, rotina na mansão de Arthur Montenegro se estabeleceu. Marina se dedicava a cuidar de Theo, enquanto Arthur tentava equilibrar seu trabalho e a paternidade. Embora o CEO continuasse sendo rígido e distante, Marina notou que ele frequentemente espiava a interação dela com o filho, revelando um interesse oculto em sua abordagem amorosa.
Em uma manhã, enquanto Marina e Theo brincavam de construir torres com blocos coloridos na sala de estar, Arthur entrou na sala. Ele parou, observando a cena com uma expressão indecifrável. Marina estava explicando a Theo como empilhar os blocos.
“Olha, Theo! Se você colocar o bloco azul embaixo, a torre vai ficar mais alta!” ela dizia, sorrindo. Theo, com seu rosto concentrado, tentava seguir as instruções. “Eu faço!” gritou ele, segurando um bloco laranja.
“Isso mesmo, campeão!” Marina elogiou, aplaudindo enquanto a torre começava a se erguer.
Arthur cruzou os braços, um olhar crítico em seu rosto. “Você está deixando ele se distrair em vez de ensinar a ele a importância da disciplina,” ele comentou, sua voz cortante.
Marina se virou, surpresa. “A disciplina é importante, mas a aprendizagem também vem da brincadeira. Theo precisa se sentir livre para explorar.”
Arthur balançou a cabeça, claramente não concordando. “Explorar não deve significar bagunçar. A vida é cheia de regras, e ele precisa aprender isso cedo.”
Marina respirou fundo, sabendo que tinha que ser cuidadosa. “Mas, senhor Montenegro, você não acha que as crianças aprendem melhor quando se divertem? A curiosidade faz parte do desenvolvimento.”
Arthur hesitou por um momento, observando Theo que estava, de fato, tentando empilhar um bloco mais alto. O pequeno bebê soltou um grito de alegria ao ver a torre começar a ficar instável. “Olha, Marina! Eu consigo!” ele exclamou.
“Sim, você consegue, meu amor!” Marina respondeu, rindo. Mas, logo em seguida, a torre desabou em um mar de blocos coloridos. Theo caiu para trás, rindo e se divertindo com a situação.
“Isso mesmo, Theo! Às vezes, as coisas não saem como planejamos, e tudo bem!” Marina o incentivou, ajudando-o a levantar. Arthur não pôde evitar um leve sorriso ao ver a alegria genuína do filho.
“Isso é uma bagunça,” Arthur comentou, mas seu tom havia suavizado um pouco. “As crianças devem aprender a limpar também.”
“É verdade, mas isso pode ser feito depois de um momento divertido. Vamos juntos, Theo, você consegue?” Marina respondeu, pegando a mão do pequeno.
“Sim, vamos limpar!” Theo disse, ainda rindo, enquanto Marina mostrava a ele como colocar os blocos de volta na caixa.
Arthur observou, um pouco intrigado com a maneira como Marina se comunicava com Theo. Ele notou que o bebê estava feliz e seguro. Ao final da atividade, a sala estava arrumada novamente. Marina se virou para Arthur, um brilho de satisfação nos olhos.
“Ver Theo feliz é tudo que importa para mim,” ela disse, sinceramente. “A felicidade dele deve ser a prioridade, não acha?”
Arthur a encarou, e, pela primeira vez, ele viu não apenas uma babá, mas alguém que realmente se importava. “Talvez você tenha razão, Marina,” ele disse, o tom de sua voz suavizando um pouco. “Mas isso não significa que devemos ignorar a responsabilidade.”
“Claro que não! E eu não ignoro. Só quero que Theo aprenda a amar o que faz, e não apenas a seguir regras,” Marina respondeu, um sorriso no rosto.
Nesse momento, Theo puxou a camisa de Arthur. “Papai, vamos brincar juntos também!” ele pediu, com os olhos brilhando de expectativa.
Arthur hesitou, o conflito interno evidente em seu rosto. “Eu… não sei, Theo. Eu tenho muito trabalho a fazer.”
“Só um pouquinho, papai, por favor!” Theo insistiu, fazendo um bico adorável que poderia derreter qualquer coração.
Arthur olhou para Marina, que estava assistindo a cena com um sorriso encorajador. Ela deu um pequeno aceno de cabeça, como se dissesse que ele poderia ceder um pouco.
“Está bem, um pouco,” Arthur finalmente concordou, embora sua voz ainda carregasse uma resistência. Ele se abaixou, se juntando a eles no chão. “Mas só se você me prometer que não vai deixar isso virar uma bagunça.”
“Prometo!” Theo exclamou, saltando de alegria.
Marina observou, encantada, enquanto o pai e o filho começavam a brincar. Theo puxou Arthur para que ele o ajudasse a construir uma nova torre, e, para surpresa de Marina, Arthur começou a se soltar, rindo das travessuras do filho.
“Isso é assim que se faz, papai!” Theo exclamou, empurrando um bloco em direção a Arthur.
“Eu vejo que você é o especialista aqui,” Arthur respondeu, um sorriso no rosto, enquanto tentava colocar um bloco em equilíbrio.
Marina sorriu ao ver a interação entre pai e filho. Embora os desafios ainda estivessem presentes, ela sentia que estava começando a quebrar as barreiras que Arthur havia construído ao longo dos anos. A leveza do momento, a alegria de Theo e a lenta transformação de Arthur eram promissoras.
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Atualizado até capítulo 80
Comments
Sida Naffien
ficando interessante /Drool/
2024-10-25
2
Mưa buồn
Incrível começo, mano!
2024-10-22
1