Novos Desafios.

O primeiro dia de trabalho na galeria de arte foi um turbilhão de emoções para Isadora. Ao entrar no prédio, sentiu um misto de nervosismo e excitação. As paredes estavam adornadas com obras vibrantes, e o ambiente pulsava com criatividade. Era exatamente onde ela queria estar.

Beatriz a recebeu calorosamente na entrada.

— Bem-vinda à equipe, Isadora! Estou tão feliz que você esteja aqui — disse Beatriz com um sorriso genuíno. — Hoje vamos fazer uma introdução ao espaço e discutir as próximas exposições.

Isadora seguiu Beatriz, absorvendo cada detalhe do lugar. Elas passaram por salas de exposições, estúdios e até mesmo uma pequena loja de arte que vendia obras de artistas locais. A energia criativa era contagiante, e Isadora sentiu-se imediatamente em casa.

Durante a reunião inicial, Beatriz apresentou Isadora aos outros membros da equipe. Havia uma diversidade de talentos e personalidades, todos unidos pela paixão pela arte. Isadora estava animada para aprender com eles e contribuir com suas próprias ideias.

— Vamos começar com a nossa próxima exposição sobre artistas emergentes — anunciou Beatriz. — Isadora, como você está familiarizada com esse tema, gostaria que você liderasse a pesquisa sobre os artistas que poderíamos incluir.

A responsabilidade fez o coração de Isadora disparar. Era uma oportunidade incrível, mas também um desafio significativo.

— Claro! Estou animada para começar — respondeu ela, tentando esconder a ansiedade em sua voz.

Nos dias seguintes, Isadora mergulhou de cabeça na pesquisa. Ela explorou portfólios de artistas locais, visitou estúdios e até mesmo participou de eventos comunitários para conhecer novos talentos. Cada nova descoberta a inspirava ainda mais e a fazia sentir-se viva.

No entanto, enquanto se dedicava ao trabalho, o passado não estava completamente esquecido. Às vezes, em momentos de solidão ou cansaço, lembranças de Henrique surgiam como sombras indesejadas. O medo do controle e da possessividade ainda pairava em sua mente, mas ela estava determinada a não deixar isso a paralisar.

Certa noite, após um longo dia de trabalho, Isadora decidiu que precisava desabafar sobre seus sentimentos. Ligou para Clara e pediu para se encontrarem em um café local.

— Estou tão feliz por você ter conseguido o emprego! — disse Clara assim que se sentaram à mesa. — Mas parece que algo está te incomodando.

Isadora hesitou antes de responder. A pressão do trabalho e as emoções conflitantes estavam começando a pesar sobre ela.

— É... eu estou amando o trabalho, mas às vezes sinto que meu passado ainda me persegue. Henrique ainda está na minha mente — confessou Isadora, olhando para o café fumegante à sua frente.

Clara assentiu compreensivamente.

— É normal sentir isso após tudo o que você passou. Mas lembre-se: você está no controle agora. Você não está mais sob o domínio dele — disse Clara com firmeza.

Isadora respirou fundo e tentou se concentrar nas palavras da amiga. Ela sabia que precisava enfrentar esses sentimentos se quisesse seguir em frente.

— Eu quero me libertar disso. Quero viver plenamente sem medo — afirmou Isadora com determinação renovada.

Nos dias seguintes, enquanto continuava seu trabalho na galeria e explorava novas oportunidades criativas, Isadora começou a implementar pequenas práticas em sua rotina para ajudar a lidar com os sentimentos do passado. Começou a escrever em um diário todas as noites, registrando suas emoções e reflexões sobre o dia.

A escrita se tornou uma forma poderosa de liberação emocional para ela. A cada página preenchida, sentia-se mais leve e mais conectada consigo mesma. Era como se estivesse criando um espaço seguro onde podia explorar seus medos e esperanças sem julgamento.

Enquanto isso, sua pesquisa sobre artistas emergentes estava avançando bem. Ela fez contatos valiosos na comunidade artística local e começou a montar uma lista promissora de artistas para a nova exposição da galeria.

Certa noite, enquanto trabalhava até tarde na galeria para finalizar as propostas dos artistas, recebeu uma mensagem inesperada no celular: era uma notificação do Instagram mostrando que Henrique havia comentado em uma foto antiga dela.

O coração de Isadora disparou ao ver o nome dele aparecer na tela. O comentário era vago, mas tinha um tom possessivo: *“Você sempre foi melhor do que isso.”*

Aquelas palavras trouxeram à tona uma onda de emoções conflitantes: raiva, tristeza e frustração. Era como se ele estivesse tentando reescrever sua história novamente, tentando puxá-la de volta ao controle dele.

Isadora respirou fundo e decidiu não responder ao comentário imediatamente. Em vez disso, pegou seu diário e começou a escrever sobre como aquela mensagem a fez sentir-se vulnerável novamente. Ao colocar seus sentimentos no papel, percebeu que Henrique não tinha poder sobre ela; ele estava apenas tentando provocar reações nela.

Na manhã seguinte, decidiu que era hora de tomar uma atitude proativa em relação à situação. Com o apoio de Ana e Clara, decidiu entrar em contato com seu advogado novamente para discutir as implicações legais do comentário de Henrique nas redes sociais.

Ao chegar ao escritório do advogado, ela explicou a situação.

— Ele está tentando me intimidar novamente através das redes sociais — disse Isadora com firmeza. — Não quero ser afetada por isso; preciso saber quais são minhas opções legais.

O advogado ouviu atentamente e fez anotações antes de responder.

— Podemos considerar enviar uma notificação formal informando que qualquer tentativa de contato ou intimidação será levada a sério — sugeriu ele. — É importante documentar esses comportamentos para proteger seus direitos.

Isadora assentiu; essa era mais uma maneira de reafirmar seu controle sobre sua vida e suas escolhas.

Após a reunião com o advogado, saiu do escritório sentindo-se mais forte do que nunca. Cada passo dado em direção à proteção legal era um passo mais próximo da liberdade emocional que tanto desejava.

Nos dias seguintes, enquanto continuava seu trabalho na galeria e implementava as sugestões do advogado, Isadora começou a perceber mudanças dentro dela mesma. A confiança estava crescendo lentamente; ela estava aprendendo a se valorizar novamente e a acreditar em seu próprio potencial artístico.

E assim começou uma nova fase em sua vida: uma fase marcada pela coragem de enfrentar os desafios emocionais enquanto abraçava as oportunidades criativas que surgiam diante dela. Com cada novo dia vinha uma nova chance de se reinventar — livre das correntes do passado e pronta para explorar os horizontes desconhecidos à sua frente.

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