No quarto ajeito a bolsa tira colo, coloco apenas o necessário, pelo celular vou até o aplicativo e peço um táxi para que eu possa chegar mais rápido. Olho para Nina e ela parece um pouco cansada.
-Está tudo bem? -Pergunto próxima da sua cama.
-Estou um pouco cansada, você pode pegar o meu remédio de pressão, por favor.
Confirmo com a cabeça que sim, na medida que abro a gaveta para pegar a cartela de comprimidos e um copo de água que fica na jarra ao lado da cama.
-Obrigada querida!
-Quer que eu chame um médico ou o Sr.Osgur?
-Não é necessário, os medicamentos resolvem por si só.
-Melhoras, agora preciso ir.
Dou-lhe um beijo no rosto e saio, pois o carro já está na estrada principal aguardando. No carro a caminho da minha casa, as imagens do Sr. Osgur e da moça ruiva vinha constantemente na minha mente.
Ela não era bonita, e sim linda, era facilmente, a mulher mais linda que eu já tinha visto. Os cabelos eram ruivos num tom cobre, eles iam até abaixo dos ombros e eram ondulados. As mechas caíam perfeitamente sobre os seus ombros estreitos, com partes douradas em meio aos ruivos, contrastando como fios de ouro. Os olhos eram enormes, castanhos amendoados, e os lábios tinham um tom rosado mesmo sem um único traço de batom.
Era delicada, embora não fosse uma mulher baixinha. Devia ter quase um metro e setenta de altura, e tinha um corpo esguio, mas com curvas. Se eu fosse um homem obrigado a selecionar uma esposa pela aparência, sem dúvidas ela seria a candidata perfeita.
Aquilo era uma loucura. Uma loucura burra, imprudente e do pior tipo. Ainda não consigo acreditar que passei o caminho todo até em casa pensando em como vê-lo com ela daquela maneira podia ter-me deixado tão incomodada.
Eu não podia de forma alguma sentir algo, eu era apenas uma babá, e ele aí contrário tinha tudo, tudo que eu conquistaria com anos e anos de trabalho e ainda sim, não chegaria nem na metade.
Não poderia dizer que era fácil ficar indiferente à sua presença. O homem era uma estátua de mármore cheia de músculos.
Todo loiro, todo dourado, com os olhos azuis muito sérios, na festa ele estava usando um blazer e uma blusa branca social, que marcava perfeitamente o seu corpo.
"Chega, não posso ficar pensando no meu chefe dessa maneira".
Ao chegar na casa da minha mãe, girei a chave na porta, ao entrar minha mãe estava dormindo no sofá com uma bacia de pipoca ao lado e a TV estava ligada. Me aproximei, cobri-a com o cobertor e dei-lhe um beijo na testa.
Eu poderia acorda-la para que assim pudesse ir para o quarto, mas ela parecia tão cansada que deixei que dormisse lá mesmo. Fui para o quarto, joguei a minha bolsa sobre a cama e lancei o corpo no colchão, sentindo-o quicar, bufando. Pisquei algumas vezes, olhando para o teto, tentando colocar minha cabeça no lugar.
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Atualizado até capítulo 117
Comments
Fatima Gonçalves
E BRABO MESMOS
2024-12-26
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