Zetho o Filho de Samphyr

Zetho o Filho de Samphyr

Abra os olhos, Zetho.

Em um mundo de magia e atualmente dominado pelos dragões, um jovem chamado Zetho desperta com vários ferimentos espalhados pelo corpo. O jovem é um elfo da lua, e também um arqueiro mágico.

Após abrir seus olhos, Zetho olhou de um lado para o outro e se viu deitado em uma floresta vasta com árvores colossais. Os olhos do jovem se encheram de lágrimas e ele chorou silenciosamente.

“Mãe… Eu fui fraco demais,” sussurrou Zetho. “Se eu não fosse tão fraco, você não teria que se sacrificar”.

O jovem ficou deitado ali por algum tempo até que cessasse suas lágrimas.

Zetho se colocou sentado e tomou em suas mãos o seu arco partido.

“Meu arco mágico”, lamentou Zetho. “Ela é tão poderosa que partiu facilmente o meu arco”.

Olhando para o arco, Zetho se recordou de como foi a batalha contra sua própria mãe logo após ela ter sua mente tomada pelo demônio Zeorth e ter aberto as portas do inferno libertando demônios e os temíveis dragões infernais.

“Luther… Até você,” disse Zetho ainda se lamentando. “Você se rendeu ao controle mental do demônio Zeorth após ver que não podíamos contra a mamãe”.

Zetho se esforçou um pouco colocando-se de pé.

Zetho olhou bem para aquela floresta a sua volta e a reconheceu como a floresta élfica, atual lar dos últimos elfos da lua e também onde sua noiva aguardava o seu retorno.

O jovem caminhou até chegar a sua aldeia, mas assim que chegou onde deveria estar a aldeia élfica, tudo o que Zetho viu foi fogo e devastação. Haviam corpos queimados e sangue élfico espalhado para todos os lados… Tudo o que havia restado da aldeia do jovem elfo da lua era morte e caos.

Zetho caiu de joelhos diante daquele pesadelo e ficou em choque. Tudo se apagou de repente e nosso jovem Zetho já não estava ali, ao menos não a sua mente.

Zetho se levantou, ainda em choque com a devastação que havia encontrado na aldeia élfica. Ele começou a caminhar, procurando por qualquer sinal de vida. Mas não havia nada. Apenas silêncio e morte.

De repente, Zetho viu uma figura feminina caída no chão. Ele se aproximou, e seu coração se despedaçou ao ver que era Lirien, sua noiva. Ela estava morta, com um olhar vazio e uma expressão de dor no rosto.

Zetho se ajoelhou ao lado de Lirien, segurando sua mão fria e inerte. Ele começou a chorar, soluçando de dor e desespero.

"Mãe... Luther... Lirien...", sussurrou Zetho, enumerando todos os que ele havia perdido. "Por que isso tudo está acontecendo? Por que eu não pude protegê-los?"

Zetho ficou ali por horas, segurando a mão de Lirien e chorando por todos os que ele havia perdido. Ele se sentia completamente sozinho e abandonado, sem nada para viver.

E então, algo dentro de Zetho se quebrou. Ele se levantou, com um olhar vazio e uma expressão de dor no rosto. Ele começou a caminhar, sem saber para onde ia, sem saber o que ia fazer.

Tudo o que Zetho sabia era que ele não podia ficar ali, na aldeia élfica, cercado pela morte e pela destruição. Ele precisava ir embora, precisava encontrar um novo propósito, um novo motivo para viver.

Zetho caminhou e caminhou, ele andou por dias pela floresta, até que finalmente caiu exausto, com fome e sede. Zetho Instantaneamente desmaiou.

Algum tempo depois, Zetho abriu os seus olhos e se viu deitado em uma cabana de madeira muito bem feita. Ele se colocou sentado e viu que estava em uma cama e coberto por um cobertor macio e felpudo feito de peles de animais.

“Onde estou?” Perguntou Zetho confuso.

Suas feridas haviam sido tratadas e estavam completamente cicatrizadas. Ele logo deduziu que um benfeitor o havia encontrado e tratado dele.

Zetho estava prestes a se pôr de pé, quando ouviu um suspiro feminino.

“Quem está aí?” Perguntou Zetho olhando de um lado para outro.

A cabana parecia vazia, mas Zetho tinha certeza de que não estava sozinho.

“Por favor, se acalme,” disse uma doce voz feminina.

Zetho franziu a testa e disse: “Apareça de uma vez, eu… Eu não vou te machucar, ok?”

De trás da porta da cabana, saiu uma jovem orc de pele esverdeada, mas apesar de sua aparência intimidadora, a jovem orc tinha um olhar doce, e seu corpo era bem feminino mesmo com toda a sua musculatura. A jovem orc tinha um lindo cabelo trançado na cor preta, e em sua trança havia alguns enfeites notáveis.

Zetho ficou surpreso ao ver a jovem orc, afinal de contas, o que ele estava vendo ia contra tudo o que lhe foi ensinado sobre os orcs.

“Por favor, não precisa ficar espantado,” disse a jovem orc. “Sei que minha raça tem uma fama ruim, mas eu não sou como a maioria”.

Zetho a olhou dos pés à cabeça e disse: “Bem… Entendo, já que acredito ter sido você quem cuidou de meus ferimentos, não é?”

A jovem orc sorriu e disse: “Sim, isso mesmo, fui eu quem te encontrou e trouxe para cá. Eu cuidei dos seus ferimentos e até te mantive aquecido”.

Após um longo suspiro, Zetho respondeu: “Talvez você devesse ter me deixado para morrer, orc”.

“Não, eu jamais faria algo tão maldoso,” disse a orc. “A propósito, meu nome é Gorga”.

Zetho olhou novamente surpreso para Gorga.

“Bem, meu nome é Zetho. Você… Você vive aqui sozinha, Gorga?” Perguntou Zetho.

Com seus olhos verdes e tímidos, Gorga olhou em volta e após um suspiro respondeu a Zetho.

“Eu sou uma exilada, Zetho,” respondeu Gorga com olhos tristes. “Fui exilada pela minha própria família por não… Por não ser um orc”.

“Por não ser um orc?” Perguntou Zetho. “Na verdade eu entendo. Peço perdão, mas eu também nunca encontrei um orc gentil e que se importasse com alguém de outra raça, ainda mais sendo um elfo”.

Gorga suspirou e disse: "Sim, eu sei. E é por isso que eu fui exilada. Minha família não entendia por que eu não queria lutar ou ser como eles. Eles disseram que eu era fraca e que não era digna de ser uma orc".

Zetho sentiu uma pontada de compaixão por Gorga e disse: "Eu sinto muito por você, Gorga. Você não merecia ser tratada assim. Você é uma orc gentil e bondosa, e isso é algo que deve ser valorizado".

Gorga olhou para Zetho com lágrimas nos olhos e disse: "Obrigada, Zetho. Você é o primeiro a entender meus sentimentos”.

Sim, Zetho realmente entendia os sentimentos de Gorga, ou na verdade ele apenas os reconhecia porque sua mãe passou por algo parecido.

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