Capítulo 16: Um Dia no Shopping
Era um sábado ensolarado, perfeito para um passeio em família. Arthur, Marina e Theo decidiram que passariam o dia juntos, longe de preocupações e compromissos. Arthur tinha sugerido um passeio no shopping para aproveitar o tempo livre, e Marina concordou, pensando que seria uma boa oportunidade para relaxar e passar mais tempo com os dois.
Eles chegaram ao shopping no fim da manhã, e o lugar estava cheio de famílias, casais e crianças correndo de um lado para o outro. Theo, animado, olhava para todas as vitrines com curiosidade, especialmente as que tinham brinquedos coloridos ou doces.
“Olha, mamãe, tem uma loja de brinquedos ali!” Theo gritou, puxando a mão de Marina, apontando para uma loja do outro lado do corredor.
Marina sorriu ao ouvir o menino chamá-la de “mamãe” mais uma vez. Aquilo vinha acontecendo com frequência nas últimas semanas, e cada vez que Theo a chamava assim, seu coração se aquecia. Mesmo não sendo sua mãe biológica, ela sentia que havia criado um laço profundo com ele, como se fosse seu filho de verdade.
Arthur caminhava ao lado deles, observando a cena com um sorriso. Ele adorava ver como Theo e Marina se davam tão bem. Havia algo tão natural entre os dois, algo que ele nunca poderia ter previsto. E, secretamente, ele sentia que ouvir Theo chamar Marina de “mamãe” não era apenas bom para o menino, mas também para ele.
“Quer dar uma olhada nos brinquedos, Theo?” Arthur perguntou, rindo da empolgação do filho.
Theo assentiu vigorosamente, os olhos brilhando de excitação. “Sim! Vamos, papai! Vamos, mamãe!”
Arthur estendeu a mão e pegou na mão de Marina, entrelaçando seus dedos suavemente. Ela olhou para ele, um pouco surpresa, mas sorriu ao sentir o toque caloroso. Era como se aquele simples gesto fizesse o tempo desacelerar, tornando o momento mais especial.
Marina ficou em silêncio por alguns segundos, apenas absorvendo a sensação de estar ali, ao lado de Arthur e Theo, como se fossem uma família de verdade. Cada dia que passava, ela se sentia mais próxima de ambos, e aquela conexão a assustava e confortava ao mesmo tempo.
"Você está bem?" Arthur perguntou suavemente, inclinando-se para ela enquanto caminhavam.
Marina olhou para ele e sorriu. "Estou sim, só estava pensando em como isso tudo... parece tão certo."
Arthur sorriu de volta. "É porque é certo. Nós três juntos... parece que finalmente estamos onde deveríamos estar."
Eles continuaram caminhando até a loja de brinquedos, onde Theo imediatamente correu para as prateleiras, maravilhado com todas as opções. Ele pegava um brinquedo, examinava e colocava de volta, rindo enquanto olhava as prateleiras mais altas.
Marina se agachou ao lado dele, ajudando-o a escolher um brinquedo. "Qual você quer, Theo?"
Theo olhou para ela com um sorriso sapeca. "Esse aqui, mamãe!" Ele segurou um carrinho de controle remoto.
Marina riu e pegou o brinquedo, mostrando para Arthur. "O que você acha?"
Arthur deu de ombros, fingindo indecisão. "Hmm, acho que pode ser uma boa escolha. E se o papai também brincar com ele?"
Theo riu e pulou de alegria. "Vai ser legal, papai!"
Depois de saírem da loja, com Theo segurando seu novo brinquedo, eles decidiram fazer uma pausa para tomar um sorvete. Sentaram-se em uma área ao ar livre, perto de uma fonte, onde Theo correu em volta enquanto Marina e Arthur se acomodaram.
"Ele realmente adora brincar com você," Arthur comentou, observando Theo. "E... eu gosto de ver vocês juntos. Parece... certo."
Marina olhou para ele, surpresa com a sinceridade em suas palavras. "Eu me sinto assim também. Mesmo que tudo tenha acontecido tão rápido, parece que estamos nos encaixando."
Arthur sorriu, pegando a mão dela mais uma vez. "Eu me sinto o mesmo. E sobre Theo te chamar de 'mamãe'... eu acho que ele está apenas dizendo o que sente. Para ele, você já é."
Marina ficou em silêncio, emocionada com as palavras de Arthur. "Eu me preocupo com ele como se fosse meu, Arthur. Talvez não seja mãe dele de sangue, mas... o amor é o mesmo."
Arthur a olhou com ternura. "E é por isso que ele te ama tanto. Você trouxe algo para nossas vidas que eu nem sabia que precisávamos."
Marina sorriu, mas antes que pudesse responder, Theo voltou correndo para eles, rindo e se jogando no colo de Arthur.
"Vocês dois vão brincar comigo quando chegarmos em casa?" Theo perguntou com expectativa.
Arthur riu e bagunçou o cabelo do filho. "Claro, pequeno. Vamos todos brincar juntos."
Marina sorriu para Theo e acariciou sua cabeça. "Você nunca se cansa, hein?"
Theo olhou para ela com um brilho travesso nos olhos. "Não, mamãe!"
Arthur observou a cena, sentindo-se cada vez mais certo de que Marina era a pessoa que ele e Theo precisavam. A vida, que antes parecia cheia de desafios e incertezas, agora estava se moldando de uma maneira que ele nunca poderia ter imaginado.
Enquanto o sol começava a se pôr, o trio saiu do “shopping”, caminhando de mãos dadas. Theo estava no meio, segurando as mãos de Marina e Arthur, e rindo sem parar enquanto pulava entre eles. O vínculo entre os três eras inegável, e, no fundo, Arthur sabia que estava a viver algo raro e especial.
E naquele momento, no simples ato de andar de mãos dadas com Marina e Theo, Arthur percebeu que tinha tudo o que sempre desejou, mesmo que não soubesse disso antes.
Quando chegaram em casa, Theo já estava sonolento. O passeio pelo shopping tinha sido longo e cheio de diversão, e agora, no colo de Marina, ele parecia lutar contra o sono, mas seus olhos lentamente se fecharam. Marina o levou com cuidado para o quarto dele, sentindo o peso confortável do pequeno corpo adormecido.
Com delicadeza, ela o deitou em sua caminha, ajustou os lençóis ao redor dele e alisou o cabelo macio de Theo com carinho. Ele se remexeu um pouco, mas permaneceu em paz. Marina sorriu, inclinou-se e beijou a cabeça dele suavemente.
“A mamãe te ama muito, viu, meu amor?” ela sussurrou, com o coração aquecido por aquele momento de ternura.
Com cuidado, ela saiu do quarto, fechando a porta devagar para não fazer barulho. Mas assim que virou o corredor, deu de cara com Arthur, escorado na parede, observando-a com um olhar sereno e uma expressão suave.
“Aí, que susto!” Marina exclamou, colocando a mão no peito, surpresa por vê-lo ali tão perto e quieto.
Arthur sorriu, se afastando da parede. "Desculpa, não queria te assustar. Eu só... estava observando."
Marina o olhou com curiosidade. "Observando o quê?"
Ele deu um passo mais perto, seus olhos fixos nos dela. "Você com o Theo. O jeito que você cuida dele, o carinho que você demonstra... é bonito de ver."
Marina sentiu o rosto corar ligeiramente com o elogio, mas manteve o olhar em Arthur. "Eu o amo como se fosse meu filho, Arthur. É impossível não se apaixonar por ele."
Arthur assentiu, ainda mais próximo agora, e havia algo nos olhos dele que a fez sentir o ar entre eles mais denso, mais carregado de significado.
"Eu sei que ele te ama também, Marina. Ele te vê como a mãe que ele sempre precisou... e eu... estou começando a perceber o quanto você é importante para nós dois."
Marina sentiu seu coração acelerar com aquelas palavras. Arthur estava sendo mais vulnerável do que de costume, e isso a tocava profundamente. Mas antes que pudesse responder, ele ergueu uma mão, tocando levemente o braço dela.
"Eu só queria que você soubesse," ele disse baixinho, "que eu sou muito grato por tudo que você tem feito por nós."
Ela sorriu suavemente, tocada pela sinceridade dele. "Eu só faço o que meu coração me diz, Arthur. E estar aqui com vocês... me faz feliz."
Eles ficaram em silêncio por um momento, apenas se olhando, como se as palavras já não fossem mais necessárias. A conexão entre eles estava clara, e Arthur, sem desviar o olhar, aproximou-se um pouco mais, até que o espaço entre eles praticamente desapareceu.
"Eu também estou feliz, Marina. Feliz por ter você ao nosso lado." Arthur murmurou, a voz baixa e suave.
E então, antes que ela pudesse reagir, ele inclinou-se ligeiramente e pressionou um beijo suave na testa dela. O toque era gentil, mas cheio de significado, fazendo o coração de Marina bater ainda mais rápido. Quando ele se afastou, ainda havia uma ternura em seus olhos que ela não tinha visto antes.
Marina sorriu, um pouco tímida, mas retribuiu o gesto ao tocar levemente o braço dele. "Obrigada, Arthur. Por me deixar fazer parte disso."
Arthur deu um último sorriso antes de sussurrar: "Boa noite, Marina."
"Boa noite, Arthur," ela respondeu, enquanto o via se afastar lentamente, deixando-a ali no corredor com o coração leve e cheio de emoção.
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Atualizado até capítulo 80
Comments
Sida Naffien
delícia de leitura
2024-10-26
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