Ryan Cooper
Dormir tarde e acordo com Aisha se mexendo no meu lado,encaro seu rosto ainda com um leve vermelho, e uma raiva tomar conta de mim,em pensa quem fez essa merda na cara da minha irmã foi alguém que admirava e tinha meu respeito mas que agora acabou quando ele levantou a mão para minha irmã,preciso acha uma solução para manter Aisha segura e longe da porra desse maldito casamento,por minha família mato e morro sem resitar.
— Bom dia Ryan — volto a realidade — havia esquecido de como é bom colo de irmão — ela falar e me abraça
— Bom dia princesa — deixo um beijo na sua testa — A vida da máfia se tornou muito corrida e teve que se acostumar com minha ausência desde cedo.
— Sei que foi necessário, hoje tem o respeito de todos e isso foi mérito seu .
— Como está se sentindo?
— Triste com tudo que aconteceu — ela falou triste — Jamais esperava que um dia papai iria levantar a mão pra me bater.
— Tudo ficará bem,você pode confiar em mim. — deslizo meu dedo por seu rosto — Agora vai tomar seu banho, te espero lá embaixo pra tomarmos café da manhã. Vou tomar um banho antes.
— Obrigada por tudo,amo você — ela fala e me abraça
— Também te amo
Saio do quarto dela,e entro no meu me lembro da loucura que fiz com a diaba da Hadassa aqui, entro no banheiro tiro minhas roupas,entro em baixo da água gelada e me permito relaxar,quando terminei minha higiene pessoal,me arrumo e alinho meu cabelo, passei meu perfume, pego meu celular e desço as escadas ouvindo as risadas da Aisha e da Hadassa na sala.
Minha diaba está linda,um traje preto,blazer preto bem ajustado ao corpo, sem blusa por baixo,um decote profundo e provocativo,o cabelo está solto, com ondas suaves,não tinha dúvidas que Hadassa sabia causa impacto se nunca parecer que estava se esforçando para isso.
— Bom dia Ryan — ela fala mordendo os lábios, não respondo e caminho até a mesa.
— Vai sair Hadassa? — minha irmã pergunta
— Sim,estou cansada de ficar presa em casa e me arrumei pra ir com Ryan a sede da máfia — ela fala me encarando
— Você não vai a lugar nenhum comigo, Hadassa. — falo ríspido, sem sequer olhar para ela enquanto sirvo meu café.
Ela se aproxima, o som de seus saltos ecoando no piso, sua presença exigindo atenção. Cruzo os braços e me viro para encará-la, sabendo que seu próximo movimento será um desafio.
— Eu vou, sim. E ponto final. — a voz dela é firme, cheia de determinação. Hadassa não é do tipo que aceita um "não". Ela me encara com aqueles olhos brilhantes, uma mistura de desafio e provocação.
Sinto a raiva subindo pelas minhas veias, mas mantenho a expressão fria. Ela não vai me vencer com essa atitude petulante.
— Você acha que manda em mim agora, Hadassa? — minha voz sai mais baixa, mas cheia de veneno — Isso aqui não é um jogo de poder, e você não tem ideia do que está se metendo.
Ela dá um passo mais perto, a tensão no ar é quase palpável. Os olhos dela percorrem meu rosto, desafiadores, mas há um brilho ali — uma faísca que me irrita ainda mais.
— Eu sei exatamente onde estou me metendo, Ryan. E não preciso da sua permissão pra nada. — ela rebate, os lábios formando um meio sorriso de puro deboche.
Eu dou uma risada seca, me aproximando até estarmos frente a frente, quase sem espaço entre nós.
— Você é teimosa, Mas, escuta bem comigo, você só vai até onde eu deixar. E agora, não vou deixar você ir a lugar nenhum.
Hadassa não recua. Ao contrário, ela ergue o queixo, desafiadora como sempre.
— Isso é o que vamos ver. — ela murmura antes de virar de costas e sair da sala, me deixando ali, sentindo a tensão pulsar entre nós.
— Não vai levar ela mesmo — Aisha pergunta terminando o café
— Não,Hadassa tem que entender que não vou ceder seus caprichos ,e hoje vou resolver carregamentos de arma e é perigoso. Vou indo agora,qualquer coisa me liga.
Beijo a testa da minha irmã, e saio não vejo Hadassa o que é estranho ela aceita sem reclamar, mas posso me preparar que a mulher bomba vai querer me dar o troco.
Após sair de casa, me dirijo à garagem, onde meu carro já está esperando. Meu segurança pessoal, Ivan, me cumprimenta com um aceno discreto. Entro no carro, a mente já voltada para o trabalho sujo que tenho pela frente. Hoje, o carregamento de armas precisa chegar intacto, sem falhas. Não posso permitir outra perda como na última missão.
Ivan acelera, e o silêncio no carro é quebrado apenas pelo som dos pneus no asfalto. Meu celular vibra com uma mensagem de Yuri, meu braço direito.
"O carregamento já está a caminho. Problemas com a polícia, mas estamos cuidando disso."
Leio a mensagem, o rosto impassível. Yuri sabe o que fazer, mas erros não são permitidos. Pessoas podem morrer se a entrega não for bem executada — e eu sou a última pessoa a me importar com baixas nesse negócio. Há um código de lealdade, mas fora isso, cada um por si.
Chegamos na sede,entro direto na sala principal, onde Yuri e mais alguns homens já me esperam.
— Como está a situação? — pergunto, sem rodeios.
— Tudo indo conforme o planejado, exceto pela polícia. Mas já estamos subornando o xerife local. Ele vai aliviar a pressão. — Yuri responde, sem olhar diretamente nos meus olhos. Ele sabe que não tolero hesitação.
— Espero que isso seja resolvido logo. Se der errado, alguém vai pagar caro. — Minha voz sai gélida, cortante. Os homens na sala trocam olhares rápidos, todos cientes do que isso significa.
Yuri dá um leve aceno de cabeça e se afasta, provavelmente para verificar as últimas instruções. Eu me sento na poltrona de couro, observando os mapas e rotas do carregamento na tela à minha frente. Armas pesadas, munição ilegal — tudo isso vale milhões, e qualquer deslize custa mais do que dinheiro. Custa confiança. E confiança, nesse meio, vale vidas.
Minha mente volta a Hadassa por um breve momento. Ela acha que pode me desafiar, mas o mundo que eu vivo não tem espaço para fraquezas ou joguinhos. Ela não faz ideia do que realmente acontece aqui. E nem vai fazer.
Um dos meus capangas entra na sala, a expressão tensa.
— Sr. Cooper, temos um problema. A polícia está fazendo uma blitz mais à frente do ponto de entrega. — ele diz, a voz vacilando.
Meu sangue esfriar.
— Resolveram isso ou preciso descer lá e acabar com isso pessoalmente? — levanto-me, a raiva subindo pela garganta.
— Já estamos lidando, senhor. Mas talvez precise intervir se a situação piorar.
Eu caminho até ele, me aproximando lentamente.
— Se eu tiver que me levantar dessa cadeira e ir até lá, vai ter muito mais que polícia pra você se preocupar. — minha voz é baixa, quase um sussurro, mas o efeito é imediato. Ele engole em seco, assentindo rapidamente antes de sair.
Volto a me sentar, o corpo tenso. No fundo, sei que posso confiar em Yuri e na minha equipe. Mas a máfia não é sobre confiança cega. É sobre controle, e eu sou o que mantém esse controle. Se for necessário, eu mesmo vou até lá e acabo com a resistência, seja ela policial ou não.
Na máfia, a lei é nossa, e quem não segue, não vive para contar.
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Atualizado até capítulo 66
Comments
Luisa Nascimento
Hadassa cadê você mulher. apareça !🤔🤔
2025-03-28
0
Clesiane Paulino
o que Hadassa tá aprontando 🧐🧐🧐
2024-12-20
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Arlete Fernandes
Daqui a pouco ela aparece aí!
2024-12-10
0