noite das meninas...

A noite caiu e, como planejado, as meninas decidiram fazer um programa só delas. Melissa, Mariah, Cecília e Alissa estavam animadas para sair e conhecer um pouco mais do Rio. Elas estavam prontas, arrumadas, com vestidos curtos e sorrisos no rosto. Um dos detalhes que mais se destacava era o clima descontraído entre elas, uma tarde de risadas, histórias e promessas de diversão.

Quando elas estavam prestes a sair, Gabriel, ainda com o semblante sério depois de um longo dia, se aproximou de Alissa . Ela estava com o vestido curto, o que foi o suficiente para Gabriel perguntar:

– Onde você vai com esse vestido, alissa?

alissa, com um sorriso irreverente, respondeu:

– Vou sair com as meninas. E você, onde vai?

Gabriel, claramente incomodado, franziu a testa, mas alissa não estava nem aí. Ela deu as costas e foi saindo, com Cecília ao seu lado. A porta bateu atrás delas, e, no fundo, Gabriel sentiu uma raiva crescente. Ele, possessivo como sempre, pegou o celular e começou a ligar para Alissa, que estava com as meninas, mas ela não atendeu.

Enquanto isso, o grupo de amigas estava indo para o bar do Seu Zé, no alto do Morro do Alemão. O local era simples, mas com um ambiente acolhedor, onde as garotas podiam conversar à vontade e se divertir com cerveja gelada e petiscos típicos do Brasil. Elas estavam animadas e sem preocupação, mas todas sabiam que a chance dos meninos aparecerem era alta.

Melissa foi a primeira a falar, já imaginando o que aconteceria:

– Não dou 30 minutos pra esses meninos aparecerem com alguma desculpa esfarrapada.

Mariah concordou, rindo:

– Verdade, é melhor a gente aproveitar enquanto dá.

Alissa, tentando minimizar a situação, disse:

– Tenho certeza que o Gabriel não vem. Ele é ciumento, mas não vai me seguir pra um bar assim.

Cecília, com a típica risada de quem sabia o que viria, disse:

– Ah, do jeito que ele estava quando saímos de casa, dou menos de 30 minutos. O Gabriel já deve ter posto os vapores à procura da gente.

E, dito e feito. Não demorou muito para que, do nada, os quatro armários – Gabriel, Felipe, Mateus e WL – aparecessem no bar. Eles não estavam lá por acaso. Gabriel já tinha colocado seus vapores para monitorar as meninas e logo recebeu a notícia. Eles não iam deixar as garotas sozinhas, sem saber para onde estavam indo.

Quando chegaram, Alissa não hesitou em perguntar:

– Gabriel, o que você está fazendo aqui?

Ele respondeu, tentando disfarçar sua raiva:

– Vim dar uma saída com os amigos, vamos tomar uma.

Mariah, com um sorriso debochado, não deixou passar a mentira:

– Conta outra, Gabriel. Com certeza esses vapores cachorrinhos foram quem contaram pra vocês onde estávamos. Vieram atrás porque não conseguem ficar longe de nós.

WL não gostou nada disso e retrucou:

– E vocês por que não falaram onde iam? Muito bonito, dona Mariah, saindo sem falar nada. Eu estou lá em outro morro e não sabia nem para onde você estava indo. A gente está junto, porra.

O clima estava esquentando, e não era só entre os meninos. Felipe, que estava com Cecília, perguntou:

– Nossa, eu te liguei um monte de vezes, Cecília, por que não atendeu?

Ela, com um tom tranquilo, respondeu:

– Por que você nãoquis, Felipe? Não temos nada, estou solteira. E você, o que faz aqui?

– Vim tomar uma com os amigos – respondeu Felipe, visivelmente irritado.

Gabriel, com aquele olhar possessivo, perguntou:

– Podemos sentar aqui com vocês?

Alissa, com firmeza, respondeu:

– Não, vocês vieram aqui atrás da gente, então sentem em outro lugar.

A tensão estava no ar. Os meninos, claramente incomodados com a atitude das meninas, começaram a se aproximar de novo, especialmente Gabriel, que não deixava de observar Alissa com olhos fixos, como se estivesse marcando território no momento em que ele e os meninos sentaram em uma mesa mais afastada das meninas se aproximou dois do vapores novos da contenção logo quando ele percebeu que os caras estavam dando em cima da alissa e da Mariah cutucou o WL que olhou a cena fechando a cara e então eles levantaram e se aproximaram e

delas dizendo:

Vocês dois aí não tinham que estar na contenção não disse Gabriel de cara fechada visivelmente bolado com os caras

pois é deviam estar lá em vez de estar dando em cima de mulher casada disse WL bolado também

fo foi mal aí chefe não sabíamos que eram casadas disse um dos vapores gaguejando

foi mal porra você deu em cima logo da minha mulher disse Gabriel puto de raiva

Mariah e as outras meninas ficaram surpresas com a atitude de Gabriel e WL ,Era claro que eles não ia deixar qualquer outro homem chegar perto delas e nem deixar passar essa situação.

Alissa, percebendo a situação, pediu:

– Gabriel, calma. Vamos aproveitar a noite.

A situação se acalmou um pouco, mas as brincadeiras não pararam. Mariah, brincando, falou:

– Era pra ser um dia só de meninas, mas esses armários não conseguem ficar longe da gente, né?

Alissa, rindo, respondeu:

– Desde que cheguei no Brasil, não tenho um dia de paz. A cada esquina é um novo drama.

Gabriel, sempre provocador, se aproximou e disse:

– Ah, é? Então quer dizer que você não tem um dia de paz? beleza então disse Gabriel fingindo ter se sentido ofendido.

As meninas riram, tentando descontrair a situação, mas sabiam que os meninos não estavam ali por acaso. O clima ficou tenso, mas, ao menos, o resto da noite seguiu com risadas e provocações.

Ao chegarem na casa de Gabriel, o clima estava mais tenso do que esperado. Alissa entrou na sala, ainda sentindo a adrenalina da noite, quando Gabriel a seguiu, fechando a porta atrás de si. Ele respirou fundo antes de se aproximar, tentando esconder a preocupação que estava tomando conta de si.

— Você podia pelo menos me avisar onde estava indo, Alissa — disse ele, tentando manter a calma, mas sua voz denunciava a inquietação.

Alissa virou-se para ele, sem paciência. — Não é nada demais, Gabriel. Eu só fui ao bar aqui no morro, nada de outro mundo.

Gabriel deu um passo em direção a ela, um olhar de irritação no rosto. — Você não sabe o que pode acontecer por aqui, quem está por perto... Não sabe nem a quem confiar, não podia ter saído sem me dizer.

Alissa bufou, cruzando os braços. — Eu não iria sair do morro sem te falar, mas não é por isso que você precisa surtar tanto. Já não basta o ciúmes? Parece que você gosta de fazer tempestade em copo d'água.

— Como não surtar de ciúmes? — ele retrucou, exasperado. — Você não percebe, Alissa? Parece que você provoca isso. E nem é só sobre o que você faz... É tudo! Eu não tenho um dia de paz desde que você chegou aqui.

Alissa levantou a sobrancelha, sua voz se tornando mais cortante. — Se eu te dou tanto trabalho assim, por que não me manda de volta pra Itália? Fica tranquilo, eu dou um jeito.

Aquelas palavras cortaram Gabriel como uma faca. Ele a olhou, incrédulo. — A porta está aberta. Quando você quiser voltar, pode ir.

Os olhos de Alissa se encheram de lágrimas. A angústia tomou conta dela. — Então você quer que eu vá embora? Eu pensei que você estivesse disposto a tentar. Mas, pelo visto, não,disse ela já chorando.

Ela virou-se, correndo em direção à escada, e Gabriel ficou parado, a sensação de arrependimento o esmagando. Ele não sabia mais o que fazer, mas não podia deixar aquilo assim. Sem pensar, correu atrás dela subindo as escadas com pressa.

Quando chegou ao quarto, ela estava parada perto da janela, com as lágrimas escorrendo pelo rosto. Gabriel não hesitou. Ele a segurou pela cintura, girando-a para si. — Alissa... não é isso. Eu não queria te magoar.

Ela o empurrou levemente, evitando olhá-lo nos olhos. — Então, por que falou isso? Você... não tem noção de como me fez sentir.

Ele a abraçou forte, quase desesperado. — Me perdoa, por favor. Eu estava assustado, com medo de te perder... Não sei o que eu faria sem você. Não precisa ir embora, Alissa, eu te... eu quero que você fique. Só não me deixa

Alissa o olhou, o coração apertado. Ela não conseguiu mais segurar as lágrimas. — Eu pensei que não fosse ser assim. Eu pensei que você... que a gente ia conseguir fazer isso juntos.

Gabriel, com o rosto suavizado pelo arrependimento, segurou o rosto dela com as mãos, os olhos fixos nos dela. — A gente vai conseguir, Alissa. Vai ser difícil, eu sei, mas eu quero tentar. Eu não quero te perder.

Ela deu um sorriso fraco, os lábios tremendo. — Então tenta, Gabriel. Tenta não me magoar mais.

Ele a beijou suavemente, com um carinho que falava mais do que palavras poderiam expressar. Ali, em meio ao silêncio e à tensão, algo mudou entre eles. Era o começo de algo que, apesar das dificuldades, poderia ser superado, desde que ambos estivessem dispostos a lutar por isso.

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