Por favor, eu vou querer uma rosa dessa - Henry apontou para a rosa vermelha, sorrindo em seguida. A mulher pegou a mesma e entregou a ele, Henry queria fazer uma surpresa ao amado.
- Essa é uma das mais bonitas, sempre sai muito - Henry sorriu e cheirou a mesma.
- É para uma pessoa muito especial - A mulher sorriu e Henry lhe entregou as moedinhas que veio contando no caminho. Caminhou contente até o grande prédio, não conseguia conter os sorrisos ao imaginar a face surpresa do namorado. Entrou, indo direto ao rapaz de tamanho médio, que brincava com os dedos distraído.
- Oi senhor Henry - Ele sorriu
- Oi Yuri, como você está? - Yuri apoiou o rosto nas mãos assentindo
- Eu estou bem, você quer que eu interfone? - Henry negou
- Eu quero fazer uma surpresa para ele - Yuri assentiu e o deixou subir. Henry caminhou animado até as escadas, subiu as mesmas lentamente, cada passo era uma imaginação, do quão feliz o rapaz ia ficar em tê-lo ali. Chegou no corredor de N, caminhou até o fim do mesmo, pegando o cartão que Yuri o havia dado, suspirou ao sentir o cheiro do perfume e sorriu em seguida, abrindo a porta. Tirou a jaqueta e limpou os pés antes de pisar no tapete branquinho. Fechou a porta atrás de si e ouviu uns barulhos no quarto, sorriu e foi até lá. Ele abriu a porta e logo tudo virou um pesadelo, seus olhos se ficaram cobertos de lágrimas pesadas, ao ver o amado no meio de outro, sussurrando o quanto ele era gostoso. Sentiu o estomago embrulhar, deixou a rosa cair e bateu à porta do quarto, caminhou até o sofá, pegando a jaqueta que havia jogado ali minutos atrás, sentindo a visão embaçar a cada passo. O coração estava desacreditado, mesmo partido em milhões de pedaços, não queria acreditar que ele foi capaz de fazer algo tão sujo.
- HENRY? - Se virou vendo o outro enrolado no lençol branco - Eu posso explicar amor - O mesmo caminhou até Henry que se afastou dando a volta no sofá, vestiu a jaqueta enxugando o rosto com a manga em seguida
- Não precisa, eu não sou cego, muito menos surdo. Agora eu sei onde você trabalha até tarde... Agora entendi as desculpas para ficar longe de mim, eu já vi o que te cansa - Henry falou vendo o outro se aproximar de si, estava tão machucado, que olhar para ele lhe dava náuseas
- Baby...
- PARA DE ME CHAMAR ASSIM - Gritou vendo a "criança" loira parar na porta do quarto já vestida - Você não precisa ir não, já estou saindo... Podem terminar! - Henry se virou e caminhou até a porta, mas parou voltando alguns passos. Tirou a aliança do dedo, entregando na mão do outro rapaz - Aproveita que ele nunca quis gravar nossos nomes... Tenta a sorte e reze para que ele não faça o mesmo com você - Henry saiu batendo a porta, parou na mesma respirando fundo, sentindo as lagrimas caírem. Desceu as escadas e logo Yuri o encarou
- Já? - Sorriu sentindo algumas lágrimas caírem - Seu Henry, está tudo bem? - Ele assentiu
- No fim eu que tive uma surpresa, obrigado Yuri - Enxugou o rosto e saiu do prédio. A neve caia densa, parou um minuto respirando fundo, tentando enxergar o que havia na sua frente. Parou de novo por um instante, respirando fundo, enxugou as lágrimas e pensou que tudo daria certo.
- HENRY - Ouviu seu nome ser chamado e ignorou. Começou a andar mais rápido, não queria escutar as desculpas do outro, mas logo sentiu seu braço ser puxado e se desvencilhou do mesmo, criando uma distância entre os dois
- Vamos conversar, por favor! - Enxugou o rosto novamente, encarando a parede laranja do longo beco que tinha que atravessar.
- Quantos anos ele tem? - N encarou Henry, que não desistiu em saber - Quantos anos ele tem? - Perguntou de novo, mais alto, batendo no peito alheio com força. Logo foi contido pelos braços de N, mais se soltou - ME LARGA! SEU IMBECIL - Criou novamente uma distância entre os dois, estava com nojo de N. - Quantos anos N? Quantos anos ele tem? - Perguntou respirando fundo, tentando acalmar-se
- Dezesseis - A boca de Henry caiu num perfeito '0'. Se descontrolou, estapeando o ex namorado, que o segurou com força, apertando o mesmo em seus braços - HENRY PARA COM ISSO! PARA!
- ME SOLTA, ME SOLTA AGORA - Henry conseguiu se soltar, se permitindo chorar de uma vez, se abaixou com as mãos na cabeça, chorando alto, sentindo o coração apertar cada vez mais forte - Dezesseis anos... Ele é uma criança seu nojento, uma criança! - N negou e suspirou se abaixando até Henry, porém o mesmo foi mais rápido e se levantou. - Uma criança N - Henry se abaixou na frente do amado, sentindo-o puxar para si, mas não foi suficiente.
- Eu não pensei nisso, me perdoa - Henry gargalhou
- Claro que não pensou... Ele fez mais gostoso?
- Henry...
- ELE REBOLOU MAIS - Henry gritou, vendo o mesmo apertar os olhos
- Henry...
- Eu estou velho demais né? Vivo cansado, não consigo nem andar direito, quem dirá te satisfazer - Os dois encaravam a neve no chão, Henry sentia o coração bater rápido, só queria ir embora - Foram quantas vezes? - Perguntou
- Por que quer saber? - Henry riu- Me desculpa Henry, por favor!
- QUANTAS VEZES? EU QUERO SABER, QUANTAS VEZES EU FUI TROUXA, QUANTAS VEZES EU PREPAREI O JANTAR PRA COMER SOZINHO, QUANDO VOCÊ DEVIA ESTAR LÁ - Henry bateu o dedo no peito alheio vendo o mesmo começar a chorar - Foram tantas assim? - Riu alto vendo o outro se assustar
- Você é louco - Henry assentiu
- Agora entendi minha dor de cabeça - Henry respirou fundo - Eu vou embora, e não venha atrás de mim - Ele negou e agarrou Henry, apertando em seus braços, o rapaz se assustou, mas não cedeu
- Eu te amo eu... - Henry deu um tapa no rosto do mesmo e se soltou do aperto
- Eu não sou idiota! - Falou e fez seu caminho de volta para casa.
///
- Sabrina? - Sabrina acordou do seu transe, vendo a mão de Louise passear pela sua visão.
- Quem? Onde? - Perguntou desnorteada
- Sabrina, você não tocou na comida - Sabrina suspirou, não conseguia parar de pensar no caso de Henry, aquilo estava estragando seu almoço.
- Você está bem? - A policial concordou e começou a comer
- Esse caso tá mexendo muito com você - Louise falou vendo Sabrina soltar o garfo. Terminou de mastigar e suspirou
- Como isso pode ter acontecido Louise? - Perguntou - Ele levou o corpo, me deixou uma lista e um peek-a-boo! O que é peek-a-boo? - As duas suspiraram e voltaram a comer - Como ele conseguiu meu número? Tudo isso é muito complexo, só quem tem meu número são meus amigos... - Parou de comer e começou a pensar - Meus, amigos - Repetiu
- Você mostrou a foto para a equipe de investigação certo? - Ulices chegou perguntando, logo se sentando na cadeira do lado, e a garota assentiu - Me disseram que ele tinha um tiro próximo ao peito e outro no abdômen, lugares totalmente cefálicos, ele não tinha nenhuma chance de viver caso demorassem para ser removidas dali. - Sabrina ouvia atentamente o que Ulices falava - Sem contar nas marcas de mãos no pescoço, ele fez tudo arquitetado... O crime mais que perfeito! - Louise suspirou mastigando
- Já pensaram na possibilidade de ele ter conseguido escapar? - Sabrina arregalou os olhos, estava ficando tão louca, que qualquer teoria lhe fazia sentindo, mesmo que fosse besta ou improvável, mas ela precisava de respostas
- Como? - Perguntou chocada - Ele estava estrangulado, com dois tiros no corpo... Como seria possível? - Louise deu de ombros
- Isso está muito estranho, ele continua te dando pistas, um assassino de verdade sumiria no ar - Ulices falou e Louise concordou.
- Sabrina, a gente vai te ajudar a resolver esse caso, mesmo que demore, nós vamos conseguir - Sabrina sorriu para Louise e a abraçou.
- Obrigada gente
///
Bunny correu para cima desesperado, chorando, abriu as portas do armário, jogando todas as roupas para fora, precisava encontrar aquele envelope.
- Amor para com isso! - Ele pediu
- Está aqui Murilo, ele me mostrou as ameaças daquele imbecil, eu não posso deixar que culpem o Yan, não foi ele, não foi - Bunny continuou a jogar as roupas para fora do armário de forma desesperada, ganhando um suspiro longo de Murilo, que parecia perdido com tudo aquilo
- Foram buscar ele hoje, em casa - Bunny parou encarando Murilo, que viu as lagrimas se formarem e se levantou - Bunny! - Um abraço se fez presente, Bunny apertou o maior, soluçando. Não podia acreditar que aquilo estava acontecendo.
- Eu preciso achar Murilo, não foi o Yan, a última pessoa que machucaria o Henry seria o Yan! - Voltou a jogar as roupas para fora enquanto Murilo tirava as mesmas do chão, colocando na cama para não sujarem
- Meninos? - Maíra gritou no andar debaixo
- Aqui em cima Mah - A garota correu escadas acima com um envelope na mão
- Eu encontrei as folhas que o Henry me entregou com as ameaças do tal N - Bunny arrancou as gavetas, logo fazendo um corte fundo no dedo, mas achou o envelope marrom.
- Encontrei - Murilo correu até o namorado, vendo o sangue pingar do dedo machucado. Se apressou pegando o kit de primeiros socorros.
- Meu Deus do céu, fica quieto Bunny - Bunny entregou o envelope nas mãos de Maíra, que abriu os mesmos, tirando os papéis
- São completamente diferentes - Bunny sentiu a pele arrepiar.
- Será que ele já sabia que ia acontecer? - Murilo perguntou vendo Maíra negar
- Eu não sei, mas a gente precisa tirar o Yan de lá - Maíra falou e Bunny assentiu, enxugando o rosto vermelho
- Como é o nome daquela policial? Sara, Sandra - Bunny perguntou pegando o celular
- Sabrina! - Maíra falou
- Vamos atrás dela? - Murilo perguntou e os dois assentiram. Maíra saiu primeiro, Murilo apertou o corpo pequeno em seus braços e sorriu fraco
- Eu te amo - Bunny sorriu e o abraçou forte
///
Yan se sentou na cadeira, sentindo as algemas apertarem seus pulsos com força, não sabia porque estava ali, já tinha conversado com a policial Sabrina, tinha falado tudo o que sabia, não queria ficar ali de novo, sendo julgado por algo que não fez e nunca faria.
- Então o que tem a me dizer? - Yan negou
- Tudo o que eu tinha pra falar já foi dito... - Ele bateu na mesa com força fazendo Yan fechar os olhos
- Você está se culpando? - Yan negou novamente
- De jeito nenhum... Eu nunca faria mal pra ninguém, principalmente ao Henry- Falou vendo o policial rir sarcástico
- Seu tipinho não me engana... Você é o namoradinho ciumento, sendo assim, matou ele - Yan riu, vendo o rosto já rabugento, se tornar totalmente bravo
- Me desculpa, mas você está completamente equivocado... Não éramos namorados, Henry tinha acabado de terminar o namoro, se ele estava livre porque eu iria fazer isso? - Um pane com certeza correu no cérebro do policial loiro, que se negava a acreditar em Yan, na cabeça dele, Yan era o principal culpado, ou ele queria que fosse?
- Mais é muita audácia mesmo né Vicente? - A policial loira entrou no local junto de Maíra, Bunny e Murilo
- Isso não é o trabalho de uma mulher Sabrina Hiverman - Ela respirou fundo e encarou o rapaz preso as algemas apertadas
- Este caso foi designado para mim, seu imbecil - Ela se aproximou do outro batendo o dedo no peito dele - E eu não vou deixar nenhum macho escroto tira ló de mim... Você quer trabalhar? Então cuide daquela pilha de relatórios que foi deixada na sua mesa, impertinente - O rapaz encarou Yan e saiu bufando, chutando as portas dos escritórios do lado de fora
- Ele te machucou? - Yan negou sorrindo fraco - Você sabia... Que o Henry estava sendo ameaçado?
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Atualizado até capítulo 71
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