a não ser esse?
— Não — Sabrina falou para si mesmo, recebendo um olhar estranho dos policiais ao seu lado.
— Falando sozinha Sabrina? - A policial puxou Ulices para sua mesa, fazendo o mesmo cair sentado na cadeira, encarando-a com os olhos assustados.
— Ulices, vamos montar uma história... — Ele sorriu
— De amor? — Sabrina negou vendo o mesmo fazer um bico
- Foca Ulices... Eu, eu me chamo Lim Henry, tenho vinte e seis anos... Você é o N, éramos namorados, porém você me traiu e nós terminamos. Você não aceitou me ver com outra pessoa... Me mataria? — Ele negou
— Eu não tocaria num fio de cabelo seu... – Pausou - Minha deusa — Sabrina revirou os olhos e socou o braço do rapaz, indignada
— Isso não é hora de você ficar me cantando Ulices — Ele sorriu largo e suspirou, sabia que uma hora a policial ia ceder aos seus encantos.
— Eu também estou levando esse assassinato como um crime passional, porém... — Ele pausou — Quem é N? — Sabrina deu de ombro
— Segundo os rapazes este é o nome de registro dele, porém eles disseram que são convictos em que ele tem outro nome! — Sabrina falou tomando um gole do café já frio
— Não, eu também... Com certeza tem outro nome — Ulices falou. — O tal do Huang, o nome dele veio escrito em Caps Lock, acho que devíamos dar atenção a isso. — Sabrina assentiu e encarou o celular na mesa
— Com certeza, mas nós devemos começar pelos mais novos no ciclo de amizade... Segundo Maíra os dois não se falam a dois anos e já podemos descartar esse ser, ele realmente amava o outro e se sente culpado - Ulices assentiu e suspirou
— Ele saiu daqui muito abatido — Sabrina concordou coçando a nuca, viu a situação que o rapaz ficou, isso deixou a policial de coração partido.
— Eu quero descobrir o que é Peek-A-Boo! — Ulices concordou
— Deve ser algum tipo de marca...
— Ele me falou Peek-A-Boo no telefone, foi muito sinistro — Sabrina falou sentindo a pele arrepiar ao lembrar do tom frio e sem arrependimento do cara.
— Será que Peek-A-Boo é o nome do N? — Sabrina arregalou os olhos vendo Ulices gargalhar
— Ei, pombinhos, vão almoçar agora? — Os dois viraram para Louise e assentiram
— Eu vou — Sabrina falou
— Eu também — Ulices sorriu
— Então vamos, que acordar quatro horas da manhã e não tomar café mexeu com meu estômago mais cedo — Ela gritou entrando na outra sala, enquanto Sabrina e Ulices se levantavam.
— Não sei como essa infeliz é magra - Ulices riu e foram atrás de Louise
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Me levantei com dificuldade, me arrastando até a pia, sentindo meu corpo todo doer de forma intensa, peguei o secador que estava lá e acertei com força a cabeça alheia. Caminhei escada a baixo sentindo minha visão escurecer a cada passo.
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Atualizado até capítulo 71
Comments
Corno de Taubaté
incrível arrasou
2022-01-30
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