Enquanto caminhavam juntos pela floresta, algo chamou a atenção de Gorga, ela avistou uma carroça com lona passando entre as árvores. Ela cutucou Zetho e ainda em silêncio, apontou com o dedo indicador.
“Interessante, deve haver uma estrada logo depois daquelas árvores,” disse Zetho.
Gorga assentiu com a cabeça, ainda observando a carroça coberta que desaparecia de vista. Ela se virou para Zetho e perguntou em voz baixa: "Você acha que devemos seguir a carruagem? Pode ser uma boa oportunidade para descobrir onde estamos e para onde estamos indo."
Zetho pensou por um momento antes de responder: "Sim, vamos seguir a carroça. Mas com cuidado. Não sabemos quem está dentro dela ou para onde está indo."
Gorga assentiu novamente e os dois começaram a seguir a carroça, mantendo-se escondidos atrás das árvores e observando de longe.
De repente de dentro da carroça foi disparado um flecha contra Zetho. No entanto, Zetho foi mais rápido e agarrou a flecha com uma de suas mãos.
“Fomos descobertos,” disse Zetho. “Gorga, tome muito cuidado”.
Gorga arregalou os olhos, surpresa e assustada, ao ver Zetho agarrar a flecha no ar. Ela se abaixou rapidamente, procurando se esconder atrás de uma árvore próxima.
"Quem está lá dentro?" Gorga sussurrou para Zetho, enquanto observava a carroça com cautela.
Zetho não respondeu, mas em vez disso, começou a se aproximar da carroça, ainda segurando a flecha. Seu olhar estava fixo na carroça, e Gorga podia ver uma mistura de cautela e determinação em seus olhos.
Gorga seguiu Zetho, mantendo-se escondida atrás dele, enquanto se aproximavam da carroça. Ela podia sentir seu coração batendo forte no peito, e sua mão estava pronta para sacar seu machado a qualquer momento.
Zetho resolveu avançar um pouco mais na frente da carroça para dar uma olhada no cocheiro, mas ao invés de um cocheiro, o jovem viu que a carroça estava sendo puxada por oito homens humanos que estavam acorrentados e presos com coleiras metálicas.
Gorga seguiu Zetho, ainda mantendo-se escondida atrás dele, e quando viu a cena, seus olhos se arregalaram de horror. "Pelo sangue dos deuses...", ela sussurrou, sua voz tremendo de raiva e compaixão.
Zetho também parecia chocado, mas ele não perdeu a calma. Ele se aproximou dos homens acorrentados e começou a examinar as correntes e as coleiras. "Essas são marcas de escravidão", ele disse, sua voz baixa e sombria. "Esses homens estão sendo levados para algum lugar, mas não sabemos para onde ou por quê."
Gorga se aproximou dos homens, olhando-os com uma expressão de tristeza e compaixão. "Nós precisamos ajudá-los", ela disse, sua voz firme. "Nós não podemos deixá-los serem levados para algum lugar desconhecido."
Zetho assentiu, concordando com Gorga. "Sim, nós precisamos ajudá-los. Mas primeiro, precisamos descobrir para onde eles estão sendo levados e por quê.”
“Afastem-se dos meus animais, sua escória” disse uma voz feminina de dentro da carroça.
Zetho saltou para dentro da carroça e ali dentro ele se separou com uma mulher encapuzada com o arco e flecha nas mãos, ela os tinha apontado direto para Zetho.
Confuso com o que estava vendo, Zetho perguntou: “Uma humana? Mas porque uma humana trataria sua própria raça de forma tão decadente?”
“E porque tem um maldito elfo dirigindo a sua palavra a mim?” Perguntou a mulher. “Vocês é quem são a maldita escória”.
Zetho olhou para a mulher de forma repulsiva e perguntou: “Me diga, qual o motivo eu tenho para não te matar, aqui e agora?”
“Eu vou te dar um motivo agora mesmo, seu desgraçado,” a mulher disparou a flecha conta Zetho.
Zetho agarrou a flecha novamente como se não fosse nada. Ele olhou com desdem para a mulher enquanto ela o olhava com os olhos arregalados sem dizer uma única palavra.
Gorga, que estava observando a cena de fora da carroça, arregalou os olhos de surpresa e horror ao ver Zetho agarrar a flecha novamente. Ela se aproximou da carroça, pronta para intervir se necessário.
A mulher, ainda com o arco e flecha nas mãos, olhava para Zetho com uma expressão de choque e medo. Ela parecia não entender como Zetho havia conseguido agarrar a flecha novamente.
Zetho, ainda com a flecha nas mãos, começou a se aproximar da mulher, seu olhar fixo nela. "Você está cometendo um grande erro", disse ele, sua voz baixa e ameaçadora. "Você não sabe quem eu sou ou o que eu sou capaz de fazer."
A mulher, ainda com o arco e flecha nas mãos, começou a recuar, seu olhar fixo em Zetho. "Quem é você?" ela perguntou, sua voz trêmula.
Zetho sorriu, um sorriso sinistro. "Eu sou alguém que você não quer como inimigo", disse ele. "E você está prestes a descobrir por quê.”
Com os olhos assustados a mulher disse: “Por favor, eu sou bastante frágil, não vou aguentar nenhum tipo de tortura”.
Zetho parou de se aproximar da mulher e a olhou com uma expressão de surpresa. "Tortura?" ele repetiu. "Eu não disse que iria torturá-la. Eu disse que você não queria eu como inimigo."
A mulher olhou para Zetho com uma expressão de medo e confusão. "O que você quer de mim?" ela perguntou, sua voz trêmula.
Zetho suspirou e balançou a cabeça. "Eu quero saber por que você está tratando esses homens como animais. Por que você está os levando para algum lugar desconhecido."
A mulher olhou para baixo, evitando o olhar de Zetho. "Eu... eu não tenho escolha", ela disse, sua voz quase inaudível.
Zetho se aproximou da mulher novamente, seu olhar fixo nela. "Não tenho escolha?" ele repetiu. "O que isso significa?”
A mulher olhou irritada para Zetho e respondeu: “Significa que é a única maneira de ganhar dinheiro hoje em dia,” a mulher suspirou. “Isso aconteceu depois que os dragões voltaram do inferno.
Sim, os dragões haviam voltado do inferno graças a Samphyr, mãe de Zetho e o jovem sabia disso, mas preferiu manter o silêncio em relação a essa informação.
“Dinheiro, esse é o motivo de você está escravizando sua própria espécie,” disse Zetho com um olhar frio. “Ao invés de você se aliar a eles, você os está escravizando?”
Zetho olhou para Gorga e balançou a cabeça. "Eu não confio nela", ele disse, sua voz baixa e firme. "Eu não confio em nenhum humano. Eles são traiçoeiros e egoístas."
Gorga olhou para Zetho com uma expressão de surpresa. "Zetho, você não pode julgar todos os humanos com base em algumas experiências ruins", ela disse. "Há humanos bons e ruins, assim como há elfos bons e ruins."
Zetho olhou para Gorga com uma expressão de ceticismo. "Eu não estou tão seguro disso", ele disse. "Eu já vi o que os humanos são capazes de fazer. Eles são cruéis e despiados."
A mulher, que estava observando a conversa, aproveitou o momento de distração de Zetho e disparou mais uma de suas flechas contra ele.
Zetho, que estava distraído pela conversa com Gorga, não viu a flecha vindo em sua direção. No entanto, sua reação rápida permitiu que ele a agarrou no ar novamente.
Gorga, que estava ao lado de Zetho, olhou para a mulher com uma expressão de raiva. "Você é uma traiçoeira!", ela gritou.
Zetho olhou para a mulher com uma expressão de desgosto. "Você não aprende, não é?", ele disse. "Você continua a tentar me atacar, mesmo sabendo que não vai funcionar."
A mulher olhou para Zetho com uma expressão de ódio e medo. "Eu vou continuar a tentar até que eu consiga", ela disse. "Assim como você não confia em nós humanos, nos jamais vamos confiar em um orelha pontuda."
Naquele exato momento, o sangue de Zetho ferveu, e Gorga entendendo o que estava prestes a acontecer, se afastou e virou o rosto.
Que explosão de raiva!
Zetho, com os olhos ardendo de fúria, agarrou a mulher pelo pescoço e a levantou do chão. "Você não sabe o que você está falando", ele disse, sua voz baixa e ameaçadora. "Você não sabe o que é ser um elfo, ser perseguido e odiado por causa da sua aparência."
A mulher, com o rosto vermelho e os olhos arregalados, tentou se libertar das mãos de Zetho em sua garganta, mas ele a segurou firme. "Você não tem o direito de falar sobre os elfos", ele disse. "Você não tem o direito de julgar-nos."
Gorga, que estava ao lado, virou-se para Zetho e colocou a mão em seu ombro. "Zetho, pare", ela disse. "Não vamos resolver nada com violência."
Zetho permaneceu com os olhos fixados na agonia da mulher humana e disse: “Essa humana não tem salvação, Gorga”.
De repente um estalo se pode ser ouvido, os olhos da mulher escorreram lágrimas e a vida os deixou nas mãos de Zetho.
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Atualizado até capítulo 47
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