depois da tensão do dia anterior principalmente pelo alerta de uma possível invasão que estava preocupando às meninas
O morro amanheceu mais tranquilo, mas todos sabiam que a paz nunca durava muito tempo. A boca seguia funcionando, as movimentações eram estratégicas, e a tensão permanecia no ar.
Gabriel acordou cedo, sentindo o cheiro do café forte invadir a casa. Ele desceu as escadas e encontrou Alissa na cozinha, mexendo no celular enquanto tomava café.
— Bom dia — ele disse, sentando-se à mesa.
— Bom dia — ela respondeu, sem erguer os olhos da tela.
O clima entre os dois ainda estava carregado pelo que tinha acontecido nas últimas semanas principalmente a aproximação de ambos.
enquanto isso no quarto Cecília estava escovando os cabelos quando Melissa entrou no quarto com um sorriso travesso.
— Dormiu bem? — Melissa perguntou.
— Sim, por quê?
— Sei lá, achei que você tava pensando demais em um certo alguém.
Cecília revirou os olhos.
— Para, Melissa.
— Para nada. Todo mundo sabe que você e Filipe têm alguma coisa.
Cecília bufou.
— Não tem nada.
— Se você diz…
Do lado de fora, Filipe falava com Mateus quando viu Cecília saindo de casa. Ela o ignorou completamente, mas ele sorriu de canto.
— Joga duro mesmo — Mateus provocou.
Filipe balançou a cabeça.
— Deixa ela. Uma hora a gente vê quem cede primeiro.
Mas no fundo, ele já sabia que estava se rendendo.
Alissa e Cecília decidiram ligar para a família. Estavam com saudades e queriam contar como as coisas estavam.
A chamada de vídeo foi atendida por Valentina, que sorriu ao ver as duas.
— Finalmente ligaram! — Valentina brincou.
— A gente tá se adaptando — Cecília disse.
— E como tá o Brasil?
— Intenso — Alissa respondeu. — Mas estamos nos virando.
Durante a conversa, Melissa e Mariah entraram no quarto e foram apresentadas.
— Essas são nossas novas amigas — Cecília disse.
— Prazer — Melissa disse. —
— o prazer é meu — Valentina respondeu
Alissa sorriu.
— E tem uma coisa… sobre o Lucas.
— O que tem ele?
— Ele é um amor de pessoa, Valentina. Você não precisa ficar com medo.
Valentina suspirou, aliviada.
— Espero que sim.
As meninas seguiram conversando, fortalecendo os laços que atravessavam o oceano.
No final da tarde, um rádio chiou na boca. Lucas pegou o comunicador e ouviu a mensagem.
— Possível invasão na área.
Os olhares se tornaram sérios. Gabriel pegou a arma e olhou para Lucas.
— Qual é o plano?
— Trancar as meninas dentro do cofre de casa. Ninguém sai.
O aviso foi dado. Alissa, Cecília, Melissa e Mariah foram obrigadas a ficar dentro do cofre enquanto os homens se preparavam para um possível confronto.
A tensão cresceu.
— Vai ser sempre assim? — Alissa perguntou.
Melissa suspirou.
— Bem-vinda ao morro.
E a noite caiu sob um clima de incerteza.
Aqui está o capítulo revisado com as mudanças que você pediu.
Capítulo 4: O Caos da Invasão
A madrugada caiu sobre o Morro do Alemão. O silêncio dominava as ruas, e a tensão dos últimos dias parecia ter dado uma trégua. As meninas dormiam, os homens estavam relaxando, mas Gabriel nunca abaixava a guarda completamente.
Então, veio o primeiro tiro.
PÁ!
Ele abriu os olhos no mesmo instante, segurando a pistola ao lado da cama.
PÁ! PÁ!
O segundo e o terceiro tiro vieram seguidos de uma rajada.
— P*rra! — Gabriel se levantou num pulo, já carregando a arma.
O barulho de foguetes riscando o céu confirmou o que ele já temia.
— INVASÃO!
Ele saiu correndo pelo corredor, batendo nas portas.
— LEVANTA, P*RRA! TÃO INVADINDO!
Os gritos despertaram todo mundo. Lucas já estava de pé, vestindo o colete, e Filipe chegou ofegante, radinho no ouvido.
— Quem tá invadindo?
— Dendê e Maré!
Gabriel cerrou os dentes. Cobra. Aquele desgraçado estava com sede de vingança por conta do baile e agora trouxe o primo, Jacaré, pra fortalecer o ataque.
— ACORDA TODO MUNDO!
Os soldados do morro já estavam em posição, mas os tiros vinham de todos os lados. Os inimigos vieram preparados.
No meio da correria, Mateus e Filipe chegaram desesperados.
— QUE PORRA É ESSA? — Mateus gritou.
— INVASÃO! — Lucas respondeu.
— Bora, bora, bora! — Filipe pegou mais munição.
Mas antes, Gabriel correu até o quarto das meninas.
As meninas estavam assustadas. Cecília segurava a mão de Alissa, Mariah tremia ao lado de Melissa.
— Todo mundo pro cofre! AGORA! — Gabriel ordenou.
Alissa hesitou. O peito dela estava apertado, uma sensação ruim a consumia.
— Toma cuidado... eu tô com um mau pressentimento — ela disse, olhando nos olhos dele.
Gabriel se aproximou, segurou seu rosto e respondeu baixo, firme:
— Fica tranquila, mina. Eu vou voltar pra você.
Ela sentiu um arrepio. O olhar dele tinha algo diferente, algo que fez o medo dela crescer ainda mais.
WL apareceu. lembrando nesse dia o wl tava no morro e a Rocinha ia ajudar na invasão
— Vamo, meninas!
Todas começaram a se despedir. Mariah puxou WL para um beijo.
— Volta vivo, hein?
— Sempre — ele sorriu, antes de soltar ela.
Melissa segurou a mão de Mateus e o puxou para um beijo rápido.
se cuida
Cecília só abraçou Filipe e mandou ele voltar vivo
Maria Flor fez o mesmo com Sombra.
Mas Alissa... ela apenas olhava Gabriel, sentindo o desespero crescer.
Então, num impulso, ela o abraçou forte.
— Espero que você volte mesmo... a gente tem um acordo pra cumprir.
Ela tentou falar de um jeito leve, mas sua voz falhou no final.
Gabriel sorriu de lado, aquele sorrisinho confiante que a fazia querer acreditar que tudo ficaria bem.
Ele soltou o abraço devagar e saiu.
A porta do cofre se fechou, trancando as meninas no lugar mais seguro do morro.
Mas lá fora, a guerra só estava começando.
Os tiros não paravam. Os soldados do Dendê e da Maré estavam por toda parte.
Gabriel pegou o radinho.
— Quantos já caíram?
— Muitos chefe! — um vapor respondeu. — Eles tão fortes!
Lucas trocava tiro num beco, gritando no rádio.
O som dos tiros era ensurdecedor. As rajadas de fuzil ecoavam pelos becos, misturando-se aos gritos de alerta dos vapores espalhados pelo morro.
Gabriel, Lucas, Filipe, Mateus,WL e os outros homens correram para os pontos estratégicos, posicionando-se atrás de muros e vielas estreitas.
O radinho chiou na frequência geral.
— Perdemos vapores na entrada da viela 9! Estão avançando!
Gabriel apertou os dentes.
— Segura a posição! Não recua, caralho!
O confronto estava pesado. Do alto do morro, os inimigos tentavam cercá-los. Cobra e Jacaré tinham vindo com tudo, sedentos por vingança. Cobra nunca engoliu a humilhação no baile, e agora queria tomar o território de Gabriel à força.
— Filha da puta… — Gabriel murmurou ao ver as sombras avançando.
Ele mirou, atirou. Acertou um dos soldados inimigos. Matheus, ao seu lado, disparava sem hesitar, enquanto Filipe coordenava os vapores mais novos.
De repente, o rádio estalou de novo.
— Tão vindo pelo beco da quadra! — a voz de um vapor alertou.
Lucas xingou.
— Caralho, tão tentando cercar a gente!
Gabriel trocou o pente da arma rapidamente e gritou no rádio:
— WL, preciso de reforço! Traz os caras da Rocinha pra cima!
— Já tamo descendo, segura essa porra! — WL respondeu do outro lado.
A guerra continuava intensa. Cobra e Jacaré não estavam brincando. Os tiros vinham de todas as direções. Gabriel tentava manter o controle da situação, mas os inimigos eram muitos.
Foi então que tudo aconteceu rápido demais.
Lucas gritou no rádio:
— Levei um tiro na perna! Tô no beco, os caras tão se aproximando!
Filipe, sem hesitar, saiu correndo para ajudar.
— Aguenta aí, tô indo!
Mas Gabriel não teve tempo de processar. No meio do fogo cruzado ele sentiu um impacto forte no peito
Um disparo seco
A dor chegou como um impacto forte, como se sua pele estivesse sendo rasgada. Gabriel vacilou para trás, sentindo o sangue escorrendo pela camisa. O mundo girou.
— Gabriel! — Matheus gritou, vendo-o cair.
Cobra, do outro lado, mostrou um sorriso irônico, mas antes que pudesse comemorar, Matheus disparou um tiro certeiro, atingindo a perna de Cobra. Ele gritou e foi puxado por Jacaré, que recuava com seus homens. Os inimigos começaram a se retirar, mas Gabriel não conseguiu perceber mais nada.
— Irmão, não fecha o olho! — Mateus implorou, segurando Gabriel. — Não dorme, caramba! Você não pode morrer!
Mateus e Felipe arrastaram Gabriel e Lucas até o posto médico do morro. O lugar, que era equipado com o básico para atendimentos de emergência, era a única chance que restava para eles.
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Atualizado até capítulo 70
Comments
Marlene Araujo
mas capítulo por favor
2025-01-20
1