O barulho das sirenes era alto, Hyo estava atacando durante a madrugada, porém aquele assassinato foi demais para a cabeça de Sabrina. A garota entrou na casa e sorriu para Ulices que desceu as escadas com os olhos vermelhos.
- O que houve Ulices? - Sabrina perguntou preocupada, ele apenas deu espaço para que Sabrina subisse, a mesma foi preocupada, virou na cena do crime e logo apertou os olhos
- Fazem algumas horas que eles estão dormindo, mas a testa de todos está sangrando - Sabrina encarou a cena terrível e novamente fechou os olhos e se abaixou até a menina que estava encolhido no canto da parede.
- Ei... Eu vou precisar que você vá lá pra baixo... - A menina negou - alguns minutinhos só, eu não posso examina-los com você aqui - A garota analisou por alguns segundos e assentiu, saindo em seguida.
Sabrina levantou e encarou novamente, o pai, a mãe e o irmão pequeno da garota, todos com os três tiros afundados na testa. Desta vez as letras H, Y e O estavam localizadas perto dos ferimentos das balas. - Qual é seu problema filho da puta? - Socou a parede com força, sentindo os dedos estralarem.
- Você já passou dos limites Hyo
...
Mais tarde no café os três se reunirão para comer e falar sobre os recentes assassinatos envolvendo Hyo.
- Temos que pará-lo, ele pegou pesado desta vez - Louise afirmou
- Segundo a Min, na hora que ele entrou, ela se escondeu no armário, os pais estavam na cozinha e o irmão estava dormindo... - Ulices falou mexendo a colher dentro da xícara azul - Tradução, ela assistiu toda a cena. - Sabrina parecia aérea, até Louise balançar a mão em sua frente
- Eu realmente não consigo acreditar que um serial killer super procurado, esteve tanto tempo de baixo do nosso nariz - Ulices suspirou e encarou o prato em sua frente - Eu sempre reparei que ele era um estranho, sem noção, mas eu nunca imaginei algo assim – Louise por sua vez suspirou
- Não é nossa culpa Sabrina, quando Hyo entrou na equipe, tinha um currículo incrível como detetive, medico forense e policial chefe, como saberíamos que na verdade ele seria um Serial Killer mega procurado? - Louise comentou, escutando a garota bufar
- O que importa é que temos que ficar atrás dos meninos, principalmente o Yan! – Ulices comentou – O nosso foco agora deixou de ser o Henry, precisamos pegar o Hyo, antes que mais mortes venham a acontecer. – Sabrina concordou.
...
Sabrina chegou na delegacia, jogando a bolsa dentro de sua sala, sabia que o que Felipe queria conversar e a partir do momento que passasse por aquela porta, o caso Lim Henry estaria encerrado. Se sentou levando as mãos até a cabeça em um sinal de preocupação, mas não tinha pra onde correr, as buscas seriam finalizadas com ou sem o seu consentimento, então apenas respirou fundo e caminhou até a sala de Felipe. Bateu na porta duas vezes, abrindo em seguida.
- Boa noite delegado... – Falou em tom baixo, entrou fechando a porta atrás de si e se sentou. – Eu imagino o porquê me chamou para conversar... – Foi interrompida.
- Lim Henry... – O delgado se virou para Sabrina, apoiando os cotovelos na mesa. Ela assentiu. – Eu entendo que fique chateada, já que é o caso tão pessoal para você, mas eu não posso mais deixar que isso trave a nossa força tarefa Sabrina... Já faz um ano e meio que esse rapaz foi assassinado... – Sabrina o interrompeu
- Ele não está morto! – Falou com convicção
- Está Sabrina, eu sei, você sabe, todo mundo sabe disso... Você não quer aceitar o que está na sua cara? – Sabrina se manteve em silencio ao perceber que Felipe estava irritado – Eu já mandei mil agentes para todos os cantos do mundo, foram buscas e buscas, até nos Estados Unidos foram procurá-lo Sabrina – Ela suspirou alto – Entendo sua devoção por essa causa, mas na cidade não existe só Lim Henry... Já descobrimos um serial killer que estava debaixo de nossas asas por todos esses anos, e vocês ainda não o pegaram! – Ele se ajeitou na cadeira e suspirou
- Então, isso significa que acabou? – Felipe assentiu
- Tire uma folga, tente se distrair, Lim Henry está morto, não há mais nada o que possamos fazer. – Sabrina assentiu e se levantou
- Tudo bem, agradeço! – A garota saiu da sala e respirou fundo caminhando em direção a sala de Louise.
Felipe por sua vez finalmente pode respirar, após Hyo abaixar sua arma.
- Muito bem delegado – Felipe encarou o rapaz, que sorria de orelha a orelha
- Você sabia que eu poderia te prender agora mesmo Vicente? – Hyo se sentou na mesa, sorrindo grande, enquanto encarava Felipe.
- FeFe, a gente teve uma conversa muito clara algumas horas atrás, você não vai querer que eu repita tudo novamente né? – Felipe desviou o olhar e assentiu – Ótimo, foi muito bom rever você chefe! – Agora eu estou indo. – Ele abriu a porta colocando o capuz – E eu espero que eu possa confiar em você... Ou... – Ele sorriu e saiu da sala. Felipe por sua vez permitiu-se chorar, depois de ser ameaçado, depois de fechar um caso que Sabrina se empenhou tanto em resolver. E então ele teve uma ideia.
...
Sabrina foi acompanhada por Ulices até sua casa. A noite estava gelada, mas confortável para um passeio, então decidiram voltar a pé.
- Sei que está chateada..., mas você deu seu melhor! – Sabrina sorriu de canto e suspirou
- Nós demos o nosso melhor Ulices – Pausou – Mas eu vou precisar dar essa notícia aos meninos, Henry será dado como morto e fim da história. – Ulices suspirou chegando até seu destino
- Durma bem Sabrina - Bagunçou os cabelos loiros da garota que sorriu
- Você também Ulices - Sabrina entrou na casa e suspirou - Sabrina, você não quer beijá-lo, não quer, não quer, não quer! - parou e encarou a estante de livros - Você quer sim! - Abriu a porta e correu até Ulices pegando-o de surpresa. Um beijo necessitado começou.
- Eu estou na merda! - Sabrina pensou
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Atualizado até capítulo 71
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