O bosque sagrado.

Enquanto caminhavam, o trio acabou encontrando um rio, então pararam para beber água e encher seus cantis. Zetho se aproximou de Gorga lentamente, ele a viu lavar as mãos sem parar assim que chegaram ao rio, e isso o deixou curioso.

“Gorga,” disse Zetho. “O que está fazendo?”

Sem olhar para o jovem elfo, Gorga respondeu: “Estou lavando as minhas mãos.”

“Lavando as mãos?” Perguntou Zetho. “Mas estou vendo que suas mãos já estão perfeitamente limpas.”

Gorga na mesma hora se colocou de pé e depois olhou para Zetho com um certo desconforto.

“Zetho… Eu sei que para você pode ser perfeitamente normal, mas…” Gorga hesitou em terminar sua fala.

“Gorga?” Perguntou Zetho.

“Zetho, eu não consigo parar de ver sangue nas minhas mãos,” disse Gorga. “Sangue da filha de Grimbold.”

Zetho paralisou no lugar ao ouvir Gorga. Ele entendeu exatamente o que ela queria dizer com o sangue nas mãos, afinal de contas, ele também sentia o mesmo, mas diferente de Gorga, infelizmente foi algo que ele acabou aceitando e isso lhe deu uma sensação ruim sobre si mesmo.

“Pode não parecer, Gorga, mas eu sinto isso,” disse Zetho com a voz baixa. “Mesmo que eu não demonstre, isso ainda está me corroendo, mas devo confessar uma coisa,” Zetho olhou nos olhos de Gorga. “Meu remorso e culpa não é pela filha de Grimbold, mas sim pelo próprio Grimbold, ele não merecia esse sofrimento… Agora eu entendo, entendo que matei a filha de Grimbold pelo mal que ela causava e causou a muitos, e se não fosse pelo sofrimento que causaria a Grimbold, eu faria de novo.”

Gorga olhou para Zetho com uma expressão de surpresa e compreensão. Ela não esperava que Zetho sentisse remorso e culpa por Grimbold, e não pela filha dele.

"Eu entendo", disse Gorga, sua voz baixa e compreensiva. "É difícil lidar com as consequências de nossas ações, especialmente quando elas afetam pessoas inocentes."

Zetho assentiu, sentindo-se um pouco aliviado por poder compartilhar seus sentimentos com Gorga.

"Sim, é difícil", disse ele. "Mas eu estou tentando aprender com isso, não quero ter que deixar de fazer o que é certo porque não quero magoar um ou outro."

Gorga sorriu levemente, e mesmo sabendo que a resposta de Zetho era um pouco sombria, ela assentiu.

"Não sei que tipo de escolhas você ainda fará", disse ela. “Mas saiba que estou aqui para te apoiar.”

Piper, que estava observando a conversa entre Zetho e Gorga, se aproximou deles com um sorriso.

"Eu acho que vocês dois estão esquecendo de algo importante", disse ela. "Nós temos um objetivo em comum: derrotar o demônio Zeorth. Vamos tentar não perder o foco."

Zetho e Gorga sabiam que Piper estava certa, então apenas assentiram e voltaram aos preparativos para continuar sua jornada.

Assim que estavam prestes a sair, Zetho olhou para o céu e viu que estava escurecendo.

“Precisamos encontrar um lugar seguro para passar a noite”, disse Zetho.

Piper sorrindo disse: Ei, eu conheço um lugar não muito longe daqui, é um bosque sagrado protegido pela benção da nossa deusa Ydethidy.”

Zetho e Gorga se entreolharam, então Gorga questionou: “Eu não sei se conseguiria me sentir segura em um lugar que tenha a bênção da deusa da morte.”

“As pessoas interpretam muito mal a função dos deuses,” disse Piper revirando os olhos. “Eu garanto que com a bênção de Ydethidy, você está muito mais protegida do que com qualquer outro deus.”

Gorga pensou por um momento, considerando as palavras de Piper. Ela sabia que Piper estava certa sobre as pessoas interpretarem mal a função dos deuses.

"Está bem", disse Gorga finalmente. "Vamos para o bosque sagrado. Se Piper diz que é seguro, eu confio nela."

Zetho assentiu, aliviado que Gorga tivesse concordado.

"Vamos então", disse ele. "Piper, você nos leva até lá."

Piper sorriu, feliz em poder ajudar.

"Sim, claro", disse ela. "Siga-me."

Os três partiram em direção ao bosque sagrado, liderados por Piper. Enquanto caminhavam, Gorga não pôde deixar de se sentir um pouco curiosa sobre o bosque e a deusa Ydethidy.

"Piper, você pode me contar mais sobre o bosque sagrado e a deusa Ydethidy?", perguntou Gorga.

Piper sorriu, feliz em poder compartilhar sua conhecimento.

"Claro, Gorga", disse ela. "O bosque sagrado é um lugar de grande poder e beleza. É um local onde a deusa Ydethidy é venerada e onde os fiéis podem buscar refúgio e proteção."

"E sobre a deusa Ydethidy?", perguntou Gorga.

Piper sorriu novamente.

"A deusa Ydethidy é a deusa da morte e das trevas", disse ela. "Mas ela não é uma deusa cruel ou maligna. Ela é uma deusa justa e misericordiosa, que busca proteger os inocentes e punir os culpados."

Gorga assentiu, começando a entender melhor a deusa Ydethidy e o bosque sagrado.

"Obrigada, Piper", disse ela. "Eu estou começando a entender melhor."

Piper sorriu, feliz em poder ajudar.

"De nada, Gorga", disse ela. "Agora, vamos continuar em frente. O bosque sagrado está logo à frente.”

Depois de alguns minutos de caminhada, assim como havia dito Piper, o trio chegou ao bosque sagrado. Gorga e Zetho sentiram uma presença poderosa e tão assustadora quanto a de Samphyr assim que pisaram no território protegido por Ydethidy.

“Zetho, essa presença,” Gorga engoliu seco. “Ela não te lembra a de Samphyr?”

Zetho pensou por um momento, comparando a presença de Ydethidy com a de Samphyr.

"Sim, é verdade", disse ele. "Nós já sentimos uma presença tão poderosa quanto essa antes, com Samphyr."

Gorga assentiu, concordando com Zetho.

"Mas há algo diferente aqui", disse ela. "Algo que me faz sentir mais... tranquila."

Piper sorriu, feliz em ver que seus amigos estavam começando a entender o poder do bosque sagrado.

"Sim, é a presença da deusa Ydethidy", disse ela. "Ela é uma deusa justa e misericordiosa, e seu poder é usado para proteger e defender, não para destruir."

Zetho e Gorga se entreolharam, sentindo-se um pouco mais tranquilos.

"Entendo", disse Zetho. "Então, este lugar é seguro porque a deusa Ydethidy o protege."

Piper assentiu, feliz em ver que seus amigos estavam começando a entender.

"Sim, é isso", disse ela. "Agora, vamos encontrar um lugar para acampar e descansar. Nós temos uma longa jornada pela frente."

Os três seguiram em frente, explorando o bosque sagrado e admirando sua beleza. Eles sabiam que estavam em um lugar especial, protegido pela deusa Ydethidy, e que estavam seguros por enquanto.

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