Em frente a casa abandonada, ele fez alguns movimentos com a sua mão e dedos, um símbolo de invocação surgiu abaixo dos seus pés e uma luz azul iluminava o mesmo.
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Era invocação, ele chamou uma fada do vento, fogo, água e colheita, ele ordenou a sua voz firme para as vizinhas arrumarem a casa e conjurar um encantamento com o mesmo feitiço que ele havia feito no seu corpo, mas para isso, a casa terá que ter um tempo de selamento maior. Com isso, as fadas concordaram e foram fazer o trabalho. Observei as interações dele com as fadas sobre a casa decadente. Aproveitei rolei para o lado, as minhas asas abertas sobre o meu corpo e o relvado. Cuspo sangue, meu poder se liberando me deixando mais fraca, esse idiota quer me torturar e me matar aos poucos. Fitei as costas largas do ceifador, eu ainda estava no chão olhando para ele, já que ele estava de costas para mim e parecia me ignorar de forma proposital. As fadas continuaram a trabalhar no encantamento e no conserto da casa abandonada, e gradualmente a casa se transformou em um lugar aconchegante. Eu suspiro tentando me manter consciente, até o ceifador virar para mim, analisando meu estado de vulnerabilidade, ele então decidiu se dirigir com seus braços cruzados sobre o peito até o meu corpo em estado de decadência.
–Seu idiota...–Resmunguei limpando minha boca, me sentindo extremamente cansado até mesmo para me levantar. Ele se agachou na minha frente, seu estado de calma e um riso de fundo de garganta demonstrando a sua zombaria.
–Você realmente acha que me chamar de idiota é a coisa mais sensata a fazer agora, princesa?–Pronunciou seu tom ainda cheio de arrogância, vejo ele estender a sua mão, que pousaram no meu queixo levantando a minha cabeça para cima sem muitos esforços, me forçando a olhar para aquela máscara feia de crânio e as pupilas roxas e fundas escondidas em uma escuridão–Você não está em posição de lançar insultos, princesa. Você é fraca, vulnerável e está à minha mercê. Se quer ajuda, então não é bom proferir tais insultos a seu salvador–Ele continuou a sua voz grossa em uma ameaça constante–E deixe-me lembrá-la, princesa, você não consegue nem ficar de pé agora. Você deveria ter cuidado com as suas palavras, princesa. Um movimento errado ou deslize da língua e eu posso acabar com você em um instante.–Ele parecia gostar muito de jogar esses joguinhos de sequestrador.
–Ameaças não funcionam em mim...–Murmurei, já vivenciei coisas piores.
–Sempre a sensata, vamos lembrar aqui, que em um só estalo, eu posso retirar os encantamentos e consumir a sua alma como eu bem entender.–A voz dele de alguma forma me causou arrepios na espinha, notei que as fadas olharam ligeiramente para nós dois, então isso foi algo mais sério vindo dele. O ceifador se inclinar para perto do meu rosto apertando os dedos no meu queixo me fazendo olhar para ele novamente–Mas eu confesso que é bom brincar com as pessoas, fazerem elas dos meus fantoches, mas um anjo? Que mal terei disso? Você parece uma linda boneca de porcelana, que escorre ouro pelo seu sangue imundo de gente que só se preocupa com o seu próprio nariz–A voz dele caiu em um sussurro sombrio até as fadas o interromperem do seu devaneio.
A casa ficou pronta e bem enfeitada que era contraditória ao que eu diria para um ser igual a ele. Sem avisos, ele se levanta e logo pega o meu corpo no chão virando ele e me pegando nos braços igual estilo noiva. Eu não ousei lutar dessa vez e apenas aceitei devido à minha fraqueza, se ele quer me manter igual uma pombinha na gaiola, então ele terá, até a minha magia e o meu poder voltarem ao auge ele saberá que eu não sou só um simples anjo–Parece que você finalmente está entendendo sua situação, princesa.–Anunciou ele me carregando para dentro da casa, ele ousou olhar para mim quando eu acidentalmente descansei o meu rosto no seu peito ficando inconsciente.
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Ele suspira, caminhando dentro da casa e subindo as escadas para o segundo andar, ele cruza o corredor entrando em um quarto e depositou o meu corpo na cama, ele teve que me virar de bruços e me ajeitar melhor e mais confortável caso eu vá acordar e não acordar com dor na asa.
O ceifador falou algumas ordens para as fadas, pedindo que elas produzirem alguns tecidos mágicos, uma tala, suprimentos básicos, comida e também ordenou que elas trouxessem poção de essência para restaurar a energia e vitalidade. O comportamento dele mudou para uma séria e analítica sobre a minha forma inconsciente na cama, os olhos dele pousaram na minha asa vendo a extensão dos machucados e hematomas e os leves inchados nas juntas, dando uma dúvida que se elas pudessem estar quebradas, ou apenas deslocou o osso do outro. Ele começou a tatear as mãos nas minhas asas sentindo a protuberância nas juntas, uns leves estalos sobre os seus dedos e nisso ele ouviu os meus gemidos de dor pela sensibilidade do local, então era certeza que estava quebrada, porém os ossos não estão esfarelados e sim ainda estão juntos. Ele examinou mais um pouco, uma pomada com fontes curativas cairia bem para ajudar na regeneração, para um anjo que tem um bom poder seria fácil recuperar o osso da asa por algumas semanas, o ceifador continuou contemplando suas próximas ações.
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Atualizado até capítulo 98
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