Capítulo 8: Corações em Conflito
Os dias passaram após o encontro de Marina com Rafael na sorveteria, mas ela não conseguia tirar o sorriso dele da mente. A forma como ele foi gentil e divertido a fez sentir algo que não sentia há muito tempo: leveza. Entretanto, seu dia a dia na casa de Arthur continuava, e a tensão entre os dois começava a se intensificar.
Marina se levantou cedo naquela manhã. Theo estava animado, e eles tinham planos de visitar um parque infantil nas proximidades. Enquanto ela o ajudava a vestir uma camisa de super-herói, seus pensamentos vagavam. Por mais que gostasse de passar tempo com Theo, não podia negar a confusão que estava crescendo dentro de si.
“Marina, vamos logo!” Theo exclamou, interrompendo seus pensamentos. Ele a puxava pela mão, ansioso para sair.
“Sabe que não podemos sair sem o seu chapéu, não é?” ela brincou, colocando o chapéu na cabeça dele. Theo riu, e os dois saíram de casa.
O parque estava lotado, cheio de crianças correndo e rindo. Marina se sentou em um banco enquanto observava Theo brincar. Ela gostava de vê-lo feliz, mas sua mente voltou para Arthur e a mulher que ele havia levado para casa na semana anterior. Algo nela havia mudado desde aquela noite. Era como se um muro tivesse sido erguido entre os dois. Marina não sabia exatamente o que sentia por Arthur, mas a tristeza que a invadiu naquela noite ainda era difícil de ignorar.
Enquanto pensava nisso, seu celular vibrou. Uma mensagem de Rafael. Ela sorriu involuntariamente.
Rafael: “Oi, Marina! Eu estava pensando em você. Que tal um passeio com o Pingo amanhã? Acho que ele adoraria te ver de novo. 😉”
Marina mordeu o lábio inferior, indecisa. Ela gostava de Rafael, mas não podia deixar de pensar em Arthur e na complicação que sua vida já era. Ainda assim, a ideia de passar mais tempo com Rafael era tentadora. Ele era uma brisa fresca em sua vida, tão diferente da complexidade que Arthur trazia.
Ela estava prestes a responder quando ouviu a voz de Arthur atrás dela.
“Marina? O que faz aqui?” ele perguntou, surpreso.
Marina levantou o olhar e viu Arthur parado ali, vestindo um terno impecável, como sempre. Ele parecia estar a caminho de uma reunião, mas havia algo diferente nele hoje. Talvez fosse a forma como seus olhos se demoraram nela por um segundo a mais.
“Ah, eu trouxe o Theo para brincar um pouco,” ela respondeu, guardando o celular rapidamente no bolso, tentando não parecer desconfortável.
Arthur olhou para o filho que corria feliz pelo parque e depois para Marina. “Posso me juntar a vocês por um momento?” ele perguntou, inesperadamente.
Marina assentiu, e Arthur se sentou ao lado dela no banco. O silêncio que se seguiu foi estranho, como se ambos estivessem cientes de uma tensão não resolvida.
“Eu queria pedir desculpas por… aquela noite,” Arthur começou, passando a mão pelos cabelos. “Eu estava distraído, e acho que acabei sendo desrespeitoso com você.”
Marina olhou para ele, surpresa com a sua franqueza. “Foi uma situação desconfortável, sim,” ela admitiu, com calma. “Mas eu entendo que você tem a sua vida.”
Arthur ficou em silêncio por um momento, como se estivesse escolhendo suas palavras com cuidado. “A verdade é que… desde que você chegou, as coisas têm sido diferentes aqui. Eu me sinto mais... conectado a Theo, e até a mim mesmo, de certa forma. Mas eu não sou o melhor em lidar com isso.”
Marina sentiu o coração bater mais rápido. As palavras de Arthur a pegaram de surpresa. Ele estava se abrindo, algo que nunca tinha feito antes.
“Arthur, eu só estou aqui para ajudar com o Theo,” Marina disse, tentando manter a conversa no campo profissional. “Não quero complicar as coisas.”
“Eu sei,” Arthur respondeu, mas seus olhos traíam algo mais profundo. “Mas talvez as coisas já estejam complicadas, Marina.”
Ela sentiu uma tensão no ar e se levantou, precisando de espaço para pensar. “Eu preciso ir buscar o Theo,” disse, quase como uma fuga. Arthur assentiu, observando-a se afastar.
Enquanto Marina caminhava em direção ao playground, sentiu seu celular vibrar novamente. Era Rafael.
Rafael: “Então, que tal? Você está livre amanhã?”
Marina parou, observando Theo brincar. Sua vida estava, de fato, ficando mais complicada. Entre os sentimentos confusos por Arthur e a leveza que Rafael trazia, ela se via no meio de um dilema emocional que não esperava.
Ela olhou para o céu, suspirando. Talvez fosse hora de se permitir viver um pouco. Respondeu a mensagem de Rafael.
Marina: “Sim, vamos nos encontrar amanhã. Vai ser ótimo.”
Ao guardar o celular, ela viu Arthur se levantar e se afastar lentamente do parque, voltando para sua rotina. A decisão entre esses dois mundos começava a se formar dentro dela, mas Marina sabia que o coração nem sempre era tão simples de entender.
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Atualizado até capítulo 80
Comments
Aldenice Maria
vai ficar mas complicado para ela pois já está gostando do chefe kkkkk
2025-01-07
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