Era uma manhã ensolarada quando Marina decidiu levar Theo para o parque do condomínio. O espaço era pequeno, mas acolhedor, com brinquedos coloridos, um escorregador e balanços que atraíam as crianças da vizinhança. Marina sabia que um passeio ao ar livre faria bem a Theo, além de proporcionar novas interações.
Enquanto caminhavam em direção ao parque, Theo segurava a mão de Marina, seu entusiasmo evidente. “Eu quero brincar no escorregador, Marina! E também nos balanços!”
“Claro! Você pode escorregar o quanto quiser, mas lembre-se de esperar sua vez nos balanços, tá bom?” Marina respondeu, sorrindo.
Assim que chegaram ao parque, Theo correu em direção ao escorregador. Enquanto ele se divertia, Marina observou as outras crianças brincando. Um grupo de mães estava próximo, conversando e vigiando seus filhos. Uma delas, chamada Juliana, se aproximou.
“Oi! Você é a nova babá do pequeno Theo, não é?” Juliana perguntou, sorrindo. Ela tinha um filho de três anos, chamado Miguel, que estava balançando no balanço.
“Sim! Sou Marina. Ele é tão cheio de energia!” Marina respondeu, rindo ao ver Theo escorregar e voltar correndo para subir novamente.
“É mesmo! O Miguel também é assim. Eles devem se divertir juntos. Quer que eu chame ele para brincar com o Theo?” Juliana sugeriu.
“Seria ótimo! A interação com outras crianças é importante para ele,” Marina concordou, observando Theo se aventurando em mais uma descida.
Juliana chamou Miguel, que rapidamente se juntou a eles. “Ei, Theo! Quer brincar comigo?” Miguel perguntou, com um sorriso largo.
“Sim! Vamos escorregar juntos!” Theo respondeu, puxando Miguel em direção ao escorregador. Marina sorriu ao ver os dois meninos rindo e se divertindo.
Enquanto as crianças brincavam, Marina conversava com Juliana. “O Theo é tão adorável. Ele se ajustou bem à nova rotina, mas ainda estou aprendendo a lidar com o jeito mais… rigoroso do pai dele.”
Juliana assentiu, compreendendo. “Sim, ouvi falar sobre o Arthur. É um homem de negócios muito sério. Mas pelo que vejo, ele tem um bom coração, mesmo que escondido. Ele ama o Theo, mesmo que tenha dificuldades em demonstrar.”
Marina suspirou, lembrando-se das interações entre Arthur e Theo. “Ele realmente se preocupa, mas é difícil para ele se abrir. Espero que, com o tempo, isso mude.”
“É normal. Muitas vezes, os pais têm suas próprias inseguranças que não conseguem deixar de lado. Mas você parece ser a pessoa certa para ajudá-lo a mudar isso,” Juliana disse, incentivando Marina.
Enquanto conversavam, as crianças continuavam brincando, e logo Theo pediu: “Marina, eu quero mais um escorregão!”
“Pode ir, Theo! Eu estou aqui!” Marina respondeu, olhando para ele com carinho.
Depois de um tempo, Arthur chegou ao parque. Ele estava vestido de maneira casual, mas sua presença ainda era imponente. Quando viu Theo e Miguel brincando, um sorriso involuntário apareceu em seu rosto. Ele se aproximou lentamente.
“Oi, papai!” Theo gritou, acenando animadamente. “Estou escorregando!”
“Eu vejo, campeão!” Arthur respondeu, seu tom de voz mais leve do que o habitual. Ele se aproximou, observando os meninos enquanto Marina se aproximava dele.
“Oi, senhor Montenegro,” Marina disse, um pouco nervosa, mas decidida a manter a conversa fluindo. “Theo está se divertindo muito com Miguel. Eles estão se tornando bons amigos.”
“Parece que sim,” Arthur respondeu, cruzando os braços e assistindo as crianças. “Você está fazendo um bom trabalho.”
Marina ficou surpresa com o elogio. “Obrigada! Estou apenas tentando criar um ambiente divertido e acolhedor para ele.”
Arthur hesitou, olhando para o filho brincando. “É importante que ele tenha amigos. A amizade é uma parte fundamental da infância.”
“Exatamente! E com o tempo, ele vai aprender sobre confiança e companheirismo,” Marina acrescentou, sentindo que a conversa estava fluindo melhor do que o esperado.
Nesse momento, Miguel puxou Theo para que brincassem no balanço. “Vamos lá, Theo! Você vai ver como é divertido!”
“Vamos!” Theo gritou, correndo em direção aos balanços.
Arthur observou os meninos enquanto se virava para Marina. “Você tem um jeito especial com ele. É raro ver o Theo tão feliz.”
“Ele é uma criança maravilhosa,” Marina disse, olhando para Arthur. “E merece todo o amor e atenção que puder ter.”
Arthur ficou em silêncio por um momento, perdido em pensamentos. “Eu quero ser um bom pai, mas às vezes sinto que não sei como. Vejo você e o Theo juntos e desejo que pudesse fazer isso mais frequentemente.”
“Você está no caminho certo, Arthur. É um processo, e a prática é fundamental. A boa notícia é que você já está dando passos importantes ao estar presente e se envolver,” Marina encorajou.
O olhar de Arthur suavizou um pouco, e ele fez um movimento discreto em direção a ela. “Obrigado por cuidar dele tão bem. Isso significa mais para mim do que você imagina.”
Enquanto a conversa fluía, Marina sentiu que, talvez, as barreiras que Arthur havia construído estavam começando a se desmoronar. Os meninos continuaram brincando e, enquanto isso, o ambiente leve e acolhedor do parque ajudou a criar uma conexão mais forte entre eles.
No final da tarde, com os meninos exaustos e felizes, Marina e Arthur se prepararam para voltar para casa. “Vamos, pequenos! Hora de ir para casa,” Marina anunciou.
“Não quero ir embora!” Theo protestou, ainda cheio de energia.
“Eu sei, querido, mas podemos voltar amanhã, certo? Mais brincadeiras e risadas!” Marina respondeu, enquanto Arthur assentia.
“Sim, papai! Amanhã eu quero brincar de novo!” Theo insistiu, segurando a mão de Arthur e olhando para ele com os olhos brilhantes.
“Está certo, Theo. Amanhã, então,” Arthur concordou, a tensão em seu rosto suavizando.
Enquanto caminhavam juntos para casa, Marina sentiu que aquele dia havia sido um passo importante para a família. O sorriso de Theo e a conexão crescente entre ela e Arthur eram promissores, e a esperança de que as coisas melhorassem pairava no ar.
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Atualizado até capítulo 80
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