Enquanto caminhavam pelo bosque sagrado, Gorga e Zetho não podiam deixar de se sentir impressionados com a beleza e o poder do lugar. A presença da deusa Ydethidy era palpável, e eles podiam sentir sua proteção e bênção.
Piper liderou o grupo até um claro no bosque, onde uma fonte de água cristalina jorrava da terra. O som da água era calmante e tranquilizador.
"Aqui é um lugar seguro para acampar", disse Piper. "A fonte é sagrada e é dito que tem propriedades curativas."
Gorga e Zetho se entreolharam, sorrindo.
"Perfeito", disse Zetho. "Vamos descansar e recarregar as energias para a jornada de amanhã."
Os três começaram a montar o acampamento, enquanto Piper começou a preparar uma refeição simples, mas nutritiva.
Enquanto comia, Zetho não tirava de sua cabeça a possibilidade de Ydethidy ter intervindo quando sua mãe teve a mente tomada pelo demônio Zeorth.
“Piper… Os deuses podem intervir diretamente na vida de seus servos?” Perguntou Zetho.
Piper olhou para Zetho com um toque de curiosidade nos olhos.
“Sim, eles podem,” respondeu Piper. “Mas só quando lhes é permitido pelo grande pai, o imensurável pai dos deuses, Aldum.”
Zetho estava prestes a fazer outra pergunta, mas antes que o mesmo a fizesse, Piper disse: “Zetho o que aconteceu com sua mãe não foi por culpa de Ydethidy. Os deuses não tem a permissão para lutar contra seu próprio sangue sem a ordem de Aldum, o grande pai, não havia o que ser feito… Eu sinto muito.”
Zetho olhou para Piper, surpreso com a resposta dela. Ele não esperava que Piper soubesse sobre o que havia acontecido com sua mãe.
"Piper, como você sabia?", perguntou Zetho, sua voz baixa e curiosa.
Piper sorriu levemente, como se estivesse compartilhando um segredo.
"Eu sei muitas coisas, Zetho", disse ela. "E uma delas é que os deuses têm limites e regras que devem seguir. Eles não podem simplesmente intervir na vida dos mortais sem uma razão justa."
Zetho assentiu, começando a entender melhor a situação.
"Entendo", disse ele. "Então, o que aconteceu com minha mãe foi... inevitável?"
Piper assentiu, sua expressão séria.
"Sim, Zetho. Infelizmente, sim. Mas isso não significa que você não possa fazer nada para mudar o futuro. Você tem o poder de escolher seu próprio caminho e lutar contra o mal que afetou sua família."
Zetho olhou para Piper, sentindo uma mistura de emoções. Ele sabia que Piper estava certa, mas ainda assim, era difícil aceitar o que havia acontecido com sua mãe.
"Obrigado, Piper", disse ele finalmente. "Eu preciso de tempo para processar tudo isso."
Piper sorriu, colocando uma mão no ombro de Zetho.
"Você tem todo o tempo que precisa, Zetho", disse ela. "Nós estamos aqui para apoiá-lo, sempre.”
Gorga que estava sentada ao lado de Zetho, segurou sua mão entrelaçando os seus dedos.
Zetho olhou para Gorga, sentindo uma onda de emoção ao ver sua mão entrelaçada com a dela. Ele sorriu levemente, sentindo-se grato por ter Gorga ao seu lado.
"Obrigado, Gorga", disse ele, sua voz baixa e emocionada.
Gorga sorriu de volta, seus olhos brilhando com compaixão.
"Sempre, Zetho", disse ela. "Nós estamos juntos nisso."
Piper olhou para os dois, um sorriso caloroso em seu rosto.
"É isso que fazemos, não é?", disse ela. "Nós nos apoiamos mutuamente, não importa o que aconteça."
Os três amigos se sentaram em silêncio por um momento, desfrutando da companhia uns dos outros e da paz do bosque sagrado.
Depois de um tempo, Zetho se levantou, esticando os braços e alongando o corpo.
"Vamos descansar", disse ele. "Amanhã será um dia longo."
Gorga e Piper concordaram, e os três amigos se prepararam para passar a noite no bosque sagrado, protegidos pela bênção da deusa Ydethidy.
Enquanto dormia, alguém ou alguma coisa chamou a atenção de Zetho, era uma voz suave, doce e muito calma que dizia: “Zetho, o filho de Samphyr,” disse a voz feminina com certa empolgação. “Finalmente eu posso te conhecer pessoalmente.”
Zetho ainda sonolento, se levantou e cochichou: “Quem é, quem está aí?”
Zetho pode ver a escuridão se mover como se tivesse vida, isso o assustou, mas o jovem elfo estava determinado em descobrir de quem era a tal voz.
“Vem aqui Zetho, quero conversar melhor com você,” disse a voz da escuridão.
Zetho seguiu a movimentação nas sombras até chegar em um lugar escuro sem nenhuma interrupção da luz.
“Bem… Estou aqui,” disse Zetho. “Apareça quem quer que seja.”
Disse Zetho sem ouvir nenhuma resposta. Zetho já havia desistido de esperar, mas quando estava prestes a se retirar, um enorme par de olhos vermelhos apareceram bem na sua frente. Em seguida, os olhos fixados em Zetho se ergueram e a criatura a quem pertenciam os olhos finalmente saiu da escuridão se revelando um grande e majestoso dragão negro.
“Ola Zetho,” disse o dragão com uma voz feminina. “Eu sou a forma mortal de Ydethidy, a deusa da morte e das trevas.”
Zetho ficou impressionado e um pouco assustado com a aparição do dragão negro. Ele nunca havia visto um dragão antes, e a ideia de que essa criatura majestosa era a forma mortal de Ydethidy, a deusa da morte e das trevas, era quase incompreensível.
"Ydethidy?", repetiu Zetho, sua voz baixa e respeitosa. "A deusa da morte e das trevas?"
O dragão negro assentiu, seus olhos vermelhos brilhando com uma luz interna.
"Sim, Zetho", disse Ydethidy. "Eu sou a deusa da morte e das trevas. E eu estou aqui para falar com você."
Zetho sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Ele não sabia o que esperar de uma deusa, especialmente uma que era associada à morte e às trevas.
"O que você quer de mim, Ydethidy?", perguntou Zetho, tentando manter a calma.
Ydethidy sorriu, mostrando seus dentes afiados.
"Eu quero ajudá-lo, Zetho", disse ela. "Eu sei que você está em uma jornada para derrotar o demônio Zeorth. E eu estou aqui para oferecer minha ajuda."
Zetho ficou surpreso. Ele não esperava que Ydethidy oferecesse sua ajuda.
"Por que você quer ajudar-me?", perguntou Zetho, curioso.
Ydethidy sorriu novamente.
"Porque eu sou a deusa da morte e das trevas", disse ela. "E eu sei que o demônio Zeorth é uma ameaça para o equilíbrio do universo. Eu quero ajudá-lo a derrotá-lo e restaurar a ordem no mundo."
Zetho pensou por um momento. Ele não sabia se podia confiar em Ydethidy, mas ele também não podia negar a oferta de ajuda de uma deusa.
"Obrigado, Ydethidy", disse Zetho finalmente. "Eu aceito sua ajuda."
Ydethidy sorriu, mostrando sua satisfação.
"Excelente escolha, Zetho", disse ela. "Agora, como parte do nosso pacto, vou lhe dar a minha benção.”
Os olhos de Ydethidy brilharam ainda mais intensamente, e Zetho até tentou resistir a reação que estava tendo o seu corpo a benção de Ydethidy, mas no fim ele acaba resistindo e cai no chão inconsciente.
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Atualizado até capítulo 47
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