O Eco das Palavras.

A manhã seguinte à entrega da carta para Henrique foi marcada por uma mistura de ansiedade e expectativa. Isadora acordou com o coração acelerado, imaginando como ele reagiria ao conteúdo de suas palavras. A coragem que sentira ao escrevê-la agora parecia um pouco mais frágil, como um cristal prestes a se quebrar.

Ana percebeu a inquietação da amiga enquanto preparavam o café da manhã.

— Você está bem? — perguntou Ana, colocando uma xícara de chá na frente de Isadora.

Isadora suspirou, olhando para a bebida quente.

— Não sei... Estou nervosa. E se ele não entender? E se isso piorar tudo? — disse Isadora, sua voz trêmula.

Ana sentou-se ao lado dela e segurou sua mão.

— O que você fez foi corajoso. Você expressou seus sentimentos e se posicionou. Não podemos controlar como Henrique reagirá, mas você fez o que era certo para você — afirmou Ana, sua voz cheia de apoio.

Isadora assentiu, mas a incerteza ainda a consumia. Após o café da manhã, decidiram sair para uma caminhada no parque próximo à casa de Ana. O ar fresco e o sol brilhante ajudaram a aliviar um pouco da tensão que Isadora sentia, mas sua mente estava longe, pensando em Henrique e em como ele poderia responder.

Enquanto caminhavam, Clara ligou para Ana. Isadora ficou atenta à conversa e logo ouviu o tom preocupado da amiga.

— Oi, Clara! Sim, estamos aqui no parque... O que aconteceu? — perguntou Ana.

Isadora prendeu a respiração ao ouvir Clara falar sobre Henrique.

— Ele está agindo de forma estranha. Perguntou sobre você novamente e disse que está disposto a fazer qualquer coisa para te encontrar — disse Clara, sua voz tensa.

O coração de Isadora disparou. A ideia de Henrique determinado a encontrá-la era aterrorizante.

— Ele mencionou algo mais? — perguntou Ana, tentando manter a calma.

— Não muito... Mas parece que ele está falando com pessoas próximas a vocês. Eu não sei o que ele pode fazer — respondeu Clara.

Isadora sentiu uma onda de pânico percorrer seu corpo. O que Henrique poderia estar planejando? Ela sabia que precisava agir rapidamente para garantir sua segurança.

— Precisamos ser mais cautelosas — disse Isadora assim que Ana desligou o telefone. — Ele não vai parar até me encontrar.

Ana assentiu, sua expressão séria.

— Vamos pensar em um plano. Se ele realmente está perguntando por você, precisamos garantir que você esteja segura — sugeriu Ana.

As duas decidiram que era hora de intensificar as medidas de segurança. Elas começaram a discutir maneiras de se protegerem, incluindo desativar as redes sociais temporariamente e evitar sair sozinhas. Isadora também considerou entrar em contato com o advogado novamente para discutir as opções legais disponíveis caso Henrique tentasse intimidá-la ou invadir seu espaço pessoal.

Após algumas horas planejando estratégias, Isadora decidiu que era hora de voltar à rotina normal e buscar um emprego. A ideia de voltar ao trabalho parecia reconfortante; era uma maneira de recuperar um pouco do controle sobre sua vida.

Naquela tarde, enquanto navegava por sites de emprego com Ana ao seu lado, Isadora viu uma vaga em uma galeria de arte local. Era exatamente o tipo de trabalho que sempre sonhara: assistente curatorial em uma galeria que promovia artistas emergentes. Seu coração disparou ao imaginar-se trabalhando ali.

— Eu preciso me candidatar! — exclamou Isadora, animada.

Ana sorriu amplamente.

— Isso é incrível! Vamos fazer isso agora mesmo! — disse ela, ajudando Isadora a preparar seu currículo e carta de apresentação personalizada para a vaga.

Enquanto trabalhavam juntas, Isadora começou a sentir uma onda de esperança crescer dentro dela. Mesmo com os desafios à frente, havia algo positivo surgindo em meio à tempestade emocional que estava enfrentando.

Após enviar a candidatura, Isadora sentiu-se aliviada e empoderada. Era um passo importante em direção à independência financeira e emocional que tanto desejava. Mas ainda havia um peso na mente dela: Henrique poderia descobrir onde estava e tentar interferir em seus planos.

Naquela noite, enquanto se preparava para dormir, Isadora olhou pela janela e viu as estrelas brilhando no céu noturno. Elas pareciam tão distantes e inalcançáveis, assim como a sensação de liberdade que ela tanto almejava. Mas ela sabia que estava lutando por isso e não iria desistir tão facilmente.

No entanto, enquanto tentava relaxar e fechar os olhos para dormir, ouviu um barulho vindo da porta da frente da casa de Ana. O som fez seu coração disparar novamente; algo não estava certo.

Ana também ouviu o barulho e se levantou rapidamente.

— O que foi isso? — perguntou ela com uma expressão preocupada.

Isadora sentiu um frio na barriga ao perceber que talvez Henrique estivesse mais perto do que pensava. As duas se dirigiram cautelosamente até a porta da frente e olharam pela janela. O medo tomou conta delas quando perceberam uma figura familiar parada do lado de fora: era Henrique.

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