Seis meses se passaram desde que as investigações haviam se intensificado, e nenhuma resposta tinha chegado, mesmo que o caso já tivesse um ano de duração. A Polícia já havia fechado o caso, mas Sabrina insistiu tanto, que a deixaram cuidar daquilo. Nestes seis meses um grupo estava na cola de Vicente, Sabrina escutou o assassino dizer o nome do rapaz na visita que fez com Irene ao local do assassinato. Sabrina seguiu o rapaz até a casa vermelha, vestindo um capuz preto, uma máscara e um boné. Do lado de fora a equipe policial lhe esperava, ela tinha certeza: Vicente era o real mandante do assassinato de Henry!
Seguiu o rapaz escadas acima, ignorando as prostitutas e prostitutos que lhe puxavam as vezes. Hyo entrou na última sala, e então se lembrou do depoimento de Ítalo, ali era onde ele mantinha o garoto. Caminhou até lá, se encostando na porta. Ligou o microfone que dava acesso a Ulices e Louise, se aproximou da porta e viu um rapaz, que aparentava ter uns dezesseis anos.
- Acharam o corpo do N, Vicente, N está morto - A boca de Sabrina caiu no chão quando escutou o nome do bendito N. Ulices e Louise também ficaram abismados.
- Acharam o corpo do Henry? - O coração de Sabrina acelerou
- Não - O rapaz respondeu
- Billie, Billie, você vai precisar encontrá-lo, eu preciso do Henry morto - Sabrina deixou que sua boca falasse mais alto, chamando a atenção dos dois.
- FILHO DA PUTA! - Billie se apressou, acertando o rosto da garota que não deixou barato. Ulices e Louise tiraram as armas e pediram reforço, aquele era o fim de Hyo, ou o de Sabrina!
Sabrina por sua vez chutou o rosto de Billie, que voou longe, enquanto Hyo tentava a todo custo recarregar a arma. Uma terrível briga tinha se formado. Não conseguiu, Hyo não conseguiu atirar na garota, então saiu correndo, mas logo Ulices entrou em sua frente. Com um único tiro, Louise acertou a perna de Hyo, que caiu imediatamente.
- Acabou Vicente, está tudo gravado, este é seu fim! - Sabrina falou, sentindo seu lábio cortado arder
- Não minha querida Sabrina, eu irei atrás de Lim Henry, irei terminar meu serviço e voltarei para acabar com todos vocês. – Billie se apressou, dando uma rasteira em Sabrina e em seguida empurrando Louise, que caiu em cima de Ulices. Billie correu para a porta, saindo o mais rápido que pode. No susto Ulices atirou, mas Vicente se jogou da janela, e todos correram atrás do mesmo. Sabrina chegou ofegante na rua, vendo sangue pela calçada, mas Hyo já havia fugido
- MERDA!
...
Yan abriu os olhos sentindo a cabeça doer forte, parecia que um caminhão havia passado por cima de si. Encarou o rapaz loiro dormir ao seu lado, e suspirou ao tentar lembrar-se de quem era. As paredes brancas não ajudavam, era um lugar desconhecido para si, sua coluna doía tanto, que podia ver estrelas cada vez que se mexia
- YAN? - Bunny pulou da cadeira com o grito de Murilo na porta
- CORRE MURILO, CHAMA A ENFERMEIRA - Bunny se apressou indo até a cama - Ei... Quanto tempo! - Yan franziu o cenho suspirando
- Quanto tempo? - Bunny assentiu
- Você estava em coma, já faz fazer um ano Yan - Yan encarou os olhos escuros de Bunny, sabia que o conhecia, apenas não conseguia se lembrar claramente de quem ele era
- Você é meu amigo? - Bunny riu
- Sim, sou Boo Bunny... Você é Li Yan, sabe? - Ele assentiu.
- Eu lembro de alguém... - Os olhos de Boo se arregalaram levemente - Onde está o Henry? - Aquilo foi um baque, Yan não se lembrava do assassinato, das investigações, do motivo pelo qual Henry não podia estar com ele. - Onde ele está Boo? - Bunny tentava procurar uma resposta, porém não sabia como dizer a ele. - Estou sentindo tanta falta dele!
- Eu... Eu não... Eu não sei onde ele está agora Li, talvez mais tarde ele apareça aqui pra te ver - Boo sorriu, mas os olhos de Bunny quase transbordaram
- Por que está chorando? - Boo limpou rapidamente o rosto e sorriu
- Estou feliz que finalmente esteja de volta... - Yan sorriu pela primeira vez
- Eu espero que Henry lembre de mim, eu estou preparado para me declarar para ele Boo! - Boo se levantou e sorriu, saindo rapidamente na hora que a enfermeira entrou. Segurou até passar da porta, então desabou em lagrimas. Murilo viu do fundo do corredor o namorado escorregar pela parede e correu até o mesmo
- Amor? Amor o que houve? - Perguntou desesperado para Boo que apenas chorava - O que houve amor, pelo amor de Deus!
- Ele não se lembra das coisas Murilo, ele lembra do Henry, mas não lembra do assassinato há um ano atrás - Murilo se sentou na frente do namorado, sentindo seu corpo tremer pelo susto - Ele me perguntou onde o Henry estava, disse que finalmente ia se declarar para ele. - Murilo suspirou
- O que você disse pra ele? - Bunny deu de ombros
- Eu disse que não sabia onde ele estava - Bunny deitou-se no peito de Murilo, que imediatamente afagou os cabelos loiros.
- Calma vida, a gente vai resolver isso!
...
- Sabrina, se acalma pelo amor de Deus - Ulices pediu, já que a garota estava quase abrindo uma cratera no chão.
- Como? Ele fugiu Ulices... FUGIU - Sentou-se chocada - Não acharam o corpo do Henry, faz quase um ano, ele pode estar vivo! - Ulices suspirou
- Como seria possível Sabrina? - Perguntou - Por que ele ficaria tanto tempo longe? - Ela levantou num pulo
- Alguém pode ter o encontrado... Ulices, se Leo tivesse sumido com o corpo de Henry, então quem matou o matou? - Ulices já estava vesgo escutando a teoria da loira.
- Eu não sei Sabrina! Só sei que eu quero jantar com você! - Sabrina virou os olhos e bufou
- Ulices, a gente precisa encontrar o Henry, nem que a gente ache só os restos mortais, mas nós precisamos encontrar.
- Sabrina, você queria beijar o Henry é? - A garota disparou um tapa na cabeça do mais velho, que reclamou na mesma hora.
- Não seja ridículo Ulices - Ele sorriu, pois sabia que um dia, que estava bem próximo, bem, bem próximo, Sabrina ia ceder aos seus encantos!
- Onde já se viu! – A garota saiu da sala bufando. Sabrina queria entender o motivo daquele envolvimento entre Hyo e Henry, mas nada vinha na sua cabeça para completar aquele quebra-cabeças, estava tudo muito bagunçado. Sabrina se sentou na cadeira, respirando fundo, esperando ter algum sinal, algum click.
- Lim Henry, cadê você?
...
Hyo desceu do carro reclamando de dor, subiu para o apartamento enquanto telefonava para alguém no caminho até sua casa, suspirou duas vezes ao ser ignorado, tentando então, a terceira.
- Alô... O que quer? - Hyo reclamou abrindo a porta
- Estou ferido, pode me ajudar?
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Atualizado até capítulo 71
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