Sabrina deu um pulo com o celular, que tocou alto. Tentou encontrar o mesmo, mas acabou encontrando Ulices dormindo apenas de cueca na sua cama
- OMO - Ulices levantou a cabeça encarando a garota, que de fininho se levantou da cama.
- Sabrina, o celular! - O médico disse com a voz rouca
- Ah sim... É mesmo! - Se ajoelhou e encontrou o aparelho de baixo da cama. Pegou o celular e encarou uma mensagem de voz de Heenim, abriu rapidamente
- Gente, eu preciso que vocês venham até a minha casa, é algo importante que eu descobri
- ULICES? - Sabrina deu um tapa na bunda do rapaz, fazendo o mesmo pular de susto
- QUE? QUEM? - Gritou
- LEVANTA... A VIZINHA DO HENRY DESCOBRIU ALGO, PROVAVELMENTE É SOBRE ELE - Ulices se apressou, procurando suas peças de roupa.
- A gente vai tomar café antes? - Sabrina negou, vendo o rapaz quase chorar
- Aliás, a gente... – Ulices riu
- Transou? Sim, duas vezes - Sabrina arregalou os olhos sentindo suas bochechas quase derreterem de tão quentes.
- Aishii! - Os dois saíram minutos depois, pegaram Louise na casa dela e foram até a casa de Heenim. O caminho foi um completo silencio, Sabrina estava morrendo de vergonha, enquanto Ulices estava animadíssimo pelo seu novo dia. Chegaram e bateram na porta, aguardando que Heenim abrisse.
- Vocês dois... Vocês estão estranhos - Louise falou, vendo Sabrina quase fritar - Sabrina? - A garota não disse nada - Ulices? – O médico sorriu grande.
- Nós transamos... - Sabrina virou com as bochechas totalmente vermelhas, os olhos arregalados, enquanto a boca de Louise arrastava no chão
- QUE? – Louise faltou pular de alegria
- ULICES... VOCÊ... – Sabrina tirou o sapato
- Bom dia? - Sabrina foi interrompida pela voz de Heenim, que analisou a cena engraçada. Ulices escondido perto das plantas, a boca de Louise arrastando no chão e Sabrina com o sapato na mão, pronta pra desfigurar o rosto de Ulices. Lentamente, Sabrina se recompôs, colocando o sapato novamente no pé
- Bom dia Heenim, como vai? - Heenim riu e cumprimentou a garota.
- Vou bem policial, por favor entrem - Abriu espaço para os três, Louise entrou na frente se encontrando com os outros lá dentro
- Nós iremos ter uma conversa senhor Ulices! - Ulices engoliu seco e os dois entraram
- Bom, falta apenas o Yan - Heenim falou sorridente
- Está tão feliz... - Ela assentiu
- Eu estou mesmo, o que eu descobri foi a melhor coisa - Sabrina franziu o cenho e deu de ombros
...
- Aonde está meus sapatos? Onde está meus sapatos? - Yan encarou os sapatos na última fileira da prateleira e sorriu - Como foram parar aí? - Bateu sem querer na prateleira e logo algo caiu em sua cabeça. Encarou a caixa branca de madeira enquanto passava a mão na cabeça reclamando da dor. Aquela era a caixa onde guardava os anéis, que um dia tinha dado a Henry. Sorriu e colocou o anel no dedo, pegou o outro e colocou dentro do bolso. Vestiu o sapato e saiu de casa.
Poucos minutos depois Yan chegou na casa de Heenim, cumprimentou a todos e se sentou.
- Bom, antes de mais nada, quero aproveitar, pra dizer que o Felipe fechou o caso. – Sabrina falou com tristeza, já que tinha certeza que Lim estava vivo
- O QUE? – Bunny gritou – COMO ASSIM? – Ulices suspirou vendo que Sabrina não iria conseguir explicar
- E o seguinte, já faz muito tempo, a força tarefa não pode mais focar num caso quando há muitos outros entrando todos os dias – Yan suspirou em tristeza, enquanto Bunny chorava – Eu sei que machuca a todos aqui, mas não obtivemos resposta de nenhum órgão, de nenhum lugar do mundo, que tivesse o paradeiro pelo menos do corpo sem vida. – Sabrina se sentou, apenas escutando – Infelizmente a gente não pode controlar e desobedecer às ordens do delegado, todo subsidio, equipamentos, verba, vem deles, não podemos fazer nada! – Heenim então sorriu
- Podemos sim – Todos encararam ela e Edgar, que chegaram na sala com um laptop em mãos. – Seguinte, dias atrás eu e Edgar, fomos atrás de um amigo de escola nosso, o nome dele e Antony... – Sabrina franziu o cenho
- Antony Phillips? – Heenim assentiu
- Enfim, esse cara é o maior hacker do mundo, então pensamos, se nós conseguíssemos rastrear o chip de celular do Henry – Os olhos de Sabrina brilharam naquele momento
- E aí mulher, desembucha... – Maíra falou se levantando já nervosa.
- Nós conseguimos rastrear o celular do Henry, ele está em Oryukdo Island.
...
Sabrina correu para a delegacia, precisava convencer Felipe de reabrir o caso, caminhou convicta até a sala do delegado, entrando sem bater.
- Sabrina? Não disse para pegar uma folg... – A policial o interrompeu
- Disse, mas eu preciso que reabra o caso de Lim Henry – Felipe suspirou negando
- Não posso fazer isso, já conversamos Sabrina – Ele foi para o outro lado da mesa
- Eu tenho provas de que Henry está vivo! – O delegado por sua vez, riu
- Ainda isso Sabrina, você está obcecada... – Ela assentiu
- Que seja, vai reabrir o caso ou não? – Felipe negou
- Eu não posso Sabrina. – Ela assentiu.
- Ótimo, então eu mesmo vou investigar esse assassinato – Felipe negou, pedindo que não fizesse aquilo – Custe o que custar, eu vou descobrir, com ou sem a sua ajuda! – Felipe segurou a mulher pelo braço
- Sabrina, você não pode fazer isso, por favor, eu te imploro... – Ele pausou – Ou eu terei que tomar uma providência drástica. – Sabrina riu
- O que? Vai me demitir delegado? – Perguntou – Vai me bater? Me prender? – Felipe não respondeu nenhuma das provocações da policial. – Foi o que eu pensei. – Sabrina por sua vez, se desvencilhou daquele aperto e continuou o seu caminho.
Felipe pegou o celular, discando o número de Vicente, que logo atendeu:
- Hyo? A Sabrina vai investigar o caso por conta própria!
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Atualizado até capítulo 71
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