Ao sobrevoar a floresta novamente, chegamos a um lago, um enorme lago. Conforme pousamos, eu olhei direto para o céu, parecia que já estava anoitecendo? Assim que Ethan me colocou no chão retirando o tecido do meu corpo com cuidado, eu acabei olhando para ele mais que o normal e ele percebeu, ele balançou a cabeça e resolveu ignorar o meu olhar andando para as margens do lago enquanto dobrava o tecido. Eu suspiro acompanhando logo atrás, sentindo o tempo estranho, eu desci um pequeno morrinho que dava para o lago, parei nas pedras da margem do rio. Eu me abaixei ali observando os peixinhos que ali habitavam, quanto mais o céu escurecia, mais aparecia uns peixinhos que iluminavam a borda do lago dando um ar mágico.
–Esse são os Oddiex, se você passar sangue deles em alguma coisa. Acabam brilhando em uma luz fosforescente–A voz de Ethan penetra nos meus ouvidos quase me assustando.
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–Nunca vi essa espécie–Coloquei a mão na água para brincar com eles, os mesmos estavam beijando minha mão, eu ri baixinho pela as cócegas e retirei a mão de lá pelo excesso das cócegas, acabei percebendo que a minha mão ficou um pouco brilhante devido a saliva do peixe.
–Tem várias outras espécies nesse lago, mas são vistas de dia–Ele se senta em uma grama um pouco afastado de mim, respirando profundamente o ar do local.
–Ethan...–Eu me sentei no gramado também, minhas mãos agarrando as juntas dos joelhos para traze-los para cima, como se fosse uma posição fetal.
–Sim...–Ele desvia o olhar para o céu que fica cada vez mais escuro.
–Oque você fez com a criança?–Voltei a repetir a pergunta, que ele fez questão de soltar um murmúrio baixo para si.
–Você não vai me deixar em paz, não é?–Ele passa uma mão pelos cabelos–Eu matei você e aquele canalha do Pietro umas três vezes, e revivi vocês umas três vezes.
–Como?–Eu levantei as duas sobrancelhas confusa.
–Você me disse que já me ouviu falar da tuberculose, nessa caso, você viveu aquilo lá umas 3 vezes seguidas no mesmo lugar. E só se lembrou agora, você morreu de três formas diferentes, esbarrando em mim, pois fiz questão de fazer isso, a segunda fiz essa mesma questão de esbarrar em mim, porém Pietro matou você furtivamente, e a terceira...Morreu na vila com um monte de lança caindo sobre você, que é o feitiço que fiz sobre o aviso da rasga mortalha–Ele explicou um pouco.
–E a criança, o que ela tem haver?
–Ela foi o preço que paguei para reviver você e aquele cretino, tudo por causa daquele tecido.–Falou ele mostrando o tecido.
–Você me matou e matou ele, por causa desse tecido?! Pelos céus! para que você vai usar esse tecido?–Falei com indignação.
–Possivelmente em uma roupa, isso me permitiria me locomover dentro da sociedade sem matar ninguém com o toque–Eles resmungou–E eu não tenho paciência para fazer o feitiço de selamento em mim toda a hora e sem contar que ele dura por pouco tempo. E se você estiver perguntando oque aconteceu com a alma da criança, não se preocupe, ela foi para um lugar bom lá no "céu". Então, se você voltar para o céu, vai vê-la novamente–Ele suspira tentando manter a voz mais baixa–E isso estava acontecendo lá no campo, e você acabou entrando nesse loop de morte.
–Oque custava você me avisar que iria usar uma área para matar alguém?–Eu elevei a voz frustrada.
–Por que não era para você ter conhecido o Pietro na vila, e eu também não sabia que ele usou você de isca para me confundir, saiu contra os meus planos de começo–Ethan pega no livro das minhas mãos–Ele fez um clone da energia dele e colocou nesse livro, a versão verdadeira dele estava com você dentro da vila e a outra versão dele estava no campo comigo. Tive que matar você e o clone, até o verdadeiro aparecer oque aconteceu agorinha. E isso custou um pouco do tempo da vida real, e... Princesa, me desculpe se usei você para esse propósito.
–Esse tecido é tão raro, para você fazer um absurdo desses?
–Muito, uma relíquia difícil de se conseguir. Pietro estava teimando para dar o tecido, que eu comprei dele–Eu olhei para frente, vendo algumas luzes saírem da água, quando ele terminava de falar. O céu e o nosso arredor inundou pela escuridão da noite, mas aquelas luzes ali a frente estavam me intrigando.
–Oque é aquilo?–Perguntei me levantando do gramado.
–São almas de elfos, aquela vila provavelmente vinham aqui para fazer a sepultura dos que já morreram. Já vi muitos desses durante as minhas jornadas, eles ficam dançando de forma graciosa como se estivesse felizes–Ethan joga o tecido em cima dos meus ombros e faz sua capa desaparecer das costas, ficando apenas com o torso exposto e usando suas habituais calças e bota. Ele deu uma última olhada para mim indo em direção a água, pulando em cima dela indo correndo acima da superficie da água que refletia o céu escuro e estrelado.
Uma neblina forte apareceu acima do lago, enchendo o ar com o frio da umidade. Ethan de longe conduziu as almas para mais perto, um zumbindo estranho encheu o local, ao fundo um pouco abafado parecia que estava escutando um coral de vozes angelicais. Além disso, sons de risadas de crianças, tambores e trombetas ao fundo para incrementar. Eu me levantei do gramado, enrolando o tecido direito no meu corpo o fazendo como coberto da noite, já que começou esfriar. Depois que Ethan trouxe as almas mais para perto, ele veio na minha direção ficando em pé ao meu lado, nós dois apreciamos o pequeno show de cantoria e instrumentos.
–Para me desculpar, e eu sei que isso não vai ser muita coisa–A voz dele caiu para um rouco profundo–Você quer dançar comigo?
–Dançar? Mas... O tecido não vai tampar nós dois–Ethan puxa o tecido dos meus ombros o jogando ele no gramado.
–É para isso que vou abrir excessão–Ele fez os mesmo sinais de selamento próprio, seu corpo começou a ficar coberto de runas, depois ele estendeu uma mão em minha direção. Eu dou um leve sorriso de contentamento por debaixo da máscara e pego na mão dele. Ethan me ajudou a pisar em cima da água sem me afundar, e começamos a andar até lá para o meio onde estavam os elfos fazendo um círculo de dança. Quando Ethan e eu nos juntamos, ele aperta minha cintura com força contra ele, seus olhos profundos atentos nos meus. Ele soltou um suspiro longo, começando a conduzir a dança em cima da água. As gotas que saiam dos sapatos começaram a caírem em outros lugares conforme pegamos impulsos. A música tocada por tambores e trombetas deram ao lugar um som delicado de violinos, flautas e um lindo coral composto de mulheres. Vagalumes saíram da floresta e dos pastos para se juntar à nossa dança.
–A quanto tempo não dançava desse jeito com alguém–Confessou ele olhando para o céu escuro e estrelado.
–Devo imaginar, com essa maldição de toque... Você pode se sentir tão solitário e ausente de carinho–Eu inclinei a cabeça para o lado, quando ele abaixou a cabeça para olhar para mim.
–Oque é verdade, você não mente princesa...Às vezes tudo que nós precisamos algum dia para aliviar o estresse, é do carinho de alguém...Um abraço–A voz dele caiu em um sussurro rouco.
–Pensando por um lado, acho que devo considerar você a pessoa mais forte que conheço–Soltei um pouco da minha risada quando ele gira nossos corpos.
–Ah, agora você me acha uma pessoa forte, huh? Nem parece que matei você umas três vezes agorinha e ficou frustrada por morrer três vezes. Se eu fosse dizer, todo mundo teria inveja de você sabia disso?–Ele jogou o meu corpo para frente ainda segurando a minha mão, ele se aproxima girando meu corpo para eu ficar de costas para ele.
Minha mão estava acima do ombro segurando a cabeça dele que ousou pousar no ninho do meu pescoço, o nariz gelado respirando minha fragrância. Outra mão estava em baixo na minha cintura segurando a mão dele, assim o fazendo encaixar melhor o corpo dele atrás de mim. Eu soltei todo o meu ar da dança, meu coração descontrolando suas batidas com o toque de seu peito contra as minhas costas.
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–As pessoas sentiriam inveja que eu morri três vezes?–Eu fingi uma leve frustração brincando, tentando esconder meu nervosismo e meu rosto corado com essa situação embaraçosa que ele me meteu.
–Oh, não por que você morreu. Mas como você ressuscitou três vezes e passou pela aprovação da balança, princesa. Você sabe muito bem, que eu nunca deixaria alguém passar dessa aprovação mais de duas vezes–Eu sinto ele mover o corpo, os braços fortes serpenteando minha cintura me fazendo elevar sobre a água, as almas dos elfos começaram rodear a gente e Ethan estava voando, as asas enormes aparecendo um pouco depois–Eu não vou desperdiçar todo o trabalho que eu fiz deixando você lá para morrer, querida...–Continuou, sussurrando no meu ouvido enviando arrepios pela a minha espinha com a voz profunda dele–Já mais deixaria esse par de asas brancas delicadas, nos confins da escuridão.
–Ah, então isso foi pelo motivo de eu ter dado trabalho?–Eu tentei virar para olhar para ele, mas ele me segurou firme contra ele.
–E se eu te contar que foi por outros motivos?–Ele sussurrou mais perto do meu ouvido–Estou apenas curioso, anjo. Quem é que esconde o rosto por debaixo da máscara.
–Alguém deformado não é...Mas você quer ver meu rosto? Então, eu terei que ver o seu, pois não seria justo–Ele aperta mais minha cintura, um ronronar zumbindo pela a sua garganta.
–Uma troca justa passarinho–Ele pousa em cima da água novamente, me conduzindo a uma dança mais animada–Eu tiro ou você fará isso por conta própria?–Ele rodopiou seu corpo passando por mim, exibindo seus movimentos ágeis.
–Você primeiro, só para eu ter mais certeza–Eu fiz o mesmo movimento com ele, rodopiando animadamente. Até a música parar, eu e ele estávamos um na frente do outro um pouco suados pela a atividade alegre. As almas acima de nós proporcionaram uma ótima visão de iluminação, Ethan se curva para frente, a magia roxa transbordando do seu rosto agora evaporando pelo o ar como poeira. No mesmo momento que ele se levantou para revelar o rosto, eu já estava com a mão nos nós vermelhos das cordas que mantém minha máscara de raposa prensada no meu rosto. A máscara caiu para frente, boiando sobre a água das luzes fluorescentes das escamas dos Oddiex's.
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–Claro, linda e perfeita. Igual uma boneca de porcelana. Facilmente guardaria você em um potinho se eu pudesse–Ele sorriu mostrando os dentes brancos, meu coração encheu de calor analisando seu rosto mais de perto na hora que ele se aproxima.
–Eu devo dizer que feio você não é, radiante nem tanto. Mas está na altura–Eu coloquei a mão na boca para rir baixinho, um sorriso tímido com as revelações de hoje.
–Você espera oque? Que eu fosse pálido e extremamente branco igual a Lúcifer? Deformado de um lado do rosto–Umas almas femininas de elfos se apossaram do corpo dele, acariciando o seu rosto e algumas pousando no seu ombro rindo travessamente com aquelas vozes doces e irritantes, a mim, foi da mesma forma, as almas femininas acariciando o meu rosto fazendo cócegas ao toque e pousando seus corpos acima dos meus ombros.
–Acredito que para um arcanjo ser deformado, teria que estar bastante corrompido–Contemplei olhando para o rosto dele, observando os traços masculinos do seu rosto e os lábios carnudos, mandíbula marcada, bochechas salientes, os olhos azuis cansados.
–De certa forma, claro–Ele balançou a cabeça.
O som de um tambor grande soou no ar, e uma rajada de vento passou no centro da onde estávamos separados. As almas femininas dos elfos riram mais alto e um empurrão foi dado, batendo os nossos corpos de frente um para o outro, Ethan segura meus ombros para eu não bater minha cabeça contra o peito dele. Ao fundo, um coral feminino junto do masculino e das crianças foi ouvido e o tambor continuou a tocar lentamente dando pausas para tocar de novo. Eu coloquei as mãos no peito de Ethan para me separar um pouco dos nossos corpos, e tentar entender oque esta acontecendo no arredor, pois a mudança de energia caiu sobre nós.
–Shh...Está tudo bem. É só uma finalização e um agradecimento por participarmos da dança–O olhar dele caiu sobre mim, os nossos olhos encontrando um ao outro, eu queria desviar daqueles olhos mas meu corpo me traia e queria continuar embreagada com aquele azul vivo de uma maré calma do mar.
–Você tem certeza? Estou sentindo uma coisa estranha desenrolar no fundo da minha barriga–Falei sem jeito, ainda escutando a música que as almas tocavam com graciosidade.
–Uma hora você se acostuma, não é tão demorado–As asas de Ethan se fecharam em torno dos nossos corpos–Feche os olhos, a luz vai ser um pouco intensa e as minhas asas não tampa todas elas–A voz dele se tornou abafada pelo som dos tambores com notas mais profundos. Fiz oque ele pediu, fechei os meus olhos, meu corpo começou a se arrepiar inteira com a música e a interação do toque de Ethan perto de mim.
Uma mão dele se moveu do meu ombro até a minha nuca, as suas garras fazendo cócegas enviando eletricidade pelo meu corpo, até os seus dedos se enredaram no meu cabelo o segurando firme. Sinto a proximidade de algo, uma respiração quente tocando as minhas bochechas. Eu queria abrir os olhos, eu queria ver oque esta acontecendo, oque Ethan estava fazendo, ele se mexia tanto, o corpo esbelto tocando o meu, a forma física e dura dos seus músculos desenhados sobre a minha pele macia e flexível. Eu ousei, ousei desafiar o seu comando, abri os meus olhos, a primeira coisa a ver foi seu rosto a poucos centímetros do meu, ele parecia admirar todas as minhas feições de perto com aqueles olhos azuis inexpressivos.
–E-Ethan...–Sussurrei, minha voz falhando. Parecia um nó na garganta amarrado, as suas asas ainda abraçando os nossos corpos tampando a luz das almas que emanam enquanto se despedia de nós.
–Hm?
–V-você está perto demais...–Eu tentei falar, mas parecia que não saia som da minha voz, minha língua presa no céu da boca, o meu coração estava batendo rápido, minha barriga estava estranha, uma sensação fria da adrenalina. A outra mão dele que estava no meu ombro caiu na minha cintura, a puxando para mais perto dele, ele inclina o seu corpo, os seus lábios roçando a concha do meu ouvido.
–Pode repetir? Eu tenho impressão que não ouvi oque você falou...–A tom da voz dele era rouca e profunda. Mas era reconfortante, calma, aveludada no seu pedido.
–Você...–Eu engoli em seco, a mão enredada na minha cabeça mexeu-se para baixo, traçando o contorno da minha nuca, descendo o traço do pescoço. Seu polegar subiu para tocar a ponta do meu queixo levantando a minha cabeça quando ele separou a sua cabeça do meu lado, aproximando novamente o rosto perto do meu.
–Sim, eu?–O olhar inexpressivo dele me trouxe algo estranho no fundo do meu coração. Ethan não sabia como expressar os seus pensamentos, e ele nunca foi bom nisso também. Não sei oque ele tanto examinava no meu rosto, mas com a mão dele no meu queixo começou a vagar pela a minha mandíbula e bochecha procurando uma certa suavidade em algum ponto liso do meu rosto.
–N-não podemos...–Sussurrei, das possibilidades das coisas entre nós se agravar mais do que já está.
–Me disseram a mesma coisa quando eu abdiquei meu trono no céu–Ele inclinou a cabeça para o outro lado, o dedo dele roçou a curva do meu lábio inferior, seus olhos cairam para ele–Mas você ja quebrou um monte de regras, princesa–A voz dele saiu arrastada, uma provocadora como se queria devorar algo.
–Isso não é certo, isso é impensável–Ele fechou o polegar na frente da minha boca me calando.
–Eu pensei mais de uma vez nesses dias atrás, quando eu saí, quando eu fui embora daquela casa e voltei para te ver. Eu falei para mim mesmo que deixaria você lá até você se curar, você estava bem e bem acolhida–Confessou ele–Não tinha mais nada que eu poderia fazer por você, a não ser irritado e tirar o tédio do dia. Eu deixei de fazer tantas coisas quando voltei para ver você, eu pensei–Ele respirou um pouco, fazendo uma pausa–Se o impensável acontecer, eu terei que tomar toda a responsabilidade para mim, toda a punição, eu não me importo. Eu sou considerado um renegado mesmo, e eu faria isso e repetiria três vezes ou mais.
–Você é maluco!–Eu tentei me afastar mas ele me segurou firmemente contra ele.
–Eu sou louco desde do momento em que eu nasci, anjo–Ele riu baixinho–Quebrar uma regra do céu não é tão ruim, querida. Não quando isso envolve pessoas em todo o mundo que fazem isso às escondidas, entre raças diferentes. O tanto de híbridos espalhados por ai, crianças, pessoas. Ninguém liga, princesa, ninguém liga para os seus pecados.
–Não somos qualquer raça, Ethan... Você é o Arcanjo Azrael, o que guia as almas e o dono da justiça. E eu sou uma princesa da primavera, eu sou um anjo simples e você uma morte.
–Eu me tornei a própria morte pois me deram esse nome por não reconhecerem minha energia, pois eu sumi aos olhos dos céus, a única coisa que eles sabem, é que tem sim uma pessoa guiando as almas–Ele afastou um pouco o rosto–Eu nunca estou lá para eles comprovarem que sou eu comandando elas, eu apago todos os meus vestígios e deixo meu braço direito cuidando do lugar até eu voltar–Ele respirou um pouco tentando encontrar as palavras certas–Eu me tornei apenas um vestígio aos olhos de quem me vê, uma sombra, e ninguém acredita que eu sou o próprio Azrael se ousarem falar de mim pela as costas. Eu virei uma lenda, um conto, Julietta.
–Oh céus...Eu não aceito isso–Eu franzi a testa.
–Você está traindo seu próprio corpo, você não sabe o sentimento né? Você não reconhece...Pois, nunca teve um toque assim no seu corpo–Ele retirou as suas mãos do meu corpo.
–Claro que não! Eu não sou tão impura assim–Minha voz saiu com uma pitada de raiva.
–Não é impureza sua idiota–Ele riu pela a inocência–Quando você notar alguma coisa, vem atrás de mim. E eu lhe mostrarei, anjinho–Ele levantou a mão dando um estalo de dedos e eu fui teleportado para o gramado da casa. Eu bato os pés no chão de frustração e raiva e faço um som agudo de garganta berrando.
–Você que é um idiota!–Gritei, até o tecido cair acima da minha cabeça tampando minha visão, eu tirei ele e o joguei no chão com raiva e fui para dentro da casa em direção ao meu quarto–Como ele ousa ser tão...tão... Perverso!
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Atualizado até capítulo 98
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