Ryan Cooper
Eu deveria saber que Hadassa seria minha ruína desde o momento em que nossos olhares se cruzaram. Ela tem esse poder de virar meu mundo de cabeça para baixo, de me deixar em conflito constante entre o que eu sou e o que ela desperta em mim. Parte de mim quer mantê-la longe, protegê-la do caos que é a minha vida. Mas a outra parte? Maldita seja, ela quer devorar cada pedaço dela.
Estou aqui, com os punhos cerrados, preso do lado de fora do quarto dela. Meu corpo ainda está em chamas, o desejo queimando sob a minha pele como uma maldita tortura. Ela soube exatamente o que estava fazendo quando saiu daquele banheiro, com aquele sorriso diabólico e provocador nos lábios, sabendo que havia me deixado à beira do desespero.
Dou um soco na porta mais uma vez, ignorando a dor nos dedos. Preciso tirar esse sentimento de mim, mas o problema é que o cheiro dela, a lembrança do toque dela, está impregnado em mim.
— Hadassa! — grito, tentando soar mais forte do que realmente me sinto. — Abre essa maldita porta!
Se eu quisesse, poderia arrombar essa porta em um segundo. Mas algo me impede. Talvez seja o orgulho ferido, talvez seja o fato de que, se eu entrar, não terei mais controle. E o controle sempre foi minha armadura, minha fortaleza. Mas com ela? Cada segundo que passamos juntos, sinto as muralhas caírem, e isso me assusta mais do que eu jamais admitiria.
Ouço seus gemidos abafados do outro lado, e meu sangue ferve. Ela está fazendo de propósito, gemendo como se estivesse se divertindo, provocando cada parte do meu ser. Isso me deixa louco. Saber que ela está ali, me provocando sem se importar, sabendo que a cada som que ela faz, eu fico mais perto de perder a cabeça.
Cada gemido dela me atinge como um soco, e meu corpo responde de uma maneira que me irrita. Droga. Não sei o que me incomoda mais, o fato de que ela está se provocando ou o fato de que, mesmo sem me tocar, ela consegue me levar à beira da insanidade. Minha respiração fica pesada, e eu cerro os dentes, tentando me controlar.
— Você vai pagar por isso, Hadassa — murmuro, encostando a testa na porta, frustrado. A porra do cheiro dela ainda está em mim. O toque dela. A lembrança dela ajoelhada no chão do banheiro, com os lábios em volta do meu pau, é uma tortura constante.
Eu deveria me afastar. Deveria mostrar a ela que comigo não se brinca assim. Mas... droga, só de pensar na forma como ela me provocou, como sua boca se moveu em mim, sinto meu corpo reagir novamente. Aquele sorriso dela, maldito e confiante, como se ela soubesse que estava no controle o tempo todo. Ela estava vencendo, e eu odiava isso tanto quanto eu desejava mais.
Empurro a porta de novo, mas sem força. Respiro fundo, tentando afastar a imagem dela da minha mente, mas é inútil. Cada detalhe dela continua preso na minha cabeça. A forma como ela me olhou no banheiro, o som da sua respiração, o calor do seu toque. Minha cabeça lateja, e eu percebo que estou completamente fodido.
Ela é uma tempestade, e eu fui burro o suficiente para me deixar levar por ela. Sei que estou caminhando para a perdição. Sei que nada disso vai acabar bem. Mas o problema é que eu sempre gostei do perigo. E Hadassa é exatamente isso: uma armadilha perfeita.
Solto o ar com força e dou as costas para a porta.
— Isso não acabou, Hadassa — murmuro para mim mesmo. Não posso continuar batendo nessa droga de porta como um cachorro louco. Dou passos largos de volta para o meu quarto, sentindo o corpo tenso de frustração. A raiva e o desejo se misturam de forma avassaladora, e a única coisa que parece capaz de me dar algum alívio é distância.
Mas assim que entro no quarto, o barulho dos gemidos de Hadassa invade meus ouvidos mais uma vez. É como se o som atravessasse as paredes de propósito, me perseguindo, me provocando. Cada vez que ela geme, algo dentro de mim quebra mais um pouco.
Solto um grunhido baixo e entro no banheiro, ligando o chuveiro com força, como se a água pudesse lavar a loucura que está tomando conta de mim. Tiro as roupas com pressa e entro debaixo da água fria, tentando acalmar o fogo que arde no meu corpo. Mas é inútil. O som dos gemidos de Hadassa ainda ecoa na minha mente, e meu corpo responde, endurecendo à medida que a lembrança dela me tortura.
Fecho os olhos, encostando as mãos na parede do box, tentando me controlar. Mas, ao invés disso, a imagem dela ajoelhada no chão do banheiro aparece diante de mim, nítida como se estivesse acontecendo de novo. A forma como ela segurou meu pau com tanta firmeza, os olhos maliciosos me encarando enquanto ela me provocava, a língua brincando com a cabeça... Droga, só de lembrar disso, sinto o desejo pulsar mais forte.
Minha mão desliza até meu membro, que já está completamente rígido. Seguro firme, soltando um gemido rouco quando começo a movimentar a mão para cima e para baixo, exatamente como Hadassa fez. Meus pensamentos estão completamente consumidos por ela. Cada vez que eu acelero o movimento, a imagem dela fica mais clara. A boca dela, os lábios macios, a sensação de tê-la ali, ajoelhada diante de mim, me faz perder o controle.
Eu deveria parar. Deveria me afastar dessa loucura. Mas, nesse momento, tudo o que quero é gozar, imaginar que são as mãos dela que estão me levando à loucura. Minhas coxas ficam tensas, e a água do chuveiro não faz nada para aliviar o calor que percorre meu corpo. Fecho os olhos com força, acelerando os movimentos, sentindo o prazer subir, cada vez mais intenso.
— Hadassa... — murmuro entre dentes, sentindo o orgasmo se aproximar, e tudo que consigo pensar é no jeito que ela me olhava, o sorriso diabólico, como se ela soubesse que estava me destruindo. Meu corpo inteiro reage, meus músculos se contraem, e com um último movimento rápido, eu gozo, soltando um gemido baixo, encostando a testa na parede.
Fico ali, respirando pesado, enquanto a água fria continua caindo sobre mim. Mas, mesmo depois do alívio, o desejo por Hadassa não desaparece. Ela ainda está gravada em mim, em cada célula, em cada pensamento.
— Isso não acabou — digo baixinho para mim mesmo, sabendo que, de algum jeito, essa guerra entre nós está longe de ser vencida.
Saio do banheiro, ainda com o corpo quente, a mente girando em círculos por causa dela. Sem me secar, caminho nu até a cama e me jogo nela, o corpo exausto, mas a cabeça a mil. Então, meus olhos caem sobre algo inusitado.
No meio da cama, largada como um desafio, está uma calcinha minúscula. A maldita deixou isso aqui de propósito.
— Só pode ser brincadeira — murmuro para mim mesmo, pegando a peça de roupa entre os dedos.
A calcinha é tão pequena que quase desaparece na minha mão. Eu seguro o tecido e observo por um momento, quase sem acreditar. Levo o pedaço de pano até o nariz, inalando o cheiro dela que ainda está impregnado ali. Meu pau responde imediatamente, endurecendo de novo só pelo maldito cheiro.
Eu deveria ficar furioso, mas tudo o que sinto é um desejo avassalador. Aquela diaba sabe exatamente o que está fazendo comigo. Ela me deixou à beira do desespero, e agora isso.
Olho mais uma vez para a calcinha antes de enfiá-la debaixo do meu travesseiro. A última coisa que preciso agora é mais provocações, mas não consigo simplesmente jogá-la fora. Saber que aquele pedaço de tecido esteve no corpo dela, e que ela fez isso só para me torturar... maldita seja.
Me ajeito na cama, os pensamentos ainda girando ao redor dela. Hadassa está em todos os lugares. Ela é a guerra que eu estou prestes a perder.
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Atualizado até capítulo 66
Comments
Graça Barbosa
kkkkkkkk ainda bem que você sabe que essa guerra você já perdeu mas na verdade você vai sair ganhando uma mulher maravilhosa e apaixonada pelo marido vocês vão se amar verdadeiramente
2025-02-21
3
Clesiane Paulino
eita Hadassa se prepara pra ele vai revidar 🤣🤣🤣🤣
2024-12-20
0
Luisa Nascimento
Vá lindo, vá mexer com quem não deve!🤭🤣😂🤣😂
2025-03-28
0