labirinto dos desejos Hot parte 1

A madrugada caía silenciosa enquanto Alíssa e Gabriel dividiam um espaço inesperado. O clima carregava uma tensão latente, gerada não apenas pela situação, mas pelos olhares que não se desviavam. A camisa de Gabriel caía solta pelo corpo de Alíssa, deixando expostas suas pernas nuas e a lembrança do banho recente marcada na pele quente.

Gabriel estava encostado na cabeceira da cama, observando-a com uma calma perigosa, embora o fogo queimarasse sob seu exterior controlado.

- Confortável? - Sua voz grave rompeu o silêncio.

Alíssa ajeitou os fios úmidos de cabelo. - Sim, eu acho... - Ela hesitou, desviando o olhar. - Só preciso me acostumar com isso.

- Isso o quê? - Ele inclinou a cabeça, a curiosidade evidente.

- A gente. - Ela gesticulou entre eles. - Dividindo espaço, dividindo... tudo.

O sorriso lento que se formou nos lábios de Gabriel fez o coração de Alissa bater mais rápido.

- Isso não devia ser tão difícil, não é? - Ele brincou, mas o tom carregava uma nota de desafio.

- Você fala isso porque não está no meu lugar. - Alíssa cruzou os braços, tentando manter o controle.

- Talvez você também não esteja vendo pelo meu ponto de vista. - O olhar dele percorreu seu corpo de forma descarada, fazendo o ar ao redor parecer ainda mais denso.

Ela respirou fundo, sem saber ao certo se era raiva ou algo mais que a deixava tão agitada. - Olha, eu só quero dormir e esquecer que Cecília e Felipe tomaram o meu quarto.

Gabriel deu uma risada baixa. - Parece que eles estavam se divertindo.

- Ótimo, obrigada pelo lembrete. - Alícia revirou os olhos. - Como se eu não soubesse disso.

O sorriso dele se desfez lentamente, dando lugar a um olhar mais intenso, um silêncio elétrico pairando entre eles. Alícia sentiu o rubor subir pelo rosto e tentou se concentrar em puxar o cobertor para cima.

- Se quiser ir embora amanhã... eu não vou te prender aqui, Alícia. - A voz dele soou mais suave dessa vez, sincera. - Mas enquanto estiver, a gente precisa se entender.

Ela engoliu em seco, a franqueza de Gabriel atingindo algo dentro dela. - Eu não vou fugir só porque é difícil.

- Bom saber. - Ele se aproximou um pouco mais, o calor dele agora tangível no ar. - Porque eu também não.

O olhar intenso que ele lançou a ela parecia uma promessa silenciosa. Alícia não conseguiu desviar, o coração batendo acelerado enquanto a tensão os envolvia como um laço invisível. Quando Gabriel se inclinou um pouco mais, os rostos tão próximos que ela sentiu a respiração dele em sua pele, o mundo pareceu parar.

- Gabriel... - A voz dela saiu baixa, hesitante.

- Só diz pra eu parar, Alícia. - O sussurro dele soou próximo ao seu ouvido, a voz rouca carregada de algo mais profundo.

Mas ela não disse nada. E ele não parou.

Quando seus lábios finalmente se encontraram, foi como uma explosão silenciosa, uma colisão inevitável de vontades reprimidas. Gabriel segurou a nuca de Alíssa, aprofundando o beijo com uma fome contida por muito tempo. Ela se entregou ao toque firme, as mãos deslizando pelo peito dele, sentindo a musculatura sob os dedos.

As barreiras que haviam se erguido entre eles começaram a ruir, tijolo por tijolo, conforme o desejo se espalhava pelo quarto. Gabriel puxou Alíssa para seu colo, e o calor entre eles aumentou. A camisa grande dela subiu ligeiramente, revelando mais pele, mas nenhum dos dois parecia se importar.

- Você é fogo, Alíssa. - A voz dele soou rouca contra os lábios dela. - E eu estou prestes a me queimar.

Ela sorriu contra a boca dele, os olhos brilhando. - Talvez eu também esteja.

E naquela noite, ambos estavam prontos para descobrir até onde aquele fogo os levaria.

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