* 09:45 da manhã*
Kenji começou a trabalhar com entusiasmo na estátua do Fundador das empresas de chocolate. Ele estava determinado a criar algo incrível para homenagear o homem que havia revolucionado a indústria de confeitos. Sua equipe, Luke, Gina e Mouri, estava trabalhando ao seu lado, montando uma exposição que seria uma celebração da vida e do legado do Fundador. O ambiente estava cheio de atividade e criatividade, com o cheiro de chocolate no ar.
Luke estava fazendo uma réplica em chocolate da fábrica de chocolate do Fundador, enquanto Gina criava uma série de doces e bolos para expor. Mouri estava ajudando Kenji a montar a estátua, que seria o centro da exposição. Ele olhou em volta e se sentiu orgulhoso do que estava sendo criado. sabia que a exposição seria um sucesso e que o Fundador seria homenageado de maneira digna. Com um sorriso, ele voltou ao trabalho, pronto para criar algo especial.
— Esse fundador é o avô do Rin Nakamura?– perguntou Gina enquanto moldava a escultura.
— Ah sim! O senhor Hang Nakamura, um grande homem que criou fábricas incríveis de chocolate.
Luke começou a pintar a estátua com tinta comestível e logo disse:
— Eu acho ele parecido com você, Kenji.
— Luke, praticamente a maioria dos asiáticos tem o rosto igual ou formato dos olhos– diz Gina.
— Gina tem razão Luke – Kenji sorrir.
— Não... tô falando sério e se caso assim, descobrissem que o Kenji é herdeiro da Sakura Delicious e das outras empresas e fábricas imagina o quanto seria foda.
— Isso não tem um pingo de lógica, Luke – disse Mouri.
— É, é verdade, não faz sentido — concordou Kenji, rindo. — Além disso, eu não tenho nenhum parentesco com o senhor Hang Nakamura.
— Mas imagine se você tivesse... — disse Luke, com um sorriso malicioso. — Você seria o herdeiro de uma fortuna!
— Luke, você está sonhando acordado — disse Gina, balançando a cabeça. — Kenji é um confeiteiro talentoso, não um herdeiro de uma fortuna.
— É, é melhor assim — disse Mouri. — Se Kenji fosse um herdeiro, provavelmente seria muito mais estressante do que é agora.
— É verdade — concordou Kenji. — Eu estou feliz em fazer o que amo, sem ter que lidar com todas as responsabilidades que vêm com ser um herdeiro.
— Bem, então vamos continuar trabalhando na estátua — disse Luke, sorrindo. — Quem sabe a verdade aparece.
— há há há há há – Kenji gargalha.
— Quem sabe, talvez um dia Kenji seja ainda mais famoso que ele já é e seu nome seja sinônimo de chocolate de alta qualidade!
— Ah, Luke, você é um grande elogista! — riu Kenji, modestamente.
— É verdade, Kenji! Você é um gênio do chocolate! — concordou Gina.
— Sim, e sua fama já ultrapassou as fronteiras da cidade — acrescentou Mouri.
— Eu não teria conseguido sem vocês.
Kenji sorriu, sentindo-se grato pela admiração de seus amigos e colegas de trabalho. Ele sabia que sua paixão pelo chocolate e sua dedicação ao seu ofício eram os segredos do seu sucesso.
*RUA NEZU - 10:00*
Rin observou enquanto Saori se aproximava do carro, notando imediatamente que seu rosto estava machucado e arranhado. Ela entrou no carro e Rin a encarou, preocupado, procurando entender o que havia acontecido.
— O que houve? — perguntou Rin, sua voz carregada de preocupação.
Saori hesitou por um momento antes de responder, sua voz baixa e trêmula.
Rin escutou atentamente, seu rosto refletindo a preocupação e a curiosidade. Ele sabia que Saori não era do tipo de pessoa que se machucava facilmente, então algo grave devia ter acontecido.
— A sua esposa...aquela piranha quase desfigurou meu lindo rosto – contou Lia.
— A Lia fez isso? – Rin não podia acreditar que Lia, uma mulher tão doce havia feito aquilo com Saori.
— Tá duvidando? – disse Saori com muita raiva.
— Não, não estou duvidando... é só que... Lia sempre me pareceu tão... gentil — disse Rin, ainda tentando processar a informação.
— Gentil? — repetiu Saori, com uma risada amarga. — Você não sabe nada sobre ela, Rin. Ela é uma fachada, uma máscara que esconde a verdadeira Lia.
— O que você quer dizer? — perguntou Rin, sentindo-se cada vez mais confuso.
— Quero dizer que Lia não é quem você pensa que é. Ela é manipuladora, ciumenta e perigosa. E eu sou a prova disso — disse Saori, apontando para seu rosto machucado.
— Você deve ter provocado ela.
— eu fui no estabelecimento dela pedir uma encomenda de bolo, para eu poder celebrar a minha gravidez – ela fala com deboche.
Rin sentiu um arrepio ao ouvir as palavras de Saori, sua voz carregada de ironia e deboche. Ele sabia que havia algo mais por trás daquela frase, algo que Saori não estava dizendo.
— O que você quer dizer com isso? — perguntou Rin, sentindo-se cada vez mais desconfortável.
Saori sorriu, um sorriso amargo e sarcástico.
— Você sabe exatamente o que eu quero dizer, Rin. Você sabe que eu fui até o estabelecimento dela para pedir um bolo para celebrar a minha gravidez, e você sabe como ela reagiu. Ela não pode aceitar que eu esteja carregando o seu filho, não é?
Rin sentiu um arrepio ao lembrar do seu caso com Saori. Ele sabia que havia traído a confiança de Lia, sua esposa, e que agora estava enfrentando as consequências.
— Saori, eu... eu não sei o que dizer — gaguejou ele, sentindo-se culpado.
Saori olhou para ele com uma mistura de emoções, desde a raiva até a tristeza.
— Você não precisa dizer nada, Rin. Você já fez o suficiente. Você me usou para satisfazer seus desejos, e agora você está enfrentando as consequências.
— não coloca culpa em mim você também me usou, sempre me pedia dinheiro e agora vem com esse negócio de gravidez.
Saori sorriu, um sorriso amargo e sarcástico.
— Ah, é? Você acha que eu o usei? Você acha que eu sou uma mulher barata que se vende por dinheiro? — ela disse, sua voz tremendo de raiva.
Rin sentiu um arrepio ao ouvir as palavras de Saori. Ele sabia que havia ido longe demais.
— você se vendeu sim...sempre me pedia dinheiro....
Mas Saori não o deixou continuar.
— Você tem que assumir a responsabilidade pelo que fez, Rin. Você tem que assumir que é o pai do meu filho. E se você não fizer isso... — ela ameaçou, sua voz baixa e perigosa.
Rin sentiu um peso no estômago. Ele sabia que estava em uma situação difícil e que não havia como escapar das consequências de suas ações.
— A Lia já sabe de tudo, por isso ela bateu em mim por que ela não aceitou que eu vou te dar um herdeiro e o filhinho dela tá enterrado embaixo de sete palmos – ela diz com uma voz amarga.
Rin com muita raiva dá um tapa na cara de Saori:
— desgraçado eu tô grávida de um filho teu, como ousa me bater assim?
— não fala do meu filho...sua puta...não fale! – a voz dele era chorosa.
— Eu tô carregando um filho teu, eu sinto muito pelo bebê da Lia e o seu não resistir mas o meu filho que estar no meu ventre não tem culpa de nada – ela chora.
Rin coloca a mão no rosto frustrado.
\*Confeitaria Doces sonhos\*
Lia estava imersa na preparação de um bolo de casamento de quatro andares, uma obra de arte que exigia precisão e atenção aos detalhes. No entanto, sua mente não estava completamente focada no trabalho, sua equipe de confeiteiros trabalhava em silêncio ao seu redor, enquanto ela lutava para manter a concentração. Depois de um momento, ela decidiu sair da cozinha e dirigir-se ao banheiro, fechou a porta atrás de si e se encarou no espelho, seus olhos se encheram de lágrimas e ela sentiu uma onda de tristeza dentro de si.
"Kenji" o nome ecoou em sua mente como um relâmpago que não avisa a hora de chegar. Ela não havia pensado nele há semanas, mas agora, de repente, ele estava lá, ocupando seus pensamentos e fazendo com que seu coração doesse. Então respirou fundo e tentou se recompor, sabia que não podia deixar que o passado a afetasse agora. Ela tinha um negócio para gerenciar e uma vida para viver... Mas, ao mesmo tempo, não podia negar a dor que ainda sentia por Kenji, ela ainda o amava, Lia voltou de seus pensamentos e voltou para o trabalho, ficando totalmente no bolo de casamento de seus clientes.
— Lia? – Yane entrou no banheiro — você tá bem?
— Ahh sim eu estou, vamos terminar as encomendas e que temos um monte de coisa para fazer – Ela sorrir para Yane.
Lia e Yane tavam lado a lado na cozinha da confeitaria, rodeadas de farinha, açúcar e outros ingredientes. Elas estavam concentradas em terminar de criar um bolo de casamento de quatro andares, uma verdadeira obra de arte. Lia, com o cabelo preso num coque, tava decorando o bolo com flores de açúcar, trabalhando com uma precisão incrível para criar cada detalhe. Yane, por sua vez, tava montando as camadas do bolo com todo cuidado, garantindo que ficasse perfeito e estável.
Enquanto elas trabalhavam, o cheiro doce do bolo se espalhava pela cozinha, junto com a música que tocava baixinho. O sol entrava pela janela e iluminava as mãos das duas, enquanto elas criavam aquela lindeza que faria o casal se sentir ainda mais especial no dia do casamento. Depois de horas de trabalho, o bolo tava pronto, Lia e Yane se afastaram para admirar a criação. O bolo era uma obra de arte, com as camadas alinhadas e as flores de açúcar delicadas. Elas trocaram um sorriso, sabendo que tinham feito um trabalho incrível!
— Arrasamos!!! – as duas fazem um gesto "de toca aí "
— Eu não teria conseguido sem a sua ajuda Yane e sem a equipe de confeiteiros que sempre está aqui prontos para ajudar todos nós, vocês são maravilhosos, obrigada por tudo – Lia sorrir para equipe.
— De nada, Lia! — respondeu Yane, sorrindo. — Nós somos uma equipe, e juntas podemos criar coisas incríveis!
— É verdade! — concordou um dos confeiteiros. — Nós estamos aqui para ajudar, e é sempre um prazer trabalhar com você, Lia.
— Obrigada, vocês são os melhores! — disse Lia, sentindo-se grata pela equipe. — Agora, vamos embalar esse bolo e entregá-lo ao casal feliz!
— Vamos! — exclamou Yane, começando a embalar o bolo com cuidado.
— E não se esqueçam de tirar fotos para o Instagram! — lembrou Lia, sorrindo. — Quero que todo mundo veja essa obra de arte!
— Já está feito! — disse um dos confeiteiros, tirando fotos do bolo com seu telefone. — Vou postar agora mesmo!
Após um dia exaustivo no trabalho, Lia se despediu dos colegas com um sorriso cansado, agradecendo o apoio de todos. Pegou o carro e dirigiu para casa, sentindo o peso do dia nos ombros. O trânsito estava intenso, mas Lia, muito cansada para se estressar, apenas se perdeu em pensamentos, refletindo sobre o trabalho e as tarefas do dia seguinte.
Ao chegar em casa, estacionou o carro e saiu, sentindo o ar fresco da noite. Respirou fundo, esticando os músculos cansados, ela coloca a bolsa na mesa de centro e senta no sofá, ela olha a foto dela com Rin no dia do casamento, ela nota ele entrar na sala e se senta no outro sofá de frente pra ela.
— precisamos conversar, Rin– diz ela com determinação.
— pode falar – ele a encara.
— Eu quero o divórcio.
A surpresa foi tanta que Rin travou, o seu coração acelerou e ele sentiu um frio na barriga.
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Atualizado até capítulo 38
Comments
Syl Gonsalves
sou contra violência contra mulher, mas nesse caso, passo pano.
2025-02-19
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Syl Gonsalves
aparentemente não é muito barata não
2025-02-19
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Syl Gonsalves
🤣alguém está apavorada e é bom mesmo!
2025-02-19
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