O tempo voou, e Roney, sob o cuidado amoroso de sua tia Rosalinda, se tornou um homem de sucesso. Ele se formou em administração, sempre com a lembrança do passado e a força de sua tia como combustível para seus sonhos. Ele construiu um restaurante chique, em um lugar elegante e aconchegante, que se tornou um sucesso absoluto na cidade.
Foi em seu restaurante que ele conheceu Jacqueline, uma mulher linda e charmosa, com um sorriso que iluminava o ambiente. Roney se apaixonou à primeira vista, e Jacqueline, atraída pela inteligência e gentileza de Roney, correspondeu aos seus sentimentos.
O namoro deles foi um conto de fadas. Eles se completavam, dividiam sonhos e projetos, e a felicidade parecia pairar sobre eles como um véu mágico. Em pouco tempo, Roney pediu Jacqueline em casamento, e ela, sem hesitar, disse sim.
O casamento deles foi perfeito. A cerimônia, realizada em um jardim florido, foi emocionante e romântica. A festa, com música, dança e risadas, durou até o amanhecer. Roney, radiante, se sentia o homem mais feliz do mundo. Ele amava Jacqueline de corpo e alma, e acreditava que havia encontrado a mulher perfeita para dividir sua vida.
Mas, como um furacão que surge do nada, a tragédia se abateu sobre Roney. Um dia, ao chegar em casa, ele encontrou Jacqueline no quarto, na cama, com seu melhor amigo, Adriano. A cena o deixou atônito, a dor o dilacerou. A traição, cruel e inesperada, o fez questionar tudo o que acreditava.
Jacqueline, sem nenhuma vergonha, confessou a traição. Ela disse que não amava mais Roney, que ele era um homem bom, mas que não a excitava mais. Adriano, sem nenhuma culpa, confirmou a história, dizendo que estava apaixonado por Jacqueline e que ela o amava também.
Roney, em choque, se sentiu humilhado, traído e abandonado. Ele havia dado tudo de si por Jacqueline, havia construído uma vida juntos, e ela o havia jogado fora como se ele fosse um objeto sem valor.
A dor da traição o consumiu, o deixando sem chão. Ele se sentiu um idiota, um tolo por ter confiado em Jacqueline e em Adriano. A confiança que ele havia depositado em ambos se desfez como pó, deixando um vazio imenso em seu coração.
O silêncio no quarto era ensurdecedor. Roney, com o rosto contorcido pela dor, encarava Jacqueline, que tentava esconder o olhar sob a cabeceira da cama. Adriano, sem graça, se vestia apressadamente, evitando contato visual com Roney.
"Jacqueline, você... você está me dizendo que... que você me traiu com ele?" Roney finalmente conseguiu formular a pergunta, sua voz tremendo.
Jacqueline respirou fundo, seus olhos marejados. "Roney, eu... eu não sei o que dizer. Eu... eu não sei como explicar."
"Explicar o quê? Explicar que você está apaixonada pelo meu melhor amigo? Que você me enganou durante todo esse tempo?" Roney se levantou, a raiva borbulhando em seu peito.
"Não é bem assim, Roney. Eu... eu te amo, mas... mas Adriano... ele mexe comigo de uma forma que você nunca mexeu." Jacqueline confessou, sua voz baixa e envergonhada.
Roney soltou uma risada amarga. "Você me ama? Você me ama e me traiu com o meu melhor amigo? Você está brincando comigo?"
"Não estou brincando, Roney. Eu... eu estou confusa. Eu não sei mais o que sinto." Jacqueline confessou, as lágrimas finalmente escorrendo pelo seu rosto.
"Você está confusa? Você não sabe o que sente? Mas eu sei o que sinto. Eu sinto raiva, decepção, dor. Eu sinto que fui um idiota por ter confiado em você, por ter te amado." Roney gritou, a dor e a raiva o consumindo.
"Roney, por favor... me escuta." Jacqueline implorou, estendendo a mão para ele.
"Não, Jacqueline. Não quero mais ouvir nada. Você acabou com tudo. Você acabou com o nosso casamento, com a nossa amizade, com tudo." Roney se virou, caminhando em direção à porta."
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Atualizado até capítulo 99
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