Retorno para o meu quarto, abro a porta com cuidado para não acordar Nina, mas ela não estava dormindo.
-Te acordei? -Pergunto preocupada.
-Claro que não, estava olhando a foto do meu marido -Seus olhos pareciam ter chorado -Hoje ele completaria oitenta anos.
-Eu sinto muito, faz muito tempo que ele morreu? Pergunto-me sentando na cama que era do lado oposto da sua.
-Faz dois anos, teve um infarto. Sinto tanta falta dele, ele foi meu primeiro e único amor -Sorri colocando o retrato no criado mudo que ficava ao lado da cama.
-Nina, posso te fazer uma pergunta? -Digo enquanto visto pijama.
-Claro, fala aproveita que estou sem sono.
Sorri.
-O que houve com a mãe da Felicia?
Ela perece um pouco incomodada com a pergunta, mas não se incomoda de responder.
-A mãe dela Sra. Salomé foi embora quando Felicia tinha um ano de idade, todos da familia falam que ele foi estudar, mas está claro que foi embora e nunca mais voltou. -Pausa, ela parece puxar algumas lembranças na memória -Eu presenciei o seu sofrimento, é um milagre ele está bem agora.
-Por isso ele é tão indiferente -Afirmo.
-Ele é assim com todas as mulheres, não se abre para nenhuma, então não se importe se ele for frio.
-Bom, vamos dormir. Está tarde e amanhã será outro dia -Ela sorri e volta se deitar, olho para o teto e me lembro do rapaz que me deu os sapatos, onde ele poderia está? Qual o seu nome? Ele não saia dos meus pensamentos.
O ar da manhã é fresco e perfumado pelas flores do jardim que avisto pela pequena janela do meu quarto. Hoje é o aniversário da Felicia, Dona Nina estava na cozinha quando entrei após ter me arrumado e colocado o meu uniforme.
-Bom dia -Falo para os empregados que estão preparando o café da manhã para ser servido.
-Bom dia!-Todos responde.
-Dona Nina irei acordar Felicia.
Todos os empregados estavam a todo vapor, a mansão estava mais viva do que nunca. Balões coloridos adornam os corredores, no corredor do andar de cima dos quartos, sigo em direção ao quarto da Felicia, abro a porta e a vejo ainda deitada.
Abro as janelas, o sol ilumina o quarto, Felicia abre os olhos e boceja, mas dá um enorme sorriso.
-Hoje é um grande dia, você sabe por que? -Digo tirando o seu endrdom para dobra-lo e guarda-lo.
-Hoje é o meu aniversário, estou tão feliz.
Ela corre para a penteadeira, vaidosa pede para que penteio os seus cabelos. Felicia apesar de pequena sabe fazer a maioria das coisas sozinha, embora fico sempre ao seu lado.
Arrumada descemos para tomar café da manhã, a coloco na mesa em seu lugar e vou até a cozinha buscar o seu café da manhã. Ao entrar na cozinha encontro o Sr. Osgur, auxiliando a cozinheira, uma mulher robusta e sorridente chamada Elara.
Ele parece mais relaxado do que havia visto desde a entrevista, um leve sorriso brincando nos seus lábios enquanto ele interage com Nina, que está animada com a festa e principalmente por vê-lo feliz. A atmosfera é festiva, quase infantil na sua alegria. No entanto, a lembrança da "questão familiar" de Osgur paira como uma nuvem escura no horizonte. Ele me observa de vez em quando, um brilho misterioso nos seus olhos que você não consigo decifrar.
Pego a bandeira que está na bancada de mármore da cozinha e me retiro. Osgur era um homem bom, mas sua indiferença deixava claro que não queria contato principalmente comigo.
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Atualizado até capítulo 117
Comments
Thaliaa Vieira
Sabe..... Eu shiparia eles de boa, Arturo e dria
2024-12-10
1
Alessandra Almeida
Formariam um belo casal...mas ela já tem um destino certo e pelo que li nos comentários, o Osgur vai fazê-la sofrer🥺🥺
2025-01-08
1
Anonymous
Eu tbm adoraria vê-los juntos
2025-01-01
0