Assim que Zetho se recuperou, ele e Gorga decidiram seguir com o plano de deixar a cabana, mas antes disso, Gorga precisava realizar um ritual orc de partida. Mesmo os orcs exilados de suas tribos, não tinham a permissão de partir de sua terra natal antes de passar pelo ritual de partida.
“Mas que ritual é esse?” Perguntou Zetho.
Gorga hesitou em dizer, mas depois de um tempo em silêncio, ela disse: “Eu preciso quebrar o meu totem no altar dos deuses e depois… Bem… Tenho que passar por um vexame público”.
“Inaceitável,” disse Zetho com os braços cruzados. “Eu não vou permitir que você passe por isso”.
Gorga olhou para Zetho com uma expressão de surpresa e disse: "Mas é necessário, Zetho! O ritual de partida é uma tradição orc que não pode ser ignorada. Se eu não realizar o ritual, eu estarei desonrando minha própria cultura e minha família".
Zetho franziu a testa e disse: "Eu não me importo com a tradição orc. Eu não vou permitir que você se humilhe em público por causa de uma superstição".
Gorga suspirou e disse: "Você não entende, Zetho. O ritual de partida não é apenas uma superstição, é uma forma de mostrar respeito pela terra e pela cultura orc. Além disso, se eu não realizar o ritual, eu posso ser considerada uma desertora e ser perseguida pelos outros orcs… Isso é muito pior do que ser uma exilada".
Zetho olhou para Gorga com uma expressão de preocupação e disse: "Eu não quero que você seja perseguida. Mas também não quero que você se humilhe em público. Há outra maneira de realizar o ritual sem que você precise passar por isso?”
Gorga olhou para Zetho com um certo ar carinhoso e disse: “Eu sou muito grata por você se importar tanto com a minha dignidade, Zetho, mas infelizmente não tem outra maneira. Eu sinto muito”.
Zetho olhou para Gorga com uma expressão de determinação e disse: "Então vamos fazer isso. Mas eu vou estar ao seu lado, e não vou deixar que você passe por isso sozinha". Gorga sorriu fracamente e disse: "Obrigada, Zetho. Isso significa muito para mim". Ela então se levantou e começou a se preparar para o ritual, com Zetho ao seu lado. Enquanto caminhavam em direção ao altar dos deuses, Gorga não conseguia evitar sentir uma mistura de emoções: medo, vergonha e gratidão por ter Zetho ao seu lado. Ela sabia que o ritual seria difícil, mas com Zetho ao seu lado, ela sentia que poderia enfrentar qualquer coisa.
Enquanto caminhavam, Gorga olhou para Zetho e disse: “Você entende que mesmo sendo um elfo, por ser um elfo da lua, você não será tratado como um elfo comum, não sabe?”
Zetho sorriu e respondeu: “Sim entendo, nós elfos da lua, temos uma pele escura e para algumas tribos de orcs, fomos amaldiçoados pelos deuses”.
Gorga assentiu com a cabeça e disse: "Sim, é isso. E como um elfo da lua, você pode ser visto como um inimigo ou um ser impuro pelos outros orcs. É importante que você esteja preparado para isso".
Zetho franziu a testa e disse: "Eu estou preparado. Eu não sou um elfo comum, eu sou um elfo da lua, e eu não vou me esconder por causa disso".
Gorga sorriu e disse: "Eu gosto da sua coragem, Zetho. Vamos continuar em frente e realizar o ritual".
Eles continuaram caminhando em direção ao altar dos deuses, onde o ritual de partida seria realizado. Ao chegarem lá, Gorga viu que havia alguns orcs reunidos, olhando para ela com uma mistura de curiosidade e hostilidade.
“Alto, Gorga, você não é bem vinda!” Gritou o orc maior.
Gorga se aproximou de cabeça baixa e disse: “Eu… Eu vim para realizar o ritual da partida”.
O orc riu em alto e bom som.
“O ritual da partida?” Perguntou o orc. “Como uma covarde como você vai sobreviver em terras estrangeiras?”
Gorga permaneceu de cabeça baixa e sem resposta, mas Zetho tomou sua frente dizendo: “Isso não diz respeito a nenhum de vocês, orcs, isso é uma decisão dela”.
Os orcs se enfurecem ao ouvir Zetho questionando-os.
“Quem você pensa que é para dirigir a palavra a nós, seu verme amaldiçoado?” Perguntou o grande orc.
Zetho não recuou e disse: "Eu sou Zetho, um elfo da lua, e estou aqui para proteger Gorga. Ela tem o direito de realizar o ritual de partida, e vocês não têm o direito de impedi-la".
Os orcs começaram a se aproximar de Zetho, com expressões de raiva e hostilidade. Gorga, que estava de cabeça baixa, levantou a cabeça e disse: "Não, por favor! Não quero que vocês se machuquem por minha causa".
Mas Zetho não recuou, e os orcs continuaram a se aproximar, prontos para atacar. A situação estava se tornando cada vez mais tensa, e parecia que uma luta estava prestes a eclodir.
“Parem aí mesmo, seus malditos vermes!” Ecoou a poderosa voz de uma orc fêmea.
Assim que ouviram a voz, os orcs se afastaram de Zetho e imediatamente se curvaram. Zetho até se virou para ver de onde vinha a voz, mas assim que se virou, a primeira coisa que viu foi a ponta de uma lança que estava morando o meio de seus olhos. Uma cutícula de suor escorreu do rosto de Zetho e ele finalmente teve o deslumbra da orc que segurava a lança do outro lado.
A orc fêmea que segurava a lança tinha cicatrizes de batalha espalhadas por todo o seu corpo. Sua pele esverdeada estava coberta por marcas de violência estrema e a sua testa enrugada mostrava que ali estava alguém que olhou a morte olho no olho várias e varias vezes.
“Eu posso saber o que um verme amaldiçoado está fazendo em solo sagrado orc?” Perguntou a orc fêmea.
Gorga interviu dizendo: “Mamãe… Ele… Ele está comigo, seu nome é Zetho e… Ele veio para me acompanhar no ritual de partida”.
“Mamãe?” Perguntou Zetho, surpreso.
A orc fêmea olhou para a jovem orc e disse: “Você perdeu o direito de me chamar de mãe a muito tempo, Gorga a covarde”.
Ouvir uma mãe dizer aquilo para sua filha extremesseu o coração de Zetho na mesma hora e isso o fez cerrar os punhos.
A orc fêmea sentiu a hostilidade vinda de Zetho, então voltou os seus olhos para ele dizendo: “Você tem coragem, verme amaldiçoado, mas você está preparado para morrer aqui e agora?”
O grande orc que estava prostrado perante a presença da orc fêmea se agitou e disse: “Mate-o, rainha Korga”.
Gorga intervem mais uma vez: “Mãe, por favor, não faz isso, eu lhe imploro”.
Zetho estava bastante surpreso ao descobrir que na verdade Gorga não era uma orc comum, mas sim uma princesa orc.
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Atualizado até capítulo 47
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