Capítulo 17: O Pedido de Namoro
O dia amanheceu claro e sereno, mas o coração de Marina batia rápido. Ela e Arthur estavam prestes a fazer algo que deixava suas mãos suadas: ir até a casa do pai dela para formalizar o pedido de namoro. Ela sabia que seu pai era tradicional e, mesmo sendo adulta, esse gesto significava muito para ele — e para ela também.
Arthur parecia confiante por fora, mas Marina sabia que ele estava nervoso. Ele havia deixado claro que queria fazer as coisas do jeito certo, principalmente porque sabia o quanto a relação dela com o pai era importante. Theo, por outro lado, estava alheio a tudo, brincando no banco de trás enquanto eles faziam a curta viagem até a casa da família Duarte.
Quando chegaram, o pai de Marina já os esperava na varanda, como sempre fazia quando ela o visitava. Ele abriu um sorriso largo ao ver o carro parar e, sem perder tempo, foi receber a filha com um abraço apertado.
“Oi, minha filha! Que bom que você veio!” Ele disse, e logo depois olhou para Arthur, estendendo a mão. “Arthur, como você está?”
Arthur apertou a mão do pai de Marina, mantendo a postura firme, mas sorrindo. “Estou bem, senhor Duarte. Obrigado por nos receber.”
O clima leve do início da visita foi uma boa surpresa para Marina, que sentiu o nervosismo começar a se dissipar. Após entrarem, o pai de Marina os convidou para um café na cozinha, e foi durante essa pausa que Arthur percebeu que era a hora de falar o que tinha planejado.
Ele pigarreou, ganhando a atenção do pai de Marina, que o olhou curioso. Marina sentiu seu coração apertar, mas ela sabia que Arthur estava pronto.
“Sr. Duarte,” Arthur começou, olhando de forma sincera para o homem à sua frente, “eu queria falar com o senhor sobre algo muito importante. Sua filha tem sido uma pessoa especial na minha vida, e também na vida do meu filho. Nós... temos construído algo muito bonito juntos, e por isso, eu gostaria de pedir a sua permissão para namorar Marina, oficialmente.”
O pai de Marina ficou em silêncio por um instante, sua expressão séria enquanto pensava nas palavras de Arthur. Ele olhou para Marina, que permanecia ao lado de Arthur, um pouco tensa. O silêncio na sala parecia eterno, até que, finalmente, o pai dela sorriu.
“Você tem coragem, rapaz. Gosto disso.” Ele colocou a mão no ombro de Arthur. “Se minha filha está feliz com você, e eu posso ver que está, então tem a minha bênção.”
Marina soltou o ar que nem percebia estar prendendo, sorrindo de alívio. Arthur também sorriu, mais relaxado agora.
“Obrigado, Sr. Duarte. Eu prometo cuidar muito bem dela,” Arthur afirmou, com convicção.
O pai de Marina riu, dando um leve tapa no ombro de Arthur. “Eu sei que vai.”
Com o clima mais leve e alegre, todos passaram o restante do tempo conversando, com Theo brincando pelo chão da sala e Marina sentindo-se imensamente feliz com o apoio do pai.
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Mais tarde, naquele mesmo dia, Marina e Arthur seguiram para a casa da família de Arthur. Arthur queria que Marina conhecesse oficialmente seus pais, e também aproveitaria para compartilhar com eles a novidade do relacionamento.
A casa da família de Arthur era elegante, cercada por jardins impecáveis. Assim que chegaram, a mãe de Arthur os recebeu com um abraço caloroso.
“Arthur, querido! E você deve ser a Marina, de quem ele tanto fala,” ela disse, olhando para Marina com um sorriso gentil.
Marina sorriu, já se sentindo mais à vontade com o acolhimento da mãe de Arthur. “Sim, sou eu. É um prazer conhecê-la, senhora.”
A mãe de Arthur riu. “Ah, nada de formalidades! Me chame de Ana.”
O resto da tarde foi passado em uma alegre reunião em família. Arthur segurava a mão de Marina de vez em quando, em pequenos gestos de carinho que não passavam despercebidos por seus pais, que pareciam felizes em ver o filho tão envolvido com alguém. Theo, por sua vez, roubava a cena, conquistando o carinho de todos na casa.
Mais tarde, quando já era noite, Arthur puxou Marina para um canto do jardim. O céu estava estrelado, e o ambiente parecia perfeito.
“Eu estou muito feliz, sabia?” Ele disse, olhando para ela com um sorriso suave.
“Eu também,” Marina respondeu, olhando para ele com carinho.
Arthur segurou o rosto dela com uma das mãos e, com suavidade, a puxou para perto, beijando-a com ternura. O beijo foi lento e cheio de emoção, selando o momento que havia começado naquela manhã, com a bênção de seu pai.
Agora, eles não eram apenas dois que se cuidavam. Eles eram uma família, prontos para enfrentar qualquer coisa que viesse pela frente.
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Atualizado até capítulo 80
Comments
Sida Naffien
aiiiiii que fofoooo
2024-10-26
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