Zetho soltou o corpo sem vida da mulher no chão da carroça, e logo mais voltou seus olhos para Gorga.
“Eu dei uma chance para ela, mas a covardia humana é tanta que nem mesmo isso, ela soube apreciar,” disse Zetho exalando fúria.
Gorga olhou para Zetho com uma expressão de tristeza e desapontamento. "Zetho, o que você fez?", ela perguntou novamente, sua voz mais baixa e mais triste.
Zetho não respondeu, apenas olhou para Gorga com uma expressão de indiferença. Ele se virou e começou a se afastar da cena, deixando Gorga sozinha com o corpo da mulher morta.
Gorga olhou para o corpo da mulher e sentiu uma onda de tristeza e compaixão. Ela se ajoelhou ao lado do corpo e fechou os olhos da mulher, tentando dar-lhe um pouco de dignidade mesmo na morte.
Enquanto Gorga estava ocupada com o corpo da mulher, Zetho pegou o arco e as flechas que pertenciam à mulher e se afastou cada vez mais, até que ele desapareceu na floresta. Gorga não sabia para onde ele estava indo, ou o que ele planejava fazer em seguida.
Depois de alguns momentos, Gorga se levantou e olhou em volta, tentando decidir o que fazer em seguida. Ela sabia que precisava encontrar Zetho e tentar fazê-lo entender o erro que ele havia cometido.
Enquanto isso, Gorga libertou os escravos humanos que estavam puxando a carroça.
“Vão, vocês estão livres,” disse Gorga a eles.
Os escravos se olhavam sem acreditar no que havia acabado de acontecer, então correram todos direto para a floresta. Depois de liberar os humanos, Gorga se pôs a pensar em uma maneira de conversar com Zetho.
Mas enquanto ela estava pensando, ela ouviu um som estranho vindo da floresta. Era um som de passos pesados e lentos, como se alguém ou alguma coisa estivesse se aproximando.
Gorga se preparou para defender-se, segurando seu machado com firmeza. Ela não sabia o que estava vindo em sua direção, mas ela estava pronta para enfrentá-lo.
De repente, Gorga ouviu os gritos dos escravos que tinha liberto. Gorga deu um passo na direção dos grupos, mas quando daria o segundo, algo passou voando por ela.
Gorga sentiu que algo havia respingado em seu rosto, então ela passou o seu dedo do meio sobre o respingo em seu rosto e viu que tratava-se de sangue. Quando Gorga se virou para ver o que havia passado por ela, a jovem orc viu o corpo de um dos escravos completamente destroçado e deformado espatifado em uma das árvores da área.
Gorga sentiu um arrepio percorrer sua espinha ao ver o corpo do escravo destroçado. Ela sabia que algo estava muito errado. O som de passos pesados e lentos estava se aproximando cada vez mais, e os gritos dos outros escravos estavam se tornando mais desesperados.
Gorga segurou seu machado com mais firmeza, preparando-se para enfrentar o que quer que estivesse vindo em sua direção. Ela olhou em volta, procurando por algum sinal do que poderia estar causando tanto terror.
De repente, um dos escravos correu em direção a Gorga, gritando de medo. "É um... é um monstro!", ele gritou, antes de ser derrubado por uma força invisível.
Gorga olhou para cima e viu uma sombra imensa se aproximando. Ela sentiu o chão tremer sob seus pés e o ar se encher de um cheiro de morte e destruição.
O que quer que estivesse vindo em sua direção, Gorga sabia que ela precisava estar preparada para lutar. Ela ergueu seu machado e se preparou para enfrentar o monstro.
“Covarde… Você é uma covarde, você não vai conseguir, você é uma covarde,” disseram as vocês na cabeça de Gorga.
Gorga sentiu uma onda de dúvida e medo percorrer sua espinha ao ouvir as vozes em sua cabeça. Ela sabia que precisava se concentrar e não deixar que as vozes a distraíssem.
Ela respirou fundo e se concentrou em sua respiração, tentando calmar sua mente. "Eu não sou uma covarde", ela disse para si mesma, repetindo a frase várias vezes.
Enquanto isso, a sombra imensa se aproximava cada vez mais, e Gorga podia sentir o chão tremer sob seus pés. Ela ergueu seu machado e se preparou para enfrentar o monstro.
De repente, a sombra se materializou em uma criatura imensa e terrível. Era um monstro com corpo de urso e cabeça de lobo, com olhos vermelhos brilhantes e uma boca cheia de dentes afiados.
Gorga sentiu um arrepio percorrer sua espinha ao ver o monstro, mas ela não recuou. Ela ergueu seu machado e se preparou para lutar.
"Vou mostrar a você que não sou uma covarde", ela disse para si mesma, e com um grito de guerra, ela se lançou em direção ao monstro.
A criatura atacou Gorga com suas garras, mas a jovem orc bloqueou o ataque usando o seu machado. No entanto, a criatura era tão poderosa que Gorga foi empurrada por alguns metros levantando poeira do chão.
Gorga se levantou rapidamente, sacudindo a poeira de suas roupas. Ela olhou para o monstro, que estava se aproximando novamente, e preparou-se para o próximo ataque.
A criatura atacou novamente, desta vez com uma mordida poderosa. Gorga conseguiu evitar a mordida, mas o monstro a agarrou com suas garras e a levantou do chão.
Gorga sentiu uma onda de pânico, mas ela não desistiu. Ela usou todas as suas forças para tentar se libertar das garras do monstro, mas ele era muito forte.
Justo quando o monstro estava prestes a dar o golpe final, Gorga ouviu um som de flechas voando pelo ar. O monstro gritou de dor e soltou Gorga, que caiu no chão com um impacto.
Gorga olhou para cima e viu Zetho, que estava parado a alguns metros de distância, com seu arco e flechas em mãos. Ele havia disparado várias flechas no monstro, que agora estava ferido e enfraquecido.
"Zetho!", Gorga gritou, surpresa e aliviada. "Graças aos deuses, porque demorou tanto?”
Zetho olhou para Gorga com um olhar triste e um pesado sentimento de culpa, então disse: “Eu sinto muito, Gorga, eu estava tomado pela raiva e acabei sendo rude com você. Minha intenção nunca foi magoá-la!
Gorga sorriu de felicidade por ver que Zetho havia voltado por ela, mas a situação naquele momento era delicada e a jovem orc sabia disso.
“Zetho, conversamos depois,” disse Gorga. “Agora precisamos lidar com esse monstro!”
Zetho acenou com a cabeça e sorriu levemente enquanto admirava o fogo da batalha nos olhos de Gorga.
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Atualizado até capítulo 47
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