Vendida - Meu Dono
Eu sempre cresci em uma família muito rígida, por isso que nunca pude ter contato com outros meninos e muito menos estudar em uma escola, já que como minha mãe sempre dizia podia ter o risco enorme de ser rodeada por mal feitores, que só tem desejo pelo meu corpo, mesmo só tendo 16 anos ainda.
Minha escola foi meu quarto, professores renomados sendo contratados a dedo para me ensinar. Longe do mundo e presa dentro do muro da mansão de nossa família.
E agora após mais um dia cansativo estou sentada à mesa, comendo de um delicioso filé em um prato rústico e de porcelana pintada à mão por um pintor famoso de mais ou menos 70 anos atrás. Conseguiram essa relíquia após irem em um leilão e claro, esbanjar o dinheiro e comprar tudo que viam pela frente.
— Sienna, querida. — mamãe fala com uma solenidade que aquece meu coração como todos os dias. É somente por ela que ainda não fugi e a deixei pra trás. — Como foi sua aula hoje?
— Foi Legal... mãe... — engulo em seco quando meus olhos vão até meu pai que não está com uma cara nada boa em minha direção, o que faz eu abaixar a cabeça e continuar a cortar a minha carne no prato.
— Seu professor falou comigo. Disse que mesmo te ensinando você continua errando na mesma coisa após tantas aulas. Qual o problema, Sienna?
— Querido... — ela segura o braço dele, mas ele a empurra para longe enquanto seus braços batem com força na mesa.
— Qual a porra do seu problema, Sienna?! — sua voz ecoa pela sala de jantar e os empregados param tudo que estão fazendo assustados. — Te dei professores incríveis, te dei presentes maravilhosos. Você tem tudo sua maldita ingrata, mas não consegue acertar a droga de um vocabulário de uma língua estrangeira.
— Eu nunca pedi por nada disso... — me encolho enquanto falo baixinho.
— O que você disse?! — ele levanta.
— Nunca pedi nada disso pai! — seu olhar escurece e ele anda em minha direção.
— Amor! — ela tenta segura-lo, mas recebe um tapa forte na cara, que faz ela cair desnorteada no chão.
— Mãe!
— Estou bem. Não responda mais seu pai, ele só quer seu bem! — Ele quer me matar mãe, como não consegue perceber... Como pode ser tão cega.
— Mas estou dizendo a verdade! Cresci ouvindo você passar todos os dias da minha vida na minha cara, como se eu fosse um estorvo, uma desgraça nascida na família Bianchi! Eu também não pedi pra nascer.
O que eu recebo em seguida é tão rápido que meus olhos mal conseguem ver. Primeiro um soco no estômago, outro no rosto que faz meus lábios se cortarem e depois meus cabelos sendo puxados com força para trás. Eu grito, minha voz embolando em um choro mudo preso em minha garganta enquanto as lágrimas descem por minhas bochechas.
— É mesmo, eu só casei com sua mãe porque ela me garantiu que teria um filho homem! Mas ela teve você, que veio com defeito e destruiu a porra do útero dela, deixando ela infértil e incapaz de me dar o meu herdeiro.
— Talvez o defeito tenha sido em você, seu escroto! — cuspo na sua cara.
— Sua vagabunda, agora você vai aprender! — ele sai me puxando pelos cabelos ata o quarto de punição, onde me joga com tudo no chão e pega o seu chicote com pontas cortantes. — Tire a roupa e fique de costas.
— P-pai... Eu ainda estou me recuperando da passada...
— Tira a porra da roupa! Não ligo se está se recuperando. Não ligo pra você, não ligo para o que você pensa. Meu único orgulho em você é ver que tenta esconder essas cicatrizes horríveis em suas costas com uma roupa medíocre
Tiro meu vestido e fico de costas para ele, ficando apenas de calcinha enquanto recebo seus olhares maldosos em minha direção. Papai nunca me tocou de outra forma que não fosse pra machucar, mas eu escutava seus suspiros, os barulhos molhados enquanto sua mão subia e descia por sua intimidade dura enquanto o chicote se enfiava em minha carne e arrancava sangue de suas feridas.
Eu não tenho medo dos meninos fora dos muros da minha casa, tenho medo do homem que mora aqui. Tenho medo de um dia ele não mais me ver como um brinquedo para descontar suas frustrações e invadir meu quarto no meio da noite em busca do meu corpo. Tenho medo de ser ainda pior que os chicotes me ferindo. Tenho medo, pois sei que não importa o quanto eu vá gritar ninguém em juízo perfeito enfrentaria ele. Eles ouviriam meus gritos e seus sussuros seriam tudo que eu escutaria, suas tentativas de ajudar seria com uma pomada para curar minha feridas internas, pois sei que nunca me relacionei com nenhum homem, mas sei o que acontece, e sei que vai doer, sei que ele não vai me perdoar e não tentará ser nem minimamente gentil comigo.
Meu pai é um monstro, e um monstro com poder é um inferno sobre a terra. As leis ficam cegas e o apoiam, as redes sociais espalham que é mentira. Eles nunca ouvirão meus gritos, meus pedidos de socorro.
— Você sabe como funciona, você conta e eu bato, e se errar voltamos pro início. É assim que você gosta não é sua vadia... — ele sussurra, e eu escuto seu cinto abrir, um objeto que ele definitivamente não usa pra me açoitar.
Ele vai fazer aquilo novamente...
O tempo naquela sala parece infinito, a dor não parece passar, a humilhação não parece passar e o desejo de morrer se afunda em meu peito cada vez mais. Seguro meus gritos, mas os soluços escapam, chacoalhando meu corpo em um tremedeira interminável. Seus gemidos aumentam e eu empurro minha cara no chão de madeira, me torturando mentalmente com perguntas sem significado definitivamente.
— Sessenta...
E então ele para, os pingos de sangue no chão fazem poças.
O barulho do seu cinto é escutado novamente, ele arremessa o chicote em algum lugar do quarto e a porta se abre. Ele sai tranquilamente.
— Vá se limpar, você está imunda...
Volto para o quarto com o estômago embrulhado, a vontade imensa de vomitar por sentir nojo do que aquele homem faz. Nojo por saber que tenho seu sangue correndo em minhas veias e que nada mais posso fazer do que aceitar e conviver com minha desgraça.
— Senhorita, Sienna... — a empregada da casa traz uma maleta branca, que eu conheço bem o que é. A que ajuda com meus ferimentos, mas não com minhas dores.
— Saia daqui, não preciso disso! Não preciso da sua ajuda!
— Sinto muito, sei que não sou muito diferente que o seu pai, mas nunca desejaria o seu mal. Não me perdoaria de te ver machucada assim e não fazer nada.
— Você já não faz nada! Você sabe o que ele faz comigo, todos da casa sabem e mesmo assim colocam uma venda sobre os olhos e decidem não ver o que acontece.
— Sienna — ela senta na cama, bem ao meu lado, segurando minha mão com cuidado enquanto me olha com dor. — Eu te vi crescer menina, sei o que você passou, e eu cansei de te ver sofrer. Por isso estou decidida! Hoje você vai fugir.
— O que??? Não, isso não está certo. Minha mãe...
— Sua mãe não se importa com você, querida. É uma alucinada que faz de tudo para te ver sofrer mais e mais. Eu já vi, todos nós já vimos ela olhando as gravações daquela sala maldita com um sorriso sádico. Ela sempre fez esse teatro pois sabia que você ficaria aqui, fez porque sabia que você não a deixaria para trás passando por todas essas situações desagradáveis que seu pai te submete. Na verdade ele está esperando você completar seus 17 anos pra te levar pra um prostíbulo, onde te colocará em um quarto com mais de 20 homens e você sendo a única mulher, em seguida vai fazer o que ele sempre quis.
— Não... Não pode ser...
— Escute, Sienna. Se você não fugir hoje, na próxima semana quando completar os 17 anos nada e nem ninguém mais te salvará. Você pode até sair dessa casa, mas vai sair morta, seu corpo e alma destruidos lentamente como ácido sobre ferro. Quero te ajudar, mas só você pode escolher, então escolha! Você quer viver ou morrer nessa casa?
— Quero viver, mas como vamos sair?
— Se ajeite, pegue suas roupas, coloque tudo em uma bolsa e meia noite estarei aqui novamente, te esperando no quintal.
— Tudo bem — mexo a cabeça rapidamente enquanto ela começa a cuidar das minhas costas, enfaixando todo meu torso ferido e em seguida deixando uma bandeja com comida sobre a cama junto a um analgésico.
Confesso que o remédio e comida realmente me deu sono, então não demorou muito para que eu dormisse por tempo o suficiente antes da minha fuga. Acordei com ela me acordando, a empregada Jesh estava disfarçada e me puxava da cama delicadamente, enfiando mais um comprimido em minha boca e me entregando um frasco com mais analgésicos caso eu precisasse, e eu definitivamente iria precisar.
Coloquei um casaco e saí às pressas pelos corredores da minha casa. A casa está silenciosa e nós nos apressamos por todo percurso até o quintal, onde um segurança está nos esperando.
— Espero que você fique bem depois daqui, senhorita... — ele diz baixo enquanto abre o portão para minha passagem.
— Obrigada, nunca esquecerei disso. — a empregada me segue pelas ruas desertas, indo até o ponto de ônibus mais próximo para pegar a linha de trem e em seguida chegar ao aeroporto.
— Você acha que consegue fazer sozinha agora? O ônibus não tem erro, depois você vai até o terminal de trem e pega o 024 Lomburgo.
— Ok, eu vou saber, já entendi.... — me encolho no casaco, meus dentes batendo de frio, minhas feridas parecem congelar.
— Ótimo, boa sorte querida — ela beija minha testa. — Espero que seja muito feliz.
O ônibus chega e eu entro, vendo que não está tão lotado quanto imaginava, já que o horário é bem suspeito, provavelmente muitos que estão aqui estão voltando ou indo pro trabalho.
O percurso é demorado, o terminal nunca parece chegar e pra piorar o ônibus de repente para do nada. Um silêncio, todos parecem acordar nesse momento, é aí que a porta do ônibus é aberta com brutalidade.
— Ótima madrugada — um homem entra, em sua mão está uma arma todos começam a se alarmar e eu me desespero mentalmente começando a achar que são pessoas do meu pai. — Não há melhor forma de começar o dia que não esse, mas não se preocupem, eu e meus colegas não vamos machucar ninguém, mas isso só vai acontecer se calarem a boca e obedecerem.
Ele anda lentamente pelo corredor, metade do seu rosto coberto e seu corpo todo vestido de preto. Olhando pra cara de todos, mas somente quando chega em mim ele para e me olha.
Engulo em seco, minhas mãos tremendo.
— Você veio a mando do meu pai? — pergunto baixinho e ele ri.
— Seu pai, princesa? Não faço a mínima ideia do que está falando, mas sei que uma garotinha como você não deveria estar andando de madrugada em um ônibus.
— Não achei nada interessante nesse ônibus — outro homem se aproxima.
— É, mas eu achei uma bem interessante, ela vai dar conta do trabalho, é uma garota nova e aparentemente forte e fofa.
— Por favor, eu não tenho nada aqui pra vocês roubarem, não tenho celular, somente a passagem do terminal e roupas e...
Ele coloca a mão na minha boca. — shiii, você faz barulho demais.
— O que vai fazer comigo? — já começo a me desesperar e chorar.
— Primeiro você vai dormir e depois, depois você vai trabalhar e só vai sair dessa vida quando nós não te quisermos mais. Caso isso aconteça, você só escapa do seu destino morta, enterrada em algum lugar qualquer apenas para não suspeitarem da sua morte.
— Por favor...
— Shiii... — Ele levanta um pano, aproximando do meu rosto. — não vai doer, eu prometo. E então ele coloca sobre meu nariz, e eu durmo, sem chance de sequer me debater em busca da minha liberdade.
*
Abro os olhos e estou em um quarto estranho, um quarto de cor vinho e com várias camas e mesas de canto com cada objeto em cima, de flores a relógios, de celulares a despertadores. Aparentemente muitas pessoas dormem aqui.
Tento me levantar da cama, mas ainda estou fraca das pernas, para o meu desgosto, e a porta que eu sequer havia percebido se abre, várias garotas entram, umas somente com roupas íntimas, outras com vestidos curtos, outras com roupas transparentes. Todas com uma maquiagem extravagante, lábios bordados de batom vermelho enquanto carregam bolsas e mais bolsas de marcas chiques, dinheiros e cheques.
Céus, onde é que eu estou?
— Olha só, a novata acordou. — Uma das meninas fala enquanto se joga na cama e abre a bolsa que carrega para ver o que tem dentro.
— Pobrezinha, parece tão nova. — a outra que fala se senta ao meu lado.
— Onde eu estou? — pergunto nervosa.
— Está na sua nova casa. É aqui para onde eles te levam quando é pega na rua.
— Não consigo entender... — meus olhos lacrimejam. — eu era pra estar pegando meu trem.
— Agora tudo que você vai aprender é a foder com homens de todas idades possíveis e em troca talvez ganhe algo interessante. — outra que fala se despe sem vergonha em nossa frente.
— Foder? Não, eu não posso! O que é....- Que lugar é esse?!
— É um prostíbulo de luxo, não muda muito nosso nome do meio apesar do lugar ser meio requintado.
São prostitutas.
— Eu não deveria estar aqui. Estava fugindo de casa e indo pegar meu trem quando entraram aqueles homens estranhos e falaram comigo.
— E acha que nós pedimos para estar aqui? chegamos da mesma forma que você. — a que antes se despia fala enquanto vai te o que acredito ser o banheiro.
— Pelo jeito que se veste parece ter vindo de uma família riquinha. Da pra entender o porquê de nos olhar com tanta repreensão. Eles pegaram um ovo de ouro dessa vez, vai valer uma fortuna no leilão, ainda mais se for virgem. — A que olhava a bolsa fala.
Engulo em seco.
— Elaine, não seja assim, só está deixando ela mais assustada.
— Você se deixa se sensibilizar por qualquer uma que vê, Bella, esse é o seu problema. Não sei como ainda não se apaixonou por nenhum homem da casa.
— Não sinto nojo de ninguém, me desculpe se foi o que pareceu... Só estou confusa ainda e...
— Eu sei querida, está tudo bem. Agora me diga o seu nome e sua idade.
— Sienna, me chamo Sienna e tenho 16 anos.
— Menor de idade? — Elaine arregala os olhos, as duas mulheres se encaram como um semblante estranho.
— O que foi...?
— Sienna, você não pode dizer sua idade pra ninguém, em hipótese nenhuma. Você parece um pouco mais velha, vai te favorecer e te ajudar enquanto está aqui.
— Não entendo, por quê?
— Você vai ser ensinada desde nova, abusada incontáveis vezes até aprender a fazer direito, é nova, seu corpo é forte e com certeza se tornaria o novo brinquedo da casa, do tipo que fica presa com apenas metade do corpo de fora e usada por qualquer um que passar pelo corredor vermelho. A dona da casa é cruel e você não escapará dela até ela dizer que está pronta.
— Mas, Bella. Meu destino não será da mesma forma se eu continuar aqui?
— Não, vou te ajudar.
— Bella, de novo não — Elaine a repreende, mas ela não dá atenção.
— Ficarei com você por todo tempo possível, assim ficará longe de qualquer homem que fique interessado.
— Não vai ser necessário, a garota vem comigo. — uma mulher mais velha entra no quarto e me olha de cima a baixo. — Vou levar ela pra fazer os exames médicos, e em seguida veremos se ficará na casa ou irá para o leilão.
— Senhora, você não pode dá um tempo a ela?
— Não tenho tempo, Bella, tenho coisas pra fazer e a de agora é levar a garota para os exames, não me importo com mais nada além disso. Anda, levanta — ela ordens e assim eu faço, minhas pernas tremendo mais que tudo, quase como se fosse gelatina.
A gente não anda muito, chegamos até uma sala solitária, onde possuía uma maca e um homem bem vestido, usando jaleco e luvas.
— deite, vou começar. — ele prepara a seringa.
Deito calmamente, mexendo em meus dedos sem parar enquanto ele se aproxima. — Isso não é nada demais, vai te manter dormindo por um tempo, apenas.
— Ai... — resmungo quando sinto a picada.
Não durou muito para que meus olhos começassem a pesar e eu voltar a apagar novamente.
*
Abri meus olhos preguiçosamente e encontrei o olhar nada bom da senhora, ela fala algo com o doutor ao seu lado enquanto está virada pra mim.
— Virgem, é tudo que importa, não ligo para as malditas marcas horrorosas em seu corpo. Hoje mesmo ela vai participar do leilão. Obrigada novamente pelos seus serviços, Orlan.
— Por nada, senhora.
Ela sai me puxando pelos corredores, e nosso caminho é interrompido quando alguém diz precisar falar com ela. A mulher deixa claro que eu fique esperando por ele na frente da sala do médico e assim eu faço, aceitando meu destino.
Na verdade ainda estou raciocinando, não consigo pensar em mais nada direito desde que descobri que parei aqui... Eu sou uma azarada.
— Olá, nunca te vi por aqui, é nova né ? — um homem se aproxima, um muito bonito inclusive, alto, loiro e de lindos olhos verdes.
— Sou sim e quem é você ? — pergunto curiosa e ele abre um sorriso.
— Sou Demitri e você, bela moça?
— Sienna... E você está certo é a minha primeira vez aqui, vou ser leiloada como algo qualquer...
— Sinto muito, você parece nova.
— Você não sabe quanto... — lembro das palavras de Bella sobre minha idade. " Sienna, você não pode dizer sua idade pra ninguém, em hipótese nenhuma. Você parece um pouco mais velha, vai te favorecer e te ajudar enquanto está aqui. "
Não posso dizer, não posso confiar!
— Como parou aqui?
— Fui sequestrada do meu ônibus, na verdade eu já estava fugindo e tive a sorte de ser pega naquele mesmo ônibus por aqueles caras, quando acordei estava aqui. Vivi minha vida toda trancada dentro de muros e me meti em outro, talvez ainda pior.
— É a minha primeira vez no leilão e na casa também, sinto muito mesmo que tenha que passar por isso. Posso te ajudar a se livrar se quiser, mas vou ter que te comprar no leilão, eu iria apenas participar, mas sinto algo bom vindo de você, sinto que preciso te ajudar.
— E não vai pedir nada em troca, como posso confiar?
— Apenas confie. Quando estiver sobre minha posse você estará livre e não impedirei você fazer o que quiser.
— posso mesmo acreditar em você? — estou desesperada, se o que ele realmente estiver falando for verdade preciso acreditar.
— Eu prometo — ele beija minha mão
*
Noite do leilão
Há fileiras de garotas, de todas as cores e raças, uma após a outra, maioria delas está chorando, eu entendo, eu deveria estar também, mas acho que já passei por tantas coisas que nada mais parece me abalar tanto, fora que estou dopada de anestésicos, é a única coisa que me mantém de pé depois das chicotadas.
Procuro por Demitri no meio de todos aqueles homens, mas não o vejo e meu coração.
Lances altos demais para imaginar tantos números acontecem, as garotas explodem em gritos de desespero. E então a primeira lágrima cai. Estou com medo.
— Sienna, se aproxime — eu o faço.
— Sienna é uma garota muito inocente e que aparentemente já deu início aos treinamentos de BDSM para a surpresa de todos. Tem um belo corpo, e belos quadris até aos seios cheios e redondos. E claro, o trunfo final. Sienna apesar de todos os treinamentos permanece virgem, tão fechada quanto um broto, então apesar dessa carinha ela é experiente e devassa.
Cale a boca! Não ouse dizer que sou devassa por receber os castigos que nunca pedi, essas malditas marcas em meu corpo jamais irão sair e eu preferiria morrer a viver com elas.
O soluço escapa e eu tremo me derramando em lágrimas.
— Então vamos começar. Por essa bela obra prima de beleza exuberante e talentos extraordinários e intocada, o lance é o mais caro. São dez milhões!
Há suspiros e sussurros.
Um homem velho levanta sua placa e eu engulo em seco quando o representante grita, são muitos homens.
— 10 milhões para aquele senhor.
E os minutos se desenrolam, mais e mais.
Demitri, onde você está?
— cem milhões! — um homem lá no fundo grita abrindo uma maleta cheia de dinheiro, a sala se silencia.
— Alguém mais? 1...2...3.... Vendida!
— Fui enganada... — desabo em um choro.
— Anda! — o segurança me empurra até outra sala e é lá onde vejo meu comprador. Um homem alto, de cabelos negros, tatuagens e olhos tão azuis quanto o oceano, ele me olha de cima a baixo como se me avaliasse.
— Pare de chorar. Seria muito pior ficar com aqueles velhos e viver um inferno, vou cuidar de você e ser o que precisa ter e você será o que eu preciso, minha escrava, minha cadela, tudo o que eu quiser que seja.
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Atualizado até capítulo 29
Comments
Lucimara Sousa santos
coloque fotos por favor adoro quando tem fotos dá mais realismo na história comecei ler agora
2024-11-27
0
Laura Boloko
Eu recebia nas mãos uns 10 e não era cinto
2024-12-11
0
Thaliaa Vieira
misericórdia, quer matar a menina, nem os antigos davam tanta chibata assim
2024-11-23
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