o churrasco

 A manhã seguinte ao baile estava longe de ser tranquila. Gabriel acordou com a cabeça cheia após os comentários dos amigos e aliados sobre Alissa. Cada piada, cada provocação sobre a beleza da noiva ainda ecoava em sua mente, enquanto o pai, conhecido como Sombra, não perdeu a chance de brincar.

- Tu arrumou pra tua cabeça, hein, garoto? - riu Sombra, enquanto tomava um café forte na sala. - Essa mulher vai te dar trabalho. Bonita demais pra passar despercebida no morro.

- Eu tô bem, pai - respondeu Gabriel secamente, embora soubesse que não estava.

Na cozinha, Cecília e Alissa conversavam tranquilamente com Flor e Mariah sobre o baile da noite anterior. Apesar dos olhares curiosos e comentários, Alissa havia se saído melhor do que esperava.

A porta se abriu com força, e uma voz animada ecoou pela casa.

- Então é essa aí que tá roubando a atenção toda - brincou morte, o tio de Gabriel entrando na sala com um sorriso debochado. - Eita, Gabriel, vai ter dor de cabeça, hein!

- cole tio, cala a boca antes que eu te jogue lá pra baixo - disparou Gabriel, surgindo do corredor com o semblante fechado.

- Relaxa, Tô só brincando e me respeita que sou seu tio moleque - riu morte, piscando para Alissa.

Sombra apareceu ao lado, rindo da situação. - Tá vendo? Todo mundo já tá falando de você, Alissa. Vai ter que segurar a onda no morro.

- Vou tentar - respondeu ela, sorrindo sem graça, mas determinada a não deixar a pressão a abalar.

- A gente precisa sair um dia desses, fazer umas compras, sei lá. Vou te mostrar os lugares legais do Rio - sugeriu a Melissa com entusiasmo.

- Combinado - disse Alissa, sentindo que, aos poucos, estava conquistando seu espaço naquela família intensa e calorosa.

Apesar das provocações, Gabriel sabia que o desafio não era só lidar com os comentários ou ciúmes. Alissa não era apenas uma obrigação; ela estava se tornando parte de uma vida que ele sempre controlou com mão firme. E ele tinha a sensação de que, com ela, nada mais seria tão simples como antes.

Quebra de tempo....

A casa estava movimentada naquela tarde. Alissa e Cecília se recuperavam do impacto do baile da noite anterior, ainda assimilando a recepção calorosa - e um tanto caótica - da comunidade e da família de Gabriel. Mas a missão estava longe de terminar.

A porta da frente se abriu, revelando Lucas, com seu porte firme e olhar observador.

- E aí, irmão? Finalmente te apresentaram oficialmente como chefe, hein? E eu o sub pena que eu não estava - disse Lucas

Felipe apareceu na sala com seu sorriso debochado de sempre. - Lucas, você já viu como esse daí tá estressado a vida de noivo tá dando trabalho pra ele kkkkk

- porra Felipe, já falei pra calar a boca caralho - interrompeu Gabriel, visivelmente irritado.

Lucas apenas riu. - Parece que você arrumou alguém pra tirar seu sossego, Gabriel. Já tava na hora mesmo e depois quero saber essa história do Cobra em irmão.

O clima relaxado tomou conta da casa. Apesar das provocações e brincadeiras, Alissa começou a sentir que realmente estava se inserindo na dinâmica daquela família intensa, mas acolhedora. Lucas demonstrou ser alguém na qual ela talvez pudesse confiar a sua irmã aliás a emoção a euforia para conhecer o Lucas era pela Valentina e bom ela Se surpreendeu talvez até apoie o casamento da irmã.

Mariah voltou a sugerir com entusiasmo. - Agora sim, vamos sair juntas qualquer dia desses. Eu, Cecília, Alissa... podemos chamar também Melissa e vocês vão conhecer cada gatinho e cada lugar do Rio

- Não se empolga, Mariah não vai levar minha noiva para conhecer gatinho nenhum não eu hein as ideia Tá ficando doida é- cortou Gabriel,irritado com prima enquanto Lucas ria ao lado dele.

Alissa sabia que os desafios ainda estavam por vir,ainda mas com o ciúmes bipolar de Gabriel mas pela primeira vez sentiu que talvez pudesse lidar com eles ao lado dessa família que, aos poucos, se tornava sua.

 Gabriel decidiu organizar um churrasco em celebração ao novo momento ao lado do irmão, amigos e aliados mais próximos. O espaço estava lotado de risadas, música alta e fumaça das carnes assando.

Melissa, Mariah e Cecília já estavam no ritmo da festa, dançando ao som do funk que ecoava pelos alto-falantes. Alissa, por outro lado, permanecia tímida, com um vestido longo completamente diferente do estilo despojado das outras meninas.

Enquanto cumprimentava algumas pessoas, Alissa ficava cada vez mais corada. Não conseguia relaxar nem se soltar, apesar das tentativas das meninas e da mãe de Gabriel para incentivá-la.

— Alissa, tira esse vestido! — Mariah brincou. — Dá pra fritar ovo na tua cara de tão quente que tá!

— Vem dançar com a gente! — Melissa insistiu. — Se solta, menina!

— Não tô acostumada com isso — Alissa respondeu, tentando sorrir, mas ainda desconfortável.

Enquanto isso, Gabriel estava conversando com Filipe e Mateus quando uma das "marmitas" trazidas por alguns aliados começou a dançar provocativamente em sua frente. Gabriel ignorava, mas não tomou nenhuma atitude para afastá-la.

Alissa, que observava a cena de longe, sentiu o sangue ferver. Por que ele não afastou essa vadia ele podia ter afastado Então ele pode exigir respeito de mim, mas não precisa se dar ao respeito? Ah, não! Chega!

Sem pensar duas vezes, puxou o zíper do vestido e deixou o tecido longo cair pelos pés, revelando um biquíni que destacava suas curvas perfeitamente. O movimento abrupto atraiu todos os olhares a maioria era de inveja alissa fingiu que nem percebeu os olhares e foi sentar na beira da piscina com as meninas

— Você é um cara de sorte parceiro com todo respeito gostosa demais — um dos aliados murmurou ao lado.

— parabéns pela obra de arte — outro comentou.

Gabriel fechou a expressão imediatamente ao ouvir os comentários. O olhar ciumento e possessivo que já era marca registrada ficou ainda mais intenso.

Não gosto desses comentários sobre ela não disse ele já de cara fechada bolado

Foi mal aí parceiro disse o aliado

— Alissa, vem aqui agora! Que porra é essa? — sua voz soou grave e firme.

— Que porra é essa, Gabriel? — Alissa rebateu, cruzando os braços. — eu que digo que porra essa eu vi aquela vadia sem sal lá dançando na sua frente com  a bunda na sua cara e você nem se dá ao trabalho de afastar?

Ele respirou fundo, tentando manter o controle. — Tá com ciúmes agora?

— Não me venha com essa! Não tô com ciúmes mais você quer que eu me dê ao respeito, mas me mostra o quê?

A discussão chamou a atenção de todos. Risadas discretas ecoavam entre os presentes enquanto Filipe sussurrava:

— Essa mulher vai te enlouquecer, mano.

— e eu vou ajudar a enlouquecer mais — Mariah provocou, rindo.

Gabriel não se importava com os comentários ao redor. Ele segurou firme a cintura de Alissa e a puxou para sentar em seu colo em uma das cadeiras próximas na onde a família

— você não sai mais daqui. Vai ficar no meu colo, tô avisando e outra se tava olhando viu que nem dei condição tava conversando com os parceiros — ele declarou, com a voz firme.

Alissa tentou se soltar, mas Gabriel apertou ainda mais o abraço ao redor da cintura dela.

— Essa cintura aqui é minha, tá ouvindo? Ninguém mais toca! — completou, com ciúmes evidentes.

Alissa revirou os olhos, mas não conseguiu esconder o sorriso desafiador nos lábios.

— pode até ser sua mais por acaso vc e meu disse alissa com a expressão brava

Respondeu Gabriel se você quiser sim sou seu só seu e demais ninguém

Só acredito por que se você me trair sua pena na máfia e a morte disse alissa rindo.

Agora me solta quero dançar com as meninas disse alissa brava tentando se soltar de Gabriel

— Tenta a sorte daqui você não sai — Gabriel desafiou, com um sorriso no canto da boca.

E em um impulso maluco deu um selinho em Alissa que não entendeu nada mais deu um sorriso tímido.

O clima tenso foi se transformando em algo mais descontraído. Os risos aumentaram, e a festa voltou ao ritmo normal, agora com os aliados mais próximos, amigos e familiares conversavam e se divertiam

Apesar do embate, uma coisa estava clara: Alissa e Gabriel eram um casal explosivo, mas inegavelmente apaixonante.

A noite havia se estendido com risadas, conversas e churrasco no quintal da casa. Quando a maioria dos amigos e familiares se despediu, Felipe ficou para trás, e as doses a mais junto com Cecília os levaram a um momento inesperado no quarto onde ela e Alícia dormiam.

Na cozinha, Alícia andava de um lado para o outro, bufando e resmungando sozinha:

— Ah, claro, Cecília! Transa no meu quarto, né? Como se eu não precisasse dormir! Não bastava ser só amiga? Tinha que virar uma loucura com o Felipe? — Ela chutou o ar, irritada. — Agora eu que fico sem quarto!

— Problemas? — A voz firme e calma de Gabriel ecoou pela cozinha, fazendo Alícia se virar bruscamente. Ele estava encostado no batente da porta, observando-a com um meio sorriso provocador.

— Você está aqui? — Ela corou, cruzando os braços. — Não ouvi você entrar...

— Parece que você estava ocupada demais xingando a Cecília.

Alícia bufou, tentando disfarçar a vergonha. — Eu durmo na sala hoje. Resolvido.

Gabriel arqueou uma sobrancelha. — Noiva minha dormindo no sofá? Não vai rolar. Tem meu quarto.

— Seu quarto? — Ela arregalou os olhos. — Não... Acho que não é uma boa ideia.

— E por quê? — Ele deu um passo à frente, a intensidade no olhar não deixando espaço para discussão. — Uma hora ou outra a gente vai ter que dividir um quarto, não é? Já tá no contrato.

Alícia hesitou, mordendo o lábio inferior, mas no fim cedeu: — Tá... Mas só por hoje, ok?

— Certo, só por hoje.

Mais tarde, no quarto de Gabriel, Alícia decidiu tomar um banho para tentar se acalmar. O problema veio ao sair do banheiro, enrolada apenas na toalha.

— Não consegui pegar minhas roupas... Não ousaria entrar lá agora. — Ela suspirou, olhando para Gabriel. — Pode me emprestar alguma coisa sua? Nem que seja uma camisa grande... não vou dormir sem nada.

Ele apenas assentiu, pegando uma camisa preta larga no armário e entregando a ela com um sorriso contido. — Fica à vontade.

Alícia pegou a peça, a camisa caindo como um vestido sobre o corpo esguio. — Obrigada...

O olhar de Gabriel não perdeu nenhum detalhe,mas ele manteve a expressão controlada, apesar da tensão no ar. Quando seus olhos se encontraram, um silêncio pesado pairou entre eles.

— Acho que... vou dormir agora. — Alícia tentou quebrar o momento, puxando o lençol para se deitar.

— Boa ideia. — Gabriel respondeu baixo, mas seus olhos ainda estavam cravados nela, como se uma linha invisível os puxasse para mais perto a cada segundo.

Naquela noite, mesmo sem palavras, a proximidade não podia ser ignorada. Ambos sabiam que algo havia mudado.

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LinJibongs

LinJibongs

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2025-01-19

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