O Silêncio Forçado.

O Silêncio Forçado.

O Casamento Arranjado.

A luz suave do amanhecer filtrava-se pelas cortinas de seda do quarto de Isadora, criando um jogo de sombras e luzes que dançava nas paredes. Ela estava sentada à beira da cama, os dedos nervosos brincando com a renda do vestido de noiva. O coração pulsava acelerado em seu peito, mas não era apenas a ansiedade do grande dia que a atormentava; era o peso da decisão que seus pais haviam tomado por ela.

Isadora sempre sonhou com um amor verdadeiro, aquele que faz o coração acelerar e a alma vibrar. Mas, em vez disso, encontrava-se prestes a se casar com Henrique de Alencar, um homem rico e influente, escolhido por seus pais para garantir um futuro confortável. Ele era tudo o que seus pais desejavam: bem-sucedido, respeitado e, acima de tudo, capaz de proporcionar uma vida de luxo. Mas Isadora sentia-se como uma peça de xadrez em um jogo que não escolhera.

— Isadora! — chamou sua mãe, Helena, do corredor. — É hora! Você não pode se atrasar!

A jovem respirou fundo e levantou-se, olhando-se no espelho. O reflexo mostrava uma noiva deslumbrante, mas os olhos castanhos denunciavam a tristeza que escondia. Com um último olhar para o quarto que sempre foi seu refúgio, seguiu em direção ao altar.

A cerimônia foi repleta de sorrisos forçados e olhares cúmplices entre os convidados. Isadora trocou votos com Henrique sob a pressão da expectativa de todos ao redor. Ele parecia encantador, mas havia algo em seu olhar que a deixava inquieta. Era como se ele estivesse sempre avaliando cada movimento dela.

Após a cerimônia, durante a recepção luxuosa, Isadora tentou encontrar conforto nas conversas superficiais com os convidados. Mas logo percebeu que Henrique tinha outros planos. Ele a puxou para dançar e, enquanto giravam no salão iluminado por lustres de cristal, Isadora sentiu uma mão firme segurando-a com força demais.

— Você está linda — disse ele, mas sua voz tinha um tom possessivo que a fez estremecer.

Os dias seguintes foram uma sequência de obrigações sociais e jantares formais. Isadora se sentia cada vez mais presa em uma vida que não escolheu. Henrique exigia sua presença em eventos que ela detestava e fazia questão de controlar cada aspecto da vida dela. As pequenas coisas que antes eram alegres começaram a se tornar fardos pesados.

— Você precisa ser mais elegante — ele disse certa noite, após um jantar onde ela usou um vestido que ele não aprovou. — As pessoas estão falando sobre você.

Isadora engoliu as palavras que queria gritar. A pressão aumentava a cada dia e ela se via lutando contra um mar de expectativas irreais. O amor prometido transformou-se em uma prisão dourada.

Naquela noite, enquanto se preparava para dormir, Isadora olhou pela janela do quarto decorado com opulência excessiva. A lua cheia iluminava o céu, mas não conseguia dissipar a escuridão que se instalara em seu coração. O futuro parecia sombrio e sem esperança.

— O que eu fiz para merecer isso? — sussurrou para si mesma, sem esperar resposta.

Era apenas o começo de sua nova vida como esposa de Henrique de Alencar, mas a sensação de desespero começava a tomar conta dela. Mal sabia Isadora que essa história estava apenas começando e que as reviravoltas estavam por vir.

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