festa do pijama

O sol entrava preguiçosamente pelas cortinas do quarto, iluminando os lençóis bagunçados e o corpo relaxado de Alissa ao lado de Gabriel. Ela piscou algumas vezes, ajustando-se à claridade, antes de sentir o peso do braço dele sobre sua cintura.

O coração dela acelerou ao lembrar da noite anterior. Tudo tinha sido tão intenso, tão inesperado. Ela ainda não acreditava que havia se entregado a Gabriel daquela maneira, tão cedo.

Ele se mexeu ao seu lado, soltando um resmungo rouco antes de abrir os olhos. O olhar profundo e intenso dele encontrou o dela, e por um momento, ficaram apenas se encarando, como se tentassem decifrar o que tinham acabado de fazer.

— Bom dia. — A voz dele saiu grave, carregada de sono e algo mais... algo que fez um arrepio percorrer a espinha de Alissa.

— Bom dia... — Ela respondeu baixinho, desviando o olhar para evitar que ele percebesse o rubor em seu rosto.

O silêncio entre eles era carregado de significado. O que tinham feito na noite passada não poderia ser desfeito. Eles estavam conectados agora de uma forma que nem o contrato da máfia poderia prever.

Gabriel passou a mão pelos cabelos, soltando um suspiro pesado. — Sobre ontem...

Alissa sentiu o coração disparar, mas tentou manter a calma. — Foi...

— Intenso. — Ele completou, virando-se para olhá-la melhor.

Ela assentiu lentamente, mordendo o lábio. — Sim... foi.

Gabriel passou a língua pelos lábios, como se quisesse escolher as palavras certas. — Isso muda alguma coisa pra você?

Ela hesitou, mas depois negou com a cabeça. — Não... Só me deixa confusa. Tipo, eu acabei de chegar, a gente mal se conhece, e ainda assim...

— A sintonia a conexão. — Ele completou novamente, como se estivesse lendo seus pensamentos.

— Sim. — Ela soltou um riso nervoso. — Como pode ser tão... fácil?

Gabriel sorriu de canto, passando o polegar pelo queixo dela. — Talvez porque, no fundo, a gente saiba que não tem volta e que estamos destinados um ao outro

O coração de Alissa deu um salto com aquelas palavras. Ela abriu a boca para responder, mas foi interrompida pelo barulho alto da porta do quarto se abrindo.

— BOM DIA, CASAIS APAIXONADOS! — Felipe entrou sem cerimônia, com Cecília logo atrás, ambos com sorrisos maliciosos.

Alíssa arregalou os olhos, puxando o cobertor para se cobrir melhor, enquanto Gabriel fechou a cara na mesma hora.

— Vocês são doentes? — Gabriel rosnou, passando a mão no rosto.

Cecília deu de ombros. — Ah, relaxa. Não é como se não tivéssemos ouvido TUDO ontem à noite.

O rosto de Alissa pegou fogo, enquanto Gabriel ficou ainda mais carrancudo.

— Cala a boca. — Ele avisou, os olhos perigosos sobre Cecília.

— Não foi nossa culpa! — Felipe ergueu as mãos em rendição, mas um sorriso divertido brincava em seus lábios. — As paredes dessa casa não são muito grossas...

— Vocês também não têm moral pra falar nada. — Alissa finalmente se manifestou, cruzando os braços.

Felipe e Cecília trocaram olhares, surpresos, enquanto Alissa continuava:

— Porque, se vocês ouviram a gente... quer dizer que nós também ouvimos vocês.

O sorriso de Cecília sumiu na mesma hora, e Felipe pigarreou, desviando o olhar.

— Isso não vem ao caso. — Cecília tentou se esquivar.

— Ah, vem sim. — Gabriel se encostou na cabeceira da cama, agora com um pequeno sorriso satisfeito. — Agora o assunto fica só entre a gente.

Felipe revirou os olhos. — Tá, tá bom. Fica tudo no sigilo.

Cecília bufou, mas acabou rindo. — Só não demorem a admitir que já tão gamados um no outro.

Gabriel e Alissa se entreolharam, mas nenhum dos dois respondeu. Porque, no fundo, talvez aquilo fosse verdade.

Quebra de tempo...

O sol já estava alto quando Gabriel e Felipe finalmente saíram de casa rumo à Boca. O dia começou tranquilo, com um café da manhã preguiçoso, onde Cecília e Alíssa trocaram algumas provocações com eles sobre a noite anterior. Mas logo, os dois homens tiveram que partir para resolver os negócios do morro.

Gabriel, agora dono do Alemão, tinha muito a fazer.as movimentações estavam mais intensas, e ele precisava garantir que tudo continuasse sob controle. Felipe, como seu braço esquerdo, estava sempre ao lado dele, auxiliando em tudo.

Enquanto os dois seguiam para a Boca, Lucas e Matheus já estavam lá e tinham ligado algumas vezes, apressando-os. O tráfico não esperava, e cada minuto era importante para manter o império funcionando.

Enquanto isso, Flor, preocupada em deixar as meninas entediadas, mandou Melissa e Mariah para ficar com Cecília e Alissa.

Era um daqueles dias em que a cidade parecia respirar calma. As meninas estavam em casa, sem nada para fazer, e a vontade de explorar o Rio de Janeiro as tomou de surpresa. Decidiram sair para conhecer as praias da cidade, passeando por lugares novos, explorando shoppings e alguns dos locais mais interessantes do Rio. Entre risos e conversas, a Cecília e a Alissa se encantaram com a energia da cidade, aproveitando cada instante de diversão.

O dia passou rápido e, quando chegaram de volta à casa do Gabriel, o céu já começava a tingir de cores quentes, prenunciando o fim de mais um dia. Decidiram, então, aproveitar a piscina, já que o calor ainda era intenso. Pularam na água e se deixaram levar pela sensação de liberdade, bronzeando a pele e curtindo o momento de relaxamento. Era o típico dia de meninas: sem preocupações, apenas rindo, falando sobre tudo e sobre nada, trocando confidências e aproveitando a companhia umas das outras.

À medida que a noite se aproximava, elas se preparavam para o que seria a festa do pijama mais esperada. Mariah,Melissa,alissa e Cecília tinham preparado tudo: colchões espalhados pela sala de cinema, pipoca quentinha, brigadeiro doce e uma seleção de filmes. O clima estava perfeito para uma noite descontraída.

Quando os meninos finalmente chegaram, a surpresa de ver todo mundo ali, em uma festa do pijama, foi evidente. Gabriel, com um sorriso travesso, perguntou se podia chamar os outros para se juntar a eles, sugerindo que os meninos também dormissem lá. A proposta foi aceita rapidamente, e logo o clima ficou ainda mais animado. Mateus e Felipe chegaram, e até WL foi convidado para se juntar à diversão.

As risadas ecoaram pela casa enquanto todos se acomodavam, e a noite começou com jogos. Um jogo de Verdade ou Desafio foi o primeiro da noite. Mariah e WL se envolveram em um beijo rápido e, logo depois, Alissa, provocante, teve que sentar no colo de Gabriel e beijá-lo, o que gerou uma tensão divertida no ar. O clima estava leve, e todos estavam se divertindo muito.

Os filmes começaram, e como não poderia faltar, o grupo decidiu assistir Velozes e Furiosos — do 1 ao 5. Mas, como nem tudo era perfeito, Mariah e Melissa estavam decididas a assistir só do 5 ao 9. Após uma pequena discussão, as meninas cederam, e a maratona foi alterada. Risadas e comentários durante o filme fizeram a noite se arrastar até altas horas da madrugada.

Quando o sono finalmente os pegou, todos foram para os colchões improvisados, na manhã seguinte os meninos saindo um a um para resolver algumas pendências nos morros. WL voltou para a Rocinha e os meninos saíram para os compromissos do Alemão. As meninas acordaram com a casa em um estado de bagunça, mas o sorriso no rosto era claro. O dia foi perfeito, mas havia o trabalho de arrumar a bagunça da noite anterior.

Depois de arrumar a bagunça Melissa e Mariah se despediram, indo para casa, enquanto Cecília e Alissa ficaram para descansar. A preguiça tomou conta delas, que se deitaram, desfrutando de um dia tranquilo e sem pressa, contemplando o que acabara de acontecer.

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Maria José

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2025-01-29

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