Hadassa Stevens
Acordo tarde. O sol está entrando pelas janelas do meu quarto, que esqueci de fechar as cortinas. Coloco o travesseiro no rosto e me lembro da noite passada. Me sento na cama, apenas com o lençol sobre o corpo,depois de provocar Ryan, tomei uma ducha e me deitei do jeito que saí do banho, sem me importar com nada. Fecho os olhos e a imagem daquele idiota vem à mente seu corpo malhado, seu abdômen definido, suas cicatrizes que, de alguma forma, o tornam ainda mais sexy.
Passo as mãos pelo rosto, pego meu celular e mando uma mensagem para minha mãe. Respondo à minha irmã e envio uma mensagem de bom dia para o papai, que desde que cheguei aqui não me enviou nenhuma. Ele entende que estou chateada com ele e não quis forçar nada, mas o amo demais para deixar esse clima tenso acabar com nossa amizade de pai e filha. Mesmo eu sendo contra algumas decisões dele, ele me responde imediatamente e trocamos mensagens por algum tempo.
Prendo meus cabelos, já que não vou molhá-los. A porta do quarto é aberta sem que ninguém bata. Só poderia ser o imbecil do Ryan. Ele entra no meu quarto, de banho tomado e vestido, com o cabelo alinhado e seu perfume invadindo minhas narinas, fazendo-me prender a respiração.
— Não sabe bater na droga dessa porta? — falo irritada. — E se eu estivesse pelada? — digo mordendo os lábios. Minhas bochechas coram quando lembro do que fiz ontem à noite provocando-o.
— Sabe, ontem, quando invadiu meu banheiro e mamou meu pau, não estava preocupada se eu iria te ver pelada — ele diz arqueando a sobrancelha. — E outra, aí não tem nada que eu ainda não tenha visto e sentido — o idiota fala, passando a língua pelos lábios de um jeito terrivelmente sexy. — Você, por ser da máfia e criada nos seus costumes, está bem informada sobre os prazeres da vida entre um homem e uma mulher.
— Sou criada nos costumes da máfia, mas sou atualizada. Já que não podemos ter uma vida sexual ativa no nosso mundo, meu querido noivo, precisava entender todas as mudanças no meu corpo. Minha mãe sempre conversou sobre esses assuntos com minha irmã e comigo. Quando me toquei pela primeira vez, o orgasmo foi incrível — falo, saindo da cama e deixando o lençol deslizar pelo meu corpo.
Sinto seu olhar queimando sobre minha pele; meus seios ficam rígidos querendo seus toques. Aproximo-me dele sem me importar com seu olhar que recai sobre meu corpo todo. Sinto um aperto no pescoço e ele me puxa, deixando nossas faces bem próximas. Sinto seu hálito quente, olho seus lábios e queria sentir o gosto da sua boca na minha. Ele desliza a língua pelos meus lábios, fazendo-me fechar os olhos; ele não me beija, apenas me provoca.
— Vai ter seu melhor orgasmo quando eu estiver fodendo essa sua boceta forte e firme com meu pau, você querendo mais dele, enquanto sinto seu interior quente na minha pele — ele fala, apertando meus seios e me fazendo gemer. — Você é minha, seu corpo é meu, essa boceta é minha e somente eu vou estar enterrado com meu pau dentro dela quando e onde quiser — ele fala com possessividade, fazendo-me ficar úmida. — E tenho certeza que essa boceta está pingando por mim — ele diz, levando sua mão à minha bunda e acertando um tapa. Seus dedos deslizam entre minhas pernas e ele solta um pequeno sorriso ao comprovar que estou excitada por ele.
— Me solta, idiota — falo, desnorteada com ele tão perto, e ele me solta.
— Tão quente e doce — ele diz, chupando os dedos. — Em breve, quero você gozando na minha boca, sentir essa boceta no meu rosto enquanto mamo ela. — Minhas bochechas esquentam com a intensidade com que ele fala tão naturalmente. — Mas agora, vamos ao que interessa — ele me solta, deixando-me desnorteada. — Se arrume, vamos à sede da máfia, o conselho quer te conhecer. Te espero lá embaixo, minha diaba.
Ele sai sem esperar minha resposta, e odeio quando falam comigo assim. Pego um vaso e jogo na porta, desejando que fosse na cabeça daquele imbecil.
Vou para o banheiro e tomo um banho gelado para acalmar meu corpo, que ainda estava sob o efeito de Ryan. Quando termino, escolho uma roupa mais aconchegante; o clima está bom nas ruas da Rússia. Hidratando minha pele, faço uma maquiagem leve e passo um batom, finalizando com um gloss de cereja, meu preferido desde a infância. Passo meu perfume, escolho uma bolsa e pego meu casaco. Me olho no espelho e gosto do resultado.
Desço as escadas e vou tomar meu café da manhã. Ryan está na mesa com seu modo sério. Sirvo-me apenas de suco e bebo poucos goles, enquanto ele toma seu café da manhã.
— Acho bom não me desafiar enquanto estamos na sede da máfia, Hadassa — ele fala entre os dentes.
— Eu sou um anjo — pisco para ele.
— De anjo não tem nada; está mais para uma diaba — ele fala, cerrando os punhos com força. — Vamos, sua diaba linda.
Saímos da propriedade. Ryan dirige, com uma tropa de seguranças atrás. Observo as ruas movimentadas enquanto ele está concentrado na estrada. Adentramos a sede da máfia, e o clima é sombrio. Ele desce e abre a porta para mim. Entramos, e Ryan segura firmemente minha cintura, fazendo nossos corpos ficarem próximos. Ele não fala com ninguém e me guia para seu escritório. Ele se senta e aponta para a cadeira à sua frente.
— Antes de seguir para a sala do conselho, preciso te dizer que temos um jantar hoje à noite — ele fala, pegando uma dose de whisky. — Minha família quer conhecer a doçura que é minha noiva — ele fala com deboche.
— Vou adorar conhecer o restante da família — digo, levantando-me. — E eu sou doce sim; você já provou com seus dedos ontem à noite e pode dizer que me tornarei seu novo vício — falo sussurrando em seu ouvido.
— Sua diaba, você se tornou o que eu mais temia: uma obsessão que quero apenas foder e te ter nos meus braços. Mas mato quem ousa te olhar, e quem te tocar ficará sem a mão — ele rosna, olhando-me nos olhos.
— Ciumento, possessivo. Adoro brincar com o perigo, e eu sou apenas minha; ninguém manda em mim.
— Te mostrarei que vou te domar — ele fala, levantando-se. — Vamos, estão nos esperando.
Seguimos para a sala onde nos aguardavam. Ryan não me larga, deixando claro seu lado ciumento.
Os olhares são intensos assim que cruzamos a porta da sala onde nos esperavam. O ambiente é denso, carregado por uma mistura de respeito e autoridade. Cada um daqueles rostos à mesa, marcados por cicatrizes e experiências vividas no submundo, me observa como se estivesse avaliando cada detalhe da minha presença. Não posso fraquejar, não aqui.
Ryan não afrouxa o aperto firme em minha cintura, deixando claro que sou dele. Sinto a tensão no ar, principalmente quando meus olhos encontram os do meu sogro, que ocupa o lugar central da mesa. Seu semblante é sério, mas há algo em seu olhar que me provoca uma pontada de curiosidade. Ele levanta a mão, interrompendo o silêncio com um gesto.
— Hadassa, você finalmente chegou — sua voz é grave, mas controlada. — Seja bem-vinda à nossa família.
Dou um leve aceno de cabeça, mantendo a compostura. Não posso mostrar fraqueza, mas também sei que preciso medir cada palavra.
— É uma honra estar aqui — minha voz soa firme, apesar de minha mente processar rapidamente todas as possíveis reações que esse encontro pode desencadear.
Ele se levanta, caminhando lentamente ao redor da mesa. Seus olhos nunca deixam os meus. Sinto o calor do corpo de Ryan ainda próximo ao meu, sua possessividade irradiando como uma sombra protetora, mas também sufocante.
— Espero que você entenda a importância de fazer parte dessa família — ele continua, parando a poucos metros de mim. — Nossas alianças são fundamentais, e qualquer fraqueza... — seus olhos brilham com uma ameaça —... não será tolerada.
Engulo em seco, mas mantenho minha postura. Sei exatamente onde estou pisando e não vou deixar que me subestimem.
— Fraqueza não é algo que encontrarão em mim — digo com firmeza. — Aprendi desde cedo o que significa viver nesse mundo e estou aqui para honrar minha parte.
Ele sorri de canto, mas é um sorriso frio e calculado. Antes que possa responder, uma porta ao fundo da sala se abre e mais dois homens entram. Um deles, que reconheço de algumas histórias que ouvi, é uma figura importante dentro da máfia. O outro é desconhecido, mas seu olhar é penetrante, quase como se quisesse me desafiar.
Ryan roça os lábios em meu ouvido e sussurra
— Fique perto de mim. Eles estão testando você.
Eu não preciso de avisos. Já esperava por isso.
Eles se aproximam da mesa, e o mais velho dos dois, com uma cicatriz que atravessa todo o lado esquerdo do rosto, se pronuncia:
— Esta é a famosa Hadassa? Ouvi muito sobre você.
— Espero que tenha ouvido boas coisas — respondo, sem desviar o olhar.
Ele ri baixinho, mas não há calor em sua risada. É como se estivesse se divertindo com um jogo cujo fim já conhece. Mas não sou ingênua; estou pronta para jogar também.
O silêncio que segue é cortante, até que o meu sogro dá um passo à frente.
— Muito bem, Hadassa. Vamos direto ao ponto. Estamos aqui para discutir o futuro da nossa organização e sua participação nela. Sabemos que você é inteligente, que foi criada com os valores certos... Mas isso será suficiente?
Sinto o peso de cada palavra. A pressão de provar meu valor diante de uma sala cheia de homens que matariam sem hesitar é sufocante. Mas sou Hadassa Stevens. Não vim até aqui para falhar.
Dou um passo à frente, me soltando ligeiramente do aperto de Ryan, e olho diretamente para o pai dele.
— Sei que vocês esperam lealdade, força e competência de qualquer pessoa que entre para esta família. Eu não sou exceção. Mas também espero o mesmo de vocês. Se estamos nos unindo, faremos isso de igual para igual, sem fraquezas de nenhuma das partes.
A sala fica em silêncio absoluto, os olhos fixos em mim, e o sorriso no rosto do meu sogro se alarga levemente. Ele gostou da minha resposta.
Ryan, ao meu lado, segura meu braço, sua força me ancorando.
— Esta é minha noiva — ele murmura, em um tom baixo, mas carregado de orgulho.
O conselho murmura entre si, trocando olhares significativos. Finalmente, o sogro de Ryan quebra o silêncio.
— Muito bem, Hadassa. Acho que teremos um futuro interessante com você entre nós.
Ryan me puxa novamente para perto, sua mão firme em minha cintura. Enquanto caminhamos para fora da sala, sinto que passei no primeiro teste. Mas sei que este é apenas o começo de um longo e perigoso caminho dentro dessa família.
Voltamos para a sala, e me sirvo de uma dose de whisky, bebendo tudo de uma vez, deixando Ryan surpreso. Precisava beber; minha garganta estava seca.
— Vou ao banheiro — digo, e ele aponta onde fica.
Entro e me olho no espelho, respirando fundo. Passo água no rosto, enxugo minhas mãos, e, ao me aproximar da porta, ouço uma voz feminina. Saio do banheiro, ainda sentindo o sangue ferver depois de encarar aqueles mafiosos. Assim que abro a porta, vejo algo que faz meu corpo inteiro congelar por um segundo. Aquela vagabunda está sentada no colo de Ryan, com um sorriso cínico nos lábios, como se fosse dona do mundo,há mas se ele pensa que vou fica quieta está muito enganado,e vou ensinar que nenhuma filha da puta tocar no meu noivo. As mãos dela deslizam pelo peito dele, enquanto ele parece... hesitante e afasta.
Meu sangue ferve. Ele sabe o que isso significa. E ela também deveria saber.
— Que cena adorável... Estou interrompendo alguma coisa? — minha voz sai carregada de ironia. Ryan rapidamente me olhar assustado já temendo o que eu possa fazer.
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Atualizado até capítulo 66
Comments
Marines Silva
Dá só uma mãozada prá ela aprender
e entender o recado.kkkkk
2025-01-06
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Claudia
perai... ele tá com medo da reação dela???? a mulher só foi ao banheiro dentro da sala dele!!! e ele deixa outra mulher fazer issoooooo???? caraca hein..... mau caráter!!!
2025-03-01
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Clesiane Paulino
dar uma surra nessa carniça Hadassa 😡😡😡😡
2024-12-20
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