Matt abraçava Julie pelas costas, os dois deitados de lado com as pernas entrelaçadas, ele enterrava deliberadamente o rosto nos cabelos loiros claros dela, que dormia profundamente.
Ele se levantou, procurando algo para beber, a garganta seca o levou direto ao riacho, a piscina natural formada pelas raízes da finada árvore acima, era um convite forte demais para Matt suportar.
A água fria acalmava a sensação de comichão que Matt sentia nas várias mordidas vampirescas que Julie dera nele durante o sexo.
Ele relaxava o corpo com os olhos fechados, quando sentiu um abraço da pele mais sedosa e macia.
— Então você fugiu de mim, me senti chateada!
Disse Julie divertidamente.
— Ah! Você sugou tanto de mim, que tenho que me recuperar.
Respondeu também divertidamente o garoto realizado.
Ele sentiu o mover da água, e quando abriu os olhos, a mulher mais linda que ele já viu em todos os dois mundos em que esteve, se apresentava nua sentando-se ao seu lado na água fria, e abraçando-o da maneira mais doce e cheia de ternura, que um homem poderia pensar em ser abraçado.
Os rosados mamilos duros de seus perfeitos seios firmes e pequenos se espremiam contra as costelas de Matt que a abraçava de volta se animando para mais uma vez, se enrolar por entre as pernas dela.
— Você sabia que ontem foi a minha primeira vez?
Um risonho Matt dizia, tentando disfarçar a vergonha. Julie então respondeu:
— Também foi minha primeira vez! Me transformei aos dezenove anos, e Gwaed apareceu para mim, ele me disse que eu carregava a variante mais destrutiva entre os vampiros, ele me disse que eu deveria ser a arma do seu escolhido, e que apenas ele teria a variante certa para se tornar meu par. Vampiros são uma raça monogâmica, vivemos para sempre e escolhemos só um parceiro, ou ficamos sozinhos, e todo esse tempo, eu venho te esperando, meu amor!
Matt, sorrindo, disse:
— E Gwaed me disse que eu poderia ter um harém! Esse deus sabe como pregar uma peça! Mas adorei saber que ele reservou a flor mais bela e delicada para mim.
Então, ele se inclinou para beijá-la nos lábios e tão logo reiniciaram o que aconteceu durante toda a noite.
Algumas horas se passaram e os dois voltaram a mansão, entrando pela porta dos fundos, assim que chegaram à ala de Lady Marry, a encontraram ensinando a Obu, alguns golpes simples.
— Olá! Nossa, vocês demoraram!
Disse Obu casualmente aos dois.
— É! Vocês demoraram mesmo! Julie, eu sabia que você ia atacar ele, mas não achei que iam demorar tanto assim na pequena lua de mel de vocês!
Lady Marry não podia ser mais direta quando falou sobre os dois.
Lady Julie corou, e Matt espantado, disse:
— Como você sabe?
A vampira revirou os olhos, como se o fato fosse a coisa mais flagrantemente óbvia que podia existir e disse para Matt
— O cheiro de vocês dois está tão misturado, que eu quase te chamei de Julie!
Obu arregalava os olhos, meio em chocado, meio orgulhoso de seu amigo, quando interrompeu, rindo e brincando com o casal:
— É isso aí! A maneira mais rápida de subir na hierarquia, é pegando a chefe mais velha!
Lady Marry chorou de rir com a piada de Obu, captando o contexto mesmo sem saber o que era uma chefe. Lady Julie corou intensamente antes de dizer:
— Foi por isso que você me mandou para lá esperar ele?
Lady Marry respondeu ainda limpando as lágrimas da crise prévia de riso:
— Eu sabia que algo sairia errado e um deles precisaria ir até o abrigo, mas a sorte quis que fosse Matt, e você, bem, eu te criei garota, sei exatamente quais são seus sentimentos, você não aguentava olhar as lutas dele, sempre escolhendo estar cega!
Quando Lady Marry tocou no assunto, Matt se lembrou da conversa que tiveram sobre os olhos de Julie, e indagou:
— É verdade meu amor, outro dia você me disse sobre não enxergar, como é?
Lady Marry interrompeu respondendo pela vampira de maneira resumida:
— É parte da variante dela, nós chamamos de "Olhos da onisciência", essa variante sempre está ativada, mas ela vem com um tipo de membrana que Julie pode controlar e deixar mais fina ou mais espessa, quanto mais fina, mais controle da variante ela deve ter, pois, geralmente o ser que olha diretamente o olho de Julie, tende a morrer devido à sobrecarga. O fato é que na luta que você participou, eu via a membrana dela, tão grossa, quanto os muros da mansão!
Lady Julie então completou:
— Eu não aguentaria ver um homem tão corajoso morrendo, ele não tremeu mesmo quando as presas da outra lá, quase se cravaram em sua carne!
Lady Marry trocando de assunto abruptamente disse:
— Que bom que vocês se entenderam, mas sabem, que para tudo dar certo, esse cheiro misturado de vocês não podem nem chegar perto da mimadinha, né? Então vão se lavar, pois temos um banquete para preparar, e uma baronetesa que se acha rainha, para agradar! Obu, Matt nos encontrem às oito horas da noite em ponto na sala de banquetes da mansão!
Concordando com a sua protetora, Matt seguiu para seus aposentos, Obu é claro, o seguiu.
— Qual é cara, Lady Marry não te designou um quarto?
Matt perguntou:
— Sim, e é maior que o seu, apesar da mobília mais desgastada, mas não é sempre que seu melhor amigo pega uma vampira, qual é cara? Me conta!
Matt abriu um sorriso quando disse:
— É como doar muito sangue, mas da maneira mais maravilhosa possível! Por quê? Você e a Marry?
— Seria meu maior sonho! Ela é demais! Mas jamais prestaria atenção em mim, ainda mais quando passa todo o tempo cuidando do "escolhido de Gwaed", cara! Eu ouço mais sobre planos de guerra e como levar você ao trono, do que ouvia o balir das cabras da fazenda!
Respondia Obu enquanto os garotos continuavam seu caminho até os aposentos de Matt.
O horário marcado chegou, Matt e Obu estavam chegando as portas do salão de banquetes quando um Ghoul chegou trazendo a senhorita Perla, limpa e vestindo belas sedas cor de vinho, a garota apavorada, era puxada com violência pelo ghoul que entregou a correntes que prendiam seus braços, nas mãos de Matt enquanto balbuciava com sua voz rouca:
— Lady Marry ordenou, agora é sua! Sabe o que fazer ela disse!
Matt pegando as correntes, tentou não pensar no que ia fazer quando seguia as instruções de sua protetora, ele empurrou às duas portas, com a ajuda de Obu, seu estômago revirava enquanto eles se ajoelhavam, e dizia:
— Minha senhora e senhora de toda cidade de Baêta, em agradecimento pelo nobre ato de perdão a este ao meu lado, nós enquanto seres menores, trabalhamos juntos para lhe proporcionar essa oferenda! Essa é a filha virgem da casa mais abastada dos traidores que se aliaram aos nossos inimigos elfos, para desafiar a sua suprema e inquestionável autoridade!
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Atualizado até capítulo 57
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