Você não pode falar ou vão descobrir a gente ok? - O rapaz assentiu e os dois desceram as escadas, o corpo pequeno tremia ao passar pelas pessoas desnudas na escada, seguiram para a saída e Henry logo o colocou no carro. Foi para o lado do motorista e entrou.
- Toma, veste isso - Ele assentiu e vestiu as roupas. Henry ligou o carro e começou a dirigir pelas ruas escuras.
- Como é seu nome? - Lim perguntou sem tirar os olhos da estrada
- Ítalo - Assentiu e virou na curva
- Eu sou o Lim Henry, prazer - Ele assentiu e sorriu. Henry parou o carro na frente da casa de Caio e sorriu - Espere aí, eu já volto! - Ele assentiu e Henry saiu do carro caminhando até a porta branca. Bateu na mesma algumas vezes, vendo um Caio sair despenteado
- Henry, o que foi? - Henry encarou o carro vendo o rapaz encarar o próprio reflexo no vidro.
- Aquele rapaz... - Caio encarou o carro, vendo o rapaz sentado ali. O mesmo encarou Henry confuso e deu de ombros
- O que tem? - Caio perguntou
- Eu o encontrei naquela casa vermelha da esquina seguinte - Caio arregalou os olhos chocado
- Henry, o que você estava fazendo numa casa de prostituição? - Henry deu um tapa na testa do abusado que o olhou confuso
- Eu não estava lá... Eu fui fazer compras porque o Ícaro queria comer chocolate, daí quando estava voltando para o carro ele passou correndo chorando, então fiquei curioso e fui ver o que aconteceu - Henry se virou vendo o rapaz cochilar algumas vezes, mas não ceder ao sono - Ele pode ficar aí? - Caio arregalou os olhos
- Aqui? - Henry assentiu. Caio analisou o menino, viu que era menor que si, talvez não lhe fizesse mal e assentiu em seguida. Henry caminhou até o carro e pediu que ele saísse. O mesmo suspirou e saiu do carro encarando Caio que apenas olhava o menor
- Caio - Ele estendeu a mão e o menor logo balançou a mesma
- Ítalo...
...
Yan caminhou pela estrada escura, chutando algumas pedras que estavam no caminho. Chegou no prédio onde costumava a ir com Henry, gostavam de observar as estrelas juntos, quando o tempo estava limpo. Falou com o segurança, seu amigo, e subiu. Sentiu o vento bater em seu rosto quando chegou, foi até a ponta e procurou a caixinha branca, encontrando a mesma. Se sentou na ponta e abriu a caixa, vendo dois colares e um anel.
///
QUEBRA DE TEMPO - YAN POV
- Eu quero te entregar uma coisa Henry - Me virei pegando a caixinha branca, entregando a mesma para ele. Ele sorriu largo e logo abriu me encarando
- Yan... Eu... - Sorri largo vendo os olhos alheios se molharem - Eu namoro - Assenti
- Eu sei, mas você é meu melhor amigo, quero que as leve consigo... Quero que lembre de mim pra sempre Henry... Igual eu penso em você todas as manhãs - As lagrimas alheias caíram rápidas encarando a caixa branca.
- YAN... - Peguei o anel e coloquei no dedo anelar dele, tirando a outra
- Eu te amo Henry... E eu vou te esperar, mesmo que isso demore a eternidade. - Me ajoelhei vendo o mesmo fazer igual - Eu vou te esperar, e mesmo que você nunca o deixe, eu sempre estarei do seu lado - Falei vendo o mesmo me encarar - Porque eu te amo, e nada muda o fato de que eu te amo muito - Ele me abraçou apertado, sorri largo e o apertei mais em meus braços, deixei um beijo na bochecha alheia e sorri.
...
- Eu te amo Henry, e eu sempre irei te amar... Mesmo que você não esteja mais aqui, eu sempre te amarei, sempre, sempre e sempre - Yan falou sentindo as lagrimas caírem descontroladas, agarrou a caixa em seus braços e se ajeitou na ponta - A gente pode se encontrar Henry!
- Vocês não devem se encontrar - Yan se virou, vendo aquela mulher mais uma vez, vestida nos trajes vermelhos - Você pode pular, porém não é sua hora Yan - Suspirou vendo a mesma se aproximar de si.
- Você não é real! - Yan falou vendo a mesma suspirar
- Eu não sou... Já estou morta, do mesmo jeito que posso fazer o bem, eu posso fazer o mal. - As roupas mudaram drasticamente para o escuro, a maquiagem leve agora era extremamente pesada, Yan se assustou com a voz carregada, como se ela fosse o próprio diabo - Sou um demônio, ruim, com rancor e orgulho. Mas eu também posso ser um anjo de luz e sei que não é sua hora - Ela voltou aos trajes normais
- Traga-o de volta, por favor! - Yan implorou e a fantasma suspirou
- Eu não sou Deus Yan, eu não poso trazer a vida de ninguém de volta! - Ela falou - Se você quer pular, então pule, mais saiba... Essa não é sua hora, você será mandado de volta! - Yan assentiu sentindo as lagrimas caírem pesadas
- Eu... Eu quero... Eu quero correr o risco - Ela encarou a altura e ficou de pé na ponta. Yan segurou a mão pequena da mesma e ela sorriu
- Que Deus cuide da sua alma
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As ambulâncias, Yan conseguia escuta-las perfeitamente, seus olhos se moviam lentos, sentia o corpo doer e não conseguia move-lo. As pessoas estavam a sua volta, encaravam tudo. Yan olhou para frente e viu o sorriso que mais sonhava em ver de novo, aquele mesmo sorriso. Ele caminhou até Yan e se abaixou.
- Você não pode ficar aqui! - Sentiu um beijo acertar os lábios finos
- Eu daria tudo pra ficar com você o resto da minha vida, se esse for o preço eu quero pagá-lo! - Henry negou
- Você não pode, por favor, volte - Logo a mesma mulher apareceu, os trajes vermelhos, a coroa, o mesmo fantasma que havia pulado consigo, ao lado de Henry - Por favor, volte. - Yan sentiu tudo embaçar e logo sua visão apagar por completo.
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- Sabrina, tem uma hora que ele não saiu desse mercado - Ulices falou cansado - Eu estou com fome... - Ela esticou um pacote de salgadinhos para ele, vendo o mesmo bufar
- Se ele entrar na casa vermelha, tudo vai estar batendo Ulices, o depoimento de Ítalo se confirmara verdadeiro, não podemos perder essa chance. - Sabrina falou vendo o mesmo suspirar
- Mas se ele não entrar? - Logo Sabrina avistou o mesmo sair, Louise se abaixou do lado de fora enquanto Sabrina e Ulices observavam dentro do carro totalmente negro. Sabrina sentiu o coração pular para fora, ao ver o mesmo entrar com as sacolas na casa, os dois encararam Louise do lado de fora, que retornou o olhar completamente chocada. O trio perdeu o raciocínio quando duas ambulâncias passaram rápidas, Louise entrou no carro e os três foram atrás das duas ambulâncias.
- Foi o Hyo, vocês acham que ele é o ajudante ou o N? - Sabrina deu de ombros encarando a rua
- Eu não acho que ele seja o N, mas ele pôs o dedo nisso... Talvez ele tinha ódio do Henry, por ele ter tirado o Ítalo daquela vida! - Ulices falou e Louise e Sabrina concordaram com a cabeça. O carro parou, um aglomerado de pessoas, Sabrina saiu junto de Louise e Ulices, atravessando a multidão, a policial sentiu o coração gelar ao ver Yan estirado no chão
- YAN! - Sabrina correu para cima do mesmo sendo seguida por Ulices
- Ele está vivo - Ulices falou com os dedos no pescoço do rapaz. Wendy pegou a caixa branca que ele tinha em mãos e abriu, vendo dois anéis dentro da mesma. Leu as gravações e respirou fundo.
- Henry! - Sabrina encarou o rapaz que estava estirado no chão - Uma aliança, com o nome do Henry!
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Atualizado até capítulo 71
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