Sabrina encarou a pele clara, dentro das roupas escuras, os olhos arregalados, mas não pode enxergar o rosto alheio, o tiro foi certeiro no peito de Henry, as possibilidades do outro viver eram nulas, já que a distância em que os dois se encontravam, faria a bala perfura-lo por completo.
- O que, não pode ser - Sabrina levantou atordoada caminhando até o mesmo. Ele se virou e pegou o celular.
- Hyo? Está feito, cuide do Billie aí - Sabrina cerrou o olhar e se assustou com um barulho forte. Henry se levantou acertando a cabeça do outro com força. Os olhos da policial faltavam caminhar sozinhos. Com dificuldade, Henry o puxou pelo pé até a porta de entrada, Sabrina seguiu os passos do mais velho, que retirou a blusa Jeans e jogou na porta, arrastando o rapaz desmaiado com dificuldade. Logo os dois sumiram junto com a luz forte de um caminhão, que buzinava alto.
- Nada mais pode ser mostrado - Sabrina se virou para Irene, que apenas encarava o fundo da estrada.
- O que, eu preciso de respostas, eu... aishii, como ele levantou? Como pode levantar? Aquela distancia, a dis... aishii, não é possível, como ele estaria vivo? - Irene sorriu e sumiu.
A cena voltou ao normal, Sabrina estava parada em frente a Louise e Ulices, ambos encaravam a garota curiosos. A presença de Irene passou, o corpo de Sabrina não soube responder ao calor intenso e repentino que ele voltou a receber. Antes de bater no chão, ela foi segurada por Ulices.
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O suor escorria pelo rosto já encharcado, encarou o rapaz desacordado e soltou a perna do mesmo. Logo uma luz forte cegou seus olhos, um grande caminhão de cor branca, ele queira gritar para que o rapaz parasse, porém seu peito doía tanto, que gritar se tornou uma das coisas mais difíceis a se fazer, apenas apertou os olhos e suspirou, esperando que morresse ali mesmo. Não era algo que ele esperava, quer dizer, queria terminar a faculdade, se casar e ser feliz, mas talvez aquilo tivesse que acabar assim! O mesmo viu um rapaz caminhar pela estrada, uma luz clara o seguia, Henry apenas se sentou no chão e encarou o outro que caminhava calmamente até si, talvez fosse um anjo? - Pensou Henry. O mesmo chegou e se abaixou na frente de Henry, que o encarou assustado
- O... Que?... Quem... Quem é você? - O outro apenas riu e se levantou e então as grandes asas brancas foram abertas, Henry encarou o sorriso do outro e respirou forte. A dor que ele estava sentindo, tinha sido apaziguada, os olhos molhados, agora estavam secos. Sentiu seu corpo voltar a vida por alguns segundos enquanto encarava aquele ser.
- Eu sou seu anjo da guarda, eu estive cuidando de você a muito tempo - Henry respirou fundo ao ver um sorriso escapar pelos lábios do outro. - Eu vou te tirar daqui - Foram as últimas palavras que Henry escutou antes de fechar os olhos.
Voltou a sentir a dor aguda no peito, tossiu sangue e pode ver que estava em um hospital, os olhos vermelhos já não aguentavam mais, porém ele lutava para não o fechar. A imagem daquele outro rapaz, permanecia vagando pela sua mente, a luz, o caminhão, o outro desacordado, ele lembrava de tudo, até que a escuridão lhe bateu de novo.
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- Anda N, tira a mão da minha vista! - Henry falou tropeçando em um dos degraus que os dois subiam.
- Não amor, é uma surpresa - Henry riu e logo a porta foi aberta
- Você me traz pra um prédio fantasma, estou assustado - N riu e continuou a caminhar com as mãos nos olhos de Henry.
- Preparado? - Henry assentiu e sua visão voltou. Um colchão, cheio de pétalas de flores, cobertores e travesseiros, as velas brancas acesas, davam um clima romântico ao local. N abraçou o mais novo por trás e sorriu
- Queria fazer algo especial, então te trouxe aqui - Henry se virou pegando os lábios do outro para si
- O que faremos aqui? - Ele sorriu safado, fazendo Henry arregalar os olhos
- Duas pessoas, um colchão, cobertores e travesseiros... - N apertou o mais novo que respirou fundo ao sentir os lábios tocarem seu pescoço - Nós faremos o que você quiser - Henry perdeu o equilíbrio e caiu no colchão, sem demora o outro tateou seu corpo sorridente
- Você é um tarado - N assentiu
- Eu sou mesmo!
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- Eu estou dizendo, é verdade... Uma bruxa me mostrou... O Henry se levantou, ele saiu - Ulices arregalou os olhos
- A fantasma da culpa não é uma bruxa... Ela é um demônio - Ícaro continuou
- Você... Você já a viu? - Ícaro assentiu - AISHIII, PORQUE NÃO ME DISSE?
- Ela pediu que não falássemos nada, ela também visitou o Yan a uns dias atrás - Um click veio na cabeça da policial
- Então foi ela que impediu que o Yan se estraçalhasse no chão - Louise arregalou os olhos junto de Ulices
- Faz sentindo... Àquela altura o mataria imediatamente, com toda certeza! - Ulices falou tomando seu café
- Calma, vocês estão dizendo que um espirito veio aqui, pra mostrar a verdade pra vocês? - Maíra perguntou desacreditada - Porque se for, vocês estão loucos! - Todos encararam a garota que parecia frustrada - Deveríamos estar nos preocupando em como achar o verdadeiro culpado, não criar teorias loucas colocando a culpa em cima de um ser místico criado pelo imaginário de vocês - Sabrina fuzilou a maior com os olhos
- Você por acaso está me chamando de louca? - Sabrina perguntou visivelmente ofendida
- Não é isso que você é? - Ulices se levantou antes que as duas se agarrassem pelos cabelos
- Chega vocês duas... Pelo amor de Deus, isso é um hospital, não é qualquer lugar onde vocês possam se bater - Ulices terminou
- Eu a vi também - Edgar falou encarando a mesa de madeira escura - Mas eu não consegui ver o rosto do assassino, a voz estava alta, porém distorcida - Maíra riu
- Isso não pode ser verdade - Ela se levantou e caminhou até o lado de fora do hospital. Foi até o carro e bateu à porta com força fechou os olhos e suspirou negando várias vezes para si que aquilo fosse real.
- Você prefere ter a continuação da policial? - Maíra pulou abrindo os olhos, vendo a garota de aparência fria, sentada ao seu lado - Ou você quer ver do começo?
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Atualizado até capítulo 71
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