Diandra
-Minha filha, parabéns! -Mamãe se postou em minha frente de braços abertos com um amplo sorriso. Na mesa tinha pequeno bolo de chocolate e com uma vela em cima.
Sorri de modo tão forçado que senti minhas bochechas tremerem. Meus lábios estavam fazendo um esforço sobrenatural para se curvarem. Agradeci e a abracei com pouca vontade, todos da vila estavam ali cantando parabéns para mim.
-Aconteceu alguma coisa? -Susurra ao pé do meu ouvido enquanto corta o bolo e serve os convidados.
-Não mamãe, não aconteceu nada.
Continuei ali por um tempo comendo e bebendo com meus vizinhos. Mas a verdade é que estava triste por dentro, faltava apenas um semestre para me formar e as mensalidades estavam começando a atrasar.
O Diretor havia me chamado para conversar dizendo que se não pagasse os meses atrasados não poderia mais continuar indo para a faculdade, aquilo havia acabado com o meu dia, eu precisava arrumar um emprego logo.
Estava séria e pensativa quando Mark se aproximou de mim, ele era alto, olhos castanhos e negro, era a coisa mais linda que alguém poderia presenciar. Dois anos atrás havíamos entrado num relacionamento sério, não durou muito já que o imbecil cometeu a infame de me trair, hoje vive correndo atrás.
-Você está mais linda do que nunca -Diz com um enorme sorriso.
Isso era verdade quando havíamos namorado eu era cheia de espinhas, vivia com os cabelos presos e não fazia ideia da beleza que eu tinha, mas quando descobri sua traição, decidi que seria a mulher que qualquer homem desejaria, incluindo ele.
-Precisamos tirar algumas fotos, afinal não é todos os dias que se faz vinte e quatro anos - a minha mãe falou e pegou o celular que estava em cima da mesa.
- Claro! -Outra vez me forcei a sorrir.
Dona Lola minha mãe tirou uma dúzia de fotos minhas e mais uma dúzia com os convidados, obviamente o idiota do Mark insistiu para sair nas fotos.
-Por favor dona Lola me mande essa foto, quero guardar com muito cuidado -Ele fala olhando para mim com segundas intenções.
Reviro os olhos, estava claro que entre nós nunca mais haveria nada.
Meu celular começou a vibrar no bolso da calça jeans. Tirei o aparelho do bolso e olhei no visor. Era a Sra. Nina que morava na casa ao lado, mas que raramente vinha para casa, ela era um senhora de 68 anos viúva que não tinha filhos, por esse motivo sempre estava pronta para ajudá-la.
Atendi o celular com urgência.
-Oi minha querida, feliz aniversário! -Fala animada com uma voz doce.
-Obrigada Nina.
-Como está a festa? Desculpas por não conseguir ir -Diz com a voz um tanto triste.
-Está bem agitada -Respondo olhando para a bagunça que estava -Não se preocupa eu entendo.
-Querida meu chefe está procurando uma babá e falei de você para ele, sei que você precisa pagar a faculdade.
-Nina não sei nem o que dizer, muito obrigada -Falo animada.
-Esteja aqui amanhã às oito e não se atrasa o Sr. Osgur detesta atrasos. Ele é um homem rígido e frio, mas dê o seu melhor, falei muito bem de você.
Agradeci e desliguei. Nina era uma mulher incrível e me considerava como uma neta. Guardei o celular no bolso de trás da calça e caminhei até a minha mãe, sussurrei no seu ouvido que estava cansada e precisava acordar cedo no dia seguinte, pois tinha uma entrevista de emprego, ela saltita de alegria dou-lhe um beijo e me despeço das pessoas que estavam ali.
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Atualizado até capítulo 117
Comments
Fatima Gonçalves
É ISSO AÍ ELES SO DÃO VALOR DEPOIS QUE PERDEM
2024-12-26
0
Anonymous
é bem assim mesmo
2025-01-01
0