Com a ordem de proteção em mãos, Isadora sentia que um peso enorme havia sido tirado de seus ombros. A decisão do juiz não apenas a protegia de Henrique, mas também simbolizava um novo começo. Após a audiência, ela e Ana saíram do tribunal com uma sensação renovada de esperança.
Nos dias seguintes, Isadora se concentrou em sua nova vida. A primeira coisa que fez foi entrar em contato com a galeria de arte onde havia se candidatado. Para sua alegria, recebeu uma resposta positiva: eles queriam agendar uma entrevista!
— Isso é incrível! — exclamou Ana ao ouvir a notícia. — Você vai arrasar!
Isadora sorriu, mas a ansiedade começou a surgir novamente. A ideia de voltar ao mundo do trabalho e da arte era empolgante, mas também aterrorizante. Ela sabia que precisava se preparar bem para a entrevista.
Nos dias que se seguiram, Isadora dedicou-se a estudar sobre a galeria e os artistas que representavam. Passou horas revisando seu portfólio e ensaiando respostas para possíveis perguntas da entrevista. Ana estava ao seu lado, ajudando-a com dicas e encorajamento.
— Lembre-se de que você tem muito a oferecer. Você é talentosa e apaixonada pela arte — disse Ana enquanto revisavam o portfólio juntas.
Finalmente, chegou o dia da entrevista. Isadora acordou cedo, nervosa e animada ao mesmo tempo. Escolheu uma roupa que refletia seu estilo pessoal e se olhou no espelho, tentando encontrar confiança em seu reflexo.
— Você consegue! — disse Ana, segurando os ombros de Isadora e olhando nos olhos dela com determinação.
— Obrigada por tudo, Ana. Eu não teria conseguido sem você — respondeu Isadora, sentindo-se grata pela amizade inabalável.
Ao chegar à galeria, Isadora ficou impressionada com o espaço. As paredes estavam adornadas com obras de arte vibrantes e contemporâneas; era um lugar onde a criatividade pulsava no ar. Ela foi recebida por uma mulher simpática que a conduziu até a sala de entrevistas.
A entrevistadora era uma mulher elegante chamada Beatriz, que parecia apaixonada pelo trabalho que fazia na galeria.
— Olá, Isadora! É um prazer conhecê-la — disse Beatriz com um sorriso acolhedor. — Estou ansiosa para ouvir sobre sua experiência e suas ideias.
A entrevista começou e Isadora se sentiu cada vez mais à vontade à medida que conversavam sobre arte e suas visões criativas. Ela compartilhou suas experiências anteriores e expressou seu desejo de trabalhar com artistas emergentes para ajudá-los a encontrar seu espaço no mundo da arte.
Beatriz parecia interessada e fez perguntas instigantes sobre as ideias de Isadora para exposições futuras.
— O que você acha que poderia trazer de novo para nossa galeria? — perguntou Beatriz, inclinando-se para frente com curiosidade.
Isadora sorriu, sentindo sua paixão pela arte transbordar.
— Eu acredito que podemos criar espaços inclusivos para artistas de diversas origens e estilos. A arte deve refletir a diversidade da sociedade em que vivemos — respondeu ela com convicção.
A conversa fluiu naturalmente, e Isadora percebeu que estava realmente se divertindo. Era como se estivesse fazendo o que sempre sonhara: trabalhar em um ambiente criativo onde pudesse expressar sua verdadeira essência.
Após cerca de uma hora de conversa animada, Beatriz sorriu e disse:
— Foi um prazer conhecê-la, Isadora. Você tem ideias muito interessantes! Vamos entrar em contato em breve sobre o resultado da entrevista.
Isadora saiu da galeria sentindo-se leve e realizada. Independentemente do resultado, ela havia dado um passo importante em direção ao futuro que desejava construir para si mesma.
Nos dias seguintes, enquanto aguardava notícias da galeria, Isadora começou a explorar outras atividades criativas. Inscreveu-se em aulas de pintura e participou de workshops locais sobre arte contemporânea. Cada nova experiência a ajudava a redescobrir sua paixão pela arte e pela expressão pessoal.
Mas mesmo com todas essas novas oportunidades, as sombras do passado ainda estavam presentes em sua mente. Às vezes, quando estava sozinha à noite, lembranças de Henrique apareciam como fantasmas indesejados. O medo de ser controlada novamente ainda estava lá, mas ela estava aprendendo a lidar com isso.
Certa noite, enquanto estava em uma aula de pintura, conheceu uma mulher chamada Sofia, que estava passando por uma situação semelhante à dela. Elas começaram a conversar durante o intervalo e descobriram uma conexão imediata.
— É tão bom encontrar alguém que entende o que estou passando — disse Sofia com um sorriso triste nos lábios. — Às vezes sinto que estou lutando sozinha.
Isadora sorriu compreensivamente.
— Eu também me senti assim por muito tempo. Mas agora estou tentando me reconectar comigo mesma através da arte — respondeu Isadora.
As duas mulheres trocaram histórias sobre suas experiências e descobriram que poderiam se apoiar mutuamente em suas jornadas pessoais. A amizade floresceu rapidamente entre elas; era como se tivessem encontrado irmãs na luta pela liberdade emocional.
Enquanto isso, as notícias sobre a galeria finalmente chegaram. Isadora recebeu um telefonema inesperado enquanto estava em casa com Ana.
— Isadora? Aqui é Beatriz da galeria! Estou ligando para lhe dar boas notícias! Gostaríamos de oferecer-lhe o cargo de assistente curatorial! — anunciou Beatriz com entusiasmo.
O coração de Isadora disparou ao ouvir aquelas palavras; era um sonho realizado!
— Oh meu Deus! Obrigada! Estou tão animada! — exclamou Isadora, mal conseguindo conter as lágrimas de alegria.
Após desligar o telefone, ela pulou nos braços de Ana, ambas rindo e chorando ao mesmo tempo.
— Você conseguiu! Você conseguiu! — gritou Ana enquanto as duas dançavam pelo apartamento em celebração à conquista.
Isadora sentiu uma onda de felicidade invadir seu coração; finalmente estava tomando as rédeas da própria vida e construindo algo significativo para si mesma. Era apenas o começo de uma nova jornada repleta de possibilidades infinitas.
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Atualizado até capítulo 27
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