A marca de Samphyr.

Assim que o zumbido do impacto deixou seus ouvidos, Zetho direcionou seus olhos para a figura feminina que não tirava os olhos dela de cima dele. Zetho estava prestes a confrontá-la, mas aí ele percebeu.

“M-Mãe?” Zetho ficou em choque ao ver Samphyr, sua mãe ali, de pé na sua frente.

Samphyr sorriu de forma doce e disse: “Oi, Zetho, meu filho, eu estou muito feliz em encontrá-lo”.

Samphyr caminhou na direção de Zetho com a intenção de tocar seu rosto, mas o jovem conseguiu se pôr de pé e afastou-se imediatamente.

“Não, você não é mais a minha mãe,” disse Zetho.

Samphyr sorriu de forma maligna.

“Acho que você ainda não aprendeu a respeitar a sua mãe depois da primeira surra que te dei,” disse Samphyr com um tom de raiva na voz. “Mas dessa vez eu estou aqui por um outro motivo, desta vez eu quero te dar um presente”.

“Eu não quero nada vindo de você, a menos que queira devolver o corpo da minha mãe,” disse Zetho com confiança. “É pegar ou largar”.

Samphyr ainda com seu sorriso maligno, disse: “Como é bobinho, você acha que vou abrir mão de um corpo tão poderoso assim, do nada?”

“Então é melhor você me matar de uma vez,” disse Zetho cheio de raiva. “Eu não tenho tempo a perder com você”.

“Ótimo, vamos direto ao assunto,” respondeu Samphyr.

Naquele exato momento, em um piscar de olhos, Gorga estava atrás de Samphyr com um machado em mãos prestes a decapitá-la, mas Samphyr já havia percebido a suas intenções e com um piscar de olhos, usou sua magia negra para impulsionar um choque mágico que jogou Gorga contra a parede sem nem conseguir resistir.

Assim que sentiu o poder maligno de Samphyr, a jovem orc se amedrontou e largou o machado no chão, ela apenas se manteve ali sentada e com os olhos cheios de lágrimas.

Samphyr ao perceber que a jovem orc se acovardou, achou interessante e se aproximou de Gorga.

“Ora, ora, ora, o que temos aqui,” disse Samphyr. “Uma orc covarde?”

Naquele momento, Zetho se levantou e avançou contra Samphyr gritando: “Deixe ela em paz!”

Samphyr se virou rapidamente, agarrou o rosto de Zetho, o ergueu do chão e afundou sua cabeça no piso de madeira maciça.

“Não, Zetho, sua mãe não vai permitir que você banque o herói agora,” disse Samphyr.

Por mais que Zetho quisesse se libertar, seu corpo não estava respondendo aos comandos do seu cérebro.

Samphyr deu uma risada maligna e disse: Não, não adianta tentar, Zetho. Seu corpo inteiro está sob meu controle agora, mesmo que sua mente se rebele a isso”.

“Não… Eu não vou permitir que você me controle!” Gritou Zetho.

Samphyr sorriu de forma lunática e disse: “Controlar? Não Zetho, eu não quero te controlar, você me servirá de forma espontânea depois do presente que estou prestes a te dar”.

Samphyr tocou o peito de Zetho com a sua mão livre e então a pele do jovem começou a queimar enquanto um enorme símbolo aparecia. Zetho gritou em agonia enquanto Gorga só conseguia observar a cena com seus olhos cheios de lágrimas. Seu corpo também não lhe obedecia, mas não por estar sendo controlada, mas sim por conta de seu medo.

A marca em Zetho estava completa, ela tomava seu peito esquerdo e cobria completamente o seu ombro. Logo após o término da marca, Zetho que estava agonizando acabou desmaiando por conta da dor e Samphyr dada por satisfeita, o soltou e se colocou de pé.

Samphyr olhou para a pobre Gorga e disse: “Escute bem, orc, você vai cuidar do meu filho. Sua existência inútil agora tem um propósito, você vai acompanhá-lo e garantir que ele fique mais forte e chegue até mim novamente, e se caso acontecer alguma coisa com ele…” Samphyr sorriu de forma cínica. “Saiba que sua vida covarde depende dessa missão”.

Gorga sem questionar apenas assentiu ao gesticular com sua cabeça.

“Muito bem, orc,” disse Samphyr. “Vejo vocês em um futuro não muito distante”.

Tendo dito o que necessitava ser dito, Samphyr partiu da mesma forma que chegou deixando Zetho novamente aos cuidados de Gorga.

Gorga olhou para Zetho, que ainda estava desmaiado no chão, e sentiu um misto de medo e responsabilidade. Ela sabia que agora era responsável por cuidar de Zetho e garantir que ele ficasse mais forte, mas também sabia que isso não seria fácil.

Gorga se levantou do chão e se aproximou de Zetho. Ela o pegou nos braços e o levou para a cama, onde o colocou deitado. Em seguida, ela começou a examinar a marca que Samphyr havia deixado em seu peito.

A marca era grande e parecia estar pulsando com uma energia escura. Gorga sabia que essa marca era um sinal de que Zetho agora estava ligado a Samphyr de alguma forma, e que isso poderia ter consequências terríveis.

Gorga olhou para Zetho e sentiu um desejo de protegê-lo. Ela sabia que não podia deixar que Samphyr o controlasse, e que precisava encontrar uma maneira de ajudá-lo a se libertar da influência da mãe, mesmo que sua covardia a fizesse gritar por dentro.

Com determinação, Gorga começou a cuidar de Zetho, esperando que ele logo acordasse e pudesse começar a planejar uma maneira de derrotar Samphyr e quebrar a ligação que a mãe havia criado com ele.

Zetho acabou ficando desacordado por mais alguns dias, isso deu tempo suficiente a Gorga de arrumar a bagunça que Samphyr havia feito em sua cabana.

Quando Zetho finalmente acordou, ele estava fraco e com dor no peito. Gorga estava ao seu lado, cuidando dele com dedicação. Ela havia preparado uma sopa para ele, que estava pronta para ser servida.

Zetho olhou para Gorga e disse: "Obrigado... por cuidar de mim". Gorga sorriu e disse: "Não há de quê, Zetho. Eu estou aqui para ajudá-lo".

Zetho tentou sentar-se, mas a dor no peito o fez gemer. Gorga rapidamente o ajudou a se deitar novamente e disse: "Não se preocupe, Zetho. Você precisa descansar. A marca que Samphyr deixou em você é muito poderosa e vai levar tempo para se recuperar".

Zetho olhou para Gorga com uma expressão de preocupação e disse: "Desculpa por isso, Gorga, eu acabei trazendo para você um problema que era meu… Além disso, tenho certeza que minha mãe vai voltar”.

Gorga assentiu com a cabeça e disse: "Sim, ela vai voltar. Mas nós não vamos ficar aqui esperando por ela. Nós vamos partir e encontrar uma maneira de derrotá-la e quebrar a ligação que ela criou com você".

Zetho olhou para Gorga com uma expressão de determinação e disse: "Eu concordo com você, mas que seguiremos caminhos distintos, não quero te envolver ainda mais nisso, isso é uma coisa que eu preciso fazer sozinho”.

Gorga olhou para Zetho com uma expressão de surpresa e disse com sua voz trêmula: "Não, Zetho! Eu não vou deixar que você faça isso sozinho... E-Eu estou aqui para ajudá-lo, e juntos podemos encontrar uma maneira de derrotar Samphyr".

Zetho suspirou e disse: "Gorga, eu não quero que você se envolva nisso. Minha mãe é perigosa, e eu não quero que você se machuque por causa de mim".

Gorga forçou um sorriso de forma determinada e disse: "Eu não sou uma criança, Zetho. Eu posso cuidar de mim mesma. Além disso, eu estou aqui para ajudá-lo, e não vou abandoná-lo agora".

Zetho olhou para Gorga e apesar da falha em suas falas, ele viu a determinação da jovem orc. Ele sabia que não poderia convencê-la a deixá-lo, então ele assentiu com a cabeça e disse: "Okay, vamos fazer isso juntos então".

Gorga sorriu e disse: "Vamos começar a planejar nossa estratégia. Nós precisamos saber mais sobre a marca que Samphyr deixou em você e como podemos quebrá-la".

Zetho assentiu com a cabeça e disse: "Sim, isso é um bom começo. Vamos começar a investigar e encontrar uma maneira de derrotar minha mãe de uma vez por todas".

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