Capítulo V - Seu lugar

Em frente a casa abandonada, ele fez alguns movimentos com a sua mão e dedos, um símbolo de invocação surgiu abaixo dos seus pés e uma luz azul iluminava o mesmo.

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Era invocação, ele chamou uma fada do vento, fogo, água e colheita, ele ordenou a sua voz firme para as vizinhas arrumarem a casa e conjurar um encantamento com o mesmo feitiço que ele havia feito no seu corpo, mas para isso, a casa terá que ter um tempo de selamento maior. Com isso, as fadas concordaram e foram fazer o trabalho. Observei as interações dele com as fadas sobre a casa decadente. Aproveitei rolei para o lado, as minhas asas abertas sobre o meu corpo e o relvado. Cuspo sangue, meu poder se liberando me deixando mais fraca, esse idiota quer me torturar e me matar aos poucos. Fitei as costas largas do ceifador, eu ainda estava no chão olhando para ele, já que ele estava de costas para mim e parecia me ignorar de forma proposital. As fadas continuaram a trabalhar no encantamento e no conserto da casa abandonada, e gradualmente a casa se transformou em um lugar aconchegante. Eu suspiro tentando me manter consciente, até o ceifador virar para mim, analisando meu estado de vulnerabilidade, ele então decidiu se dirigir com seus braços cruzados sobre o peito até o meu corpo em estado de decadência.

–Seu idiota...–Resmunguei limpando minha boca, me sentindo extremamente cansado até mesmo para me levantar. Ele se agachou na minha frente, seu estado de calma e um riso de fundo de garganta demonstrando a sua zombaria.

–Você realmente acha que me chamar de idiota é a coisa mais sensata a fazer agora, princesa?–Pronunciou seu tom ainda cheio de arrogância, vejo ele estender a sua mão, que pousaram no meu queixo levantando a minha cabeça para cima sem muitos esforços, me forçando a olhar para aquela máscara feia de crânio e as pupilas roxas e fundas escondidas em uma escuridão–Você não está em posição de lançar insultos, princesa. Você é fraca, vulnerável e está à minha mercê. Se quer ajuda, então não é bom proferir tais insultos a seu salvador–Ele continuou a sua voz grossa em uma ameaça constante–E deixe-me lembrá-la, princesa, você não consegue nem ficar de pé agora. Você deveria ter cuidado com as suas palavras, princesa. Um movimento errado ou deslize da língua e eu posso acabar com você em um instante.–Ele parecia gostar muito de jogar esses joguinhos de sequestrador.

–Ameaças não funcionam em mim...–Murmurei, já vivenciei coisas piores.

–Sempre a sensata, vamos lembrar aqui, que em um só estalo, eu posso retirar os encantamentos e consumir a sua alma como eu bem entender.–A voz dele de alguma forma me causou arrepios na espinha, notei que as fadas olharam ligeiramente para nós dois, então isso foi algo mais sério vindo dele. O ceifador se inclinar para perto do meu rosto apertando os dedos no meu queixo me fazendo olhar para ele novamente–Mas eu confesso que é bom brincar com as pessoas, fazerem elas dos meus fantoches, mas um anjo? Que mal terei disso? Você parece uma linda boneca de porcelana, que escorre ouro pelo seu sangue imundo de gente que só se preocupa com o seu próprio nariz–A voz dele caiu em um sussurro sombrio até as fadas o interromperem do seu devaneio.

A casa ficou pronta e bem enfeitada que era contraditória ao que eu diria para um ser igual a ele. Sem avisos, ele se levanta e logo pega o meu corpo no chão virando ele e me pegando nos braços igual estilo noiva. Eu não ousei lutar dessa vez e apenas aceitei devido à minha fraqueza, se ele quer me manter igual uma pombinha na gaiola, então ele terá, até a minha magia e o meu poder voltarem ao auge ele saberá que eu não sou só um simples anjo–Parece que você finalmente está entendendo sua situação, princesa.–Anunciou ele me carregando para dentro da casa, ele ousou olhar para mim quando eu acidentalmente descansei o meu rosto no seu peito ficando inconsciente.

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Ele suspira, caminhando dentro da casa e subindo as escadas para o segundo andar, ele cruza o corredor entrando em um quarto e depositou o meu corpo na cama, ele teve que me virar de bruços e me ajeitar melhor e mais confortável caso eu vá acordar e não acordar com dor na asa.

O ceifador falou algumas ordens para as fadas, pedindo que elas produzirem alguns tecidos mágicos, uma tala, suprimentos básicos, comida e também ordenou que elas trouxessem poção de essência para restaurar a energia e vitalidade. O comportamento dele mudou para uma séria e analítica sobre a minha forma inconsciente na cama, os olhos dele pousaram na minha asa vendo a extensão dos machucados e hematomas e os leves inchados nas juntas, dando uma dúvida que se elas pudessem estar quebradas, ou apenas deslocou o osso do outro. Ele começou a tatear as mãos nas minhas asas sentindo a protuberância nas juntas, uns leves estalos sobre os seus dedos e nisso ele ouviu os meus gemidos de dor pela sensibilidade do local, então era certeza que estava quebrada, porém os ossos não estão esfarelados e sim ainda estão juntos. Ele examinou mais um pouco, uma pomada com fontes curativas cairia bem para ajudar na regeneração, para um anjo que tem um bom poder seria fácil recuperar o osso da asa por algumas semanas, o ceifador continuou contemplando suas próximas ações.

Capítulos
1 Capítulo I - Gato e o Passarinho
2 Capítulo II - Gaiola
3 Capítulo III - Caçoar
4 Capítulo IV - Segredos?
5 Capítulo V - Seu lugar
6 Capítulo VI - Um Pouco de Paz
7 Capítulo VII - Cozinha
8 Capítulo VIII - Casca
9 Capítulo IX - Aquelas fadas?
10 Capítulo X - Sacada
11 Capítulo XI - Matilha
12 Capítulo XII - Duelo
13 Capítulo XIII - Pele de Lobo
14 Capítulo XIV - Pressão
15 Capítulo XV - Sozinhas
16 Capítulo XVI - Confissão
17 Capítulo XVII - Sombras da vida
18 Capítulo XVIII - Uma Saída
19 Capítulo XIX - Mexendo os Pauzinhos.
20 Capítulo XX - Dança das almas
21 Capítulo XXI - Quem foi Ethan?
22 Capítulo XXII - O Reino Desértico.
23 Capítulo XXIII - O Sonho
24 Capítulo XXIV - Consulta
25 Capítulo XXV - Jhonny?
26 Capítulo XXVI - Justificativas e Mentiras
27 Capítulo XXVII - Passando o tempo
28 Capítulo XXVIII - Gatinho Manso
29 Capítulo XXIX - A Festa Abreu
30 Capítulo XXX - Coroa-de-Cristo
31 Capítulo XXXI - Confiança ou Abandono
32 Capítulo XXXII - Persistência
33 Capítulo XXXIII - Necta da Morte
34 Capítulo XXXIV - Homem Astuto
35 Capítulo XXXV - Violeta
36 Capítulo XXXVI - Roxo brilhante
37 Capítulo XXXVII - Nova Jornada
38 Capítulo XXXVIII - O Guardião de Guern Storm
39 Capítulo XXXIX - Orgulho de Leão e Coração de Águia
40 Capítulo XL - Último pedido
41 Capítulo XLI - Minha Essência
42 Capítulo XLII - Uma sobrevivente
43 Capítulo XLIII - Sombras
44 Capítulo XLIV - O Café da Manhã Pode Esperar
45 Capítulo XLV - Indecisão
46 Capítulo XLVI - Conversa
47 Capítulo XLVII - Um dia com um coelho anão
48 Capítulo XLVIII - Amor e Paixão I
49 Capítulo XLIX - Amor e Paixão II
50 Capítulo L - Pó da rabiola
51 Capítulo LI - Eu sou a Morte
52 Capítulo LII - Uma memória perdida
53 Capítulo LIII - Os tempos mudam
54 Capítulo LIV - Ovos Draconianos
55 Capítulo LV - Encontro de Irmãos
56 Capítulo LVI - Caos
57 Capítulo LVII - Libertação ou Consequências
58 Capítulo LVIII - As janelas
59 Capítulo LIX - O tabuleiro de um trapaceiro
60 Capítulo LX - Erro de planejamento
61 Capítulo LXI - O arco-íris no final da tempestade
62 Capítulo LXII - Ao inferno
63 Capítulo LXIII - A quatro paredes
64 Capítulo LXIV - Pelo poder, pelo amor, pela eternidade
65 Capítulo LXV - No silêncio existe a desordem
66 Capítulo LXVI - O tormento está começando
67 Capítulo LXVII - A Morte que Caminha nas Sombras de um Anjo
68 Capítulo LXVIII - Planejamentos Ocultos
69 Capítulo LXIX - Terceiro Mundo
70 Capítulo LXX - Os Núcleos
71 Capítulo LXXI - Vamos acreditar na cegonha
72 Capítulo LXXII - Exigências
73 Capítulo LXXIII - O Cavaleiro do Apocalipse
74 Capítulo LXXIV - Audacioso
75 Capítulo LXXV - Tolo Desafiador
76 Capítulo LXXVI - Nunca Subestime uma Velha Deusa
77 Capítulo LXXVII - Impaciência
78 Capítulo LXXVIII - Minha em todas as formas
79 Capítulo LXXIX - Manhã preguiçosa
80 Capítulo LXXX - O Vira lata do Céu
81 Capítulo LXXXI - Trágicas Notícias
82 Capítulo LXXXII - O luar sucumbe à esperança
83 Capítulo LXXXIII - Notícias do céu
84 Capítulo LXXXIV - Hora de Partir
85 Capítulo LXXXV - Correntes Quebradas
86 Capítulo LXXXVI - Covarde
87 Capítulo LXXXVII - Guerra no Paraíso
88 Capítulo LXXXVIII - As peças foram organizadas
89 Capítulo LXXXIX - Podridão
90 Capítulo XC - Vida e Morte
91 Capítulo XCI - Luz Divina
92 Capítulo XCII - Salão de festas
93 Capítulo XCIII - A Morte em seu julgamento
94 Capítulo XCIV - O esqueleto
95 Capítulo XCV - Cansaço
96 Capítulo XCVI - Vamos Tirar um Ar
97 Capítulo XCVII - O não converso com ninguém
98 Capítulo XCVIII - O Milagre
Capítulos

Atualizado até capítulo 98

1
Capítulo I - Gato e o Passarinho
2
Capítulo II - Gaiola
3
Capítulo III - Caçoar
4
Capítulo IV - Segredos?
5
Capítulo V - Seu lugar
6
Capítulo VI - Um Pouco de Paz
7
Capítulo VII - Cozinha
8
Capítulo VIII - Casca
9
Capítulo IX - Aquelas fadas?
10
Capítulo X - Sacada
11
Capítulo XI - Matilha
12
Capítulo XII - Duelo
13
Capítulo XIII - Pele de Lobo
14
Capítulo XIV - Pressão
15
Capítulo XV - Sozinhas
16
Capítulo XVI - Confissão
17
Capítulo XVII - Sombras da vida
18
Capítulo XVIII - Uma Saída
19
Capítulo XIX - Mexendo os Pauzinhos.
20
Capítulo XX - Dança das almas
21
Capítulo XXI - Quem foi Ethan?
22
Capítulo XXII - O Reino Desértico.
23
Capítulo XXIII - O Sonho
24
Capítulo XXIV - Consulta
25
Capítulo XXV - Jhonny?
26
Capítulo XXVI - Justificativas e Mentiras
27
Capítulo XXVII - Passando o tempo
28
Capítulo XXVIII - Gatinho Manso
29
Capítulo XXIX - A Festa Abreu
30
Capítulo XXX - Coroa-de-Cristo
31
Capítulo XXXI - Confiança ou Abandono
32
Capítulo XXXII - Persistência
33
Capítulo XXXIII - Necta da Morte
34
Capítulo XXXIV - Homem Astuto
35
Capítulo XXXV - Violeta
36
Capítulo XXXVI - Roxo brilhante
37
Capítulo XXXVII - Nova Jornada
38
Capítulo XXXVIII - O Guardião de Guern Storm
39
Capítulo XXXIX - Orgulho de Leão e Coração de Águia
40
Capítulo XL - Último pedido
41
Capítulo XLI - Minha Essência
42
Capítulo XLII - Uma sobrevivente
43
Capítulo XLIII - Sombras
44
Capítulo XLIV - O Café da Manhã Pode Esperar
45
Capítulo XLV - Indecisão
46
Capítulo XLVI - Conversa
47
Capítulo XLVII - Um dia com um coelho anão
48
Capítulo XLVIII - Amor e Paixão I
49
Capítulo XLIX - Amor e Paixão II
50
Capítulo L - Pó da rabiola
51
Capítulo LI - Eu sou a Morte
52
Capítulo LII - Uma memória perdida
53
Capítulo LIII - Os tempos mudam
54
Capítulo LIV - Ovos Draconianos
55
Capítulo LV - Encontro de Irmãos
56
Capítulo LVI - Caos
57
Capítulo LVII - Libertação ou Consequências
58
Capítulo LVIII - As janelas
59
Capítulo LIX - O tabuleiro de um trapaceiro
60
Capítulo LX - Erro de planejamento
61
Capítulo LXI - O arco-íris no final da tempestade
62
Capítulo LXII - Ao inferno
63
Capítulo LXIII - A quatro paredes
64
Capítulo LXIV - Pelo poder, pelo amor, pela eternidade
65
Capítulo LXV - No silêncio existe a desordem
66
Capítulo LXVI - O tormento está começando
67
Capítulo LXVII - A Morte que Caminha nas Sombras de um Anjo
68
Capítulo LXVIII - Planejamentos Ocultos
69
Capítulo LXIX - Terceiro Mundo
70
Capítulo LXX - Os Núcleos
71
Capítulo LXXI - Vamos acreditar na cegonha
72
Capítulo LXXII - Exigências
73
Capítulo LXXIII - O Cavaleiro do Apocalipse
74
Capítulo LXXIV - Audacioso
75
Capítulo LXXV - Tolo Desafiador
76
Capítulo LXXVI - Nunca Subestime uma Velha Deusa
77
Capítulo LXXVII - Impaciência
78
Capítulo LXXVIII - Minha em todas as formas
79
Capítulo LXXIX - Manhã preguiçosa
80
Capítulo LXXX - O Vira lata do Céu
81
Capítulo LXXXI - Trágicas Notícias
82
Capítulo LXXXII - O luar sucumbe à esperança
83
Capítulo LXXXIII - Notícias do céu
84
Capítulo LXXXIV - Hora de Partir
85
Capítulo LXXXV - Correntes Quebradas
86
Capítulo LXXXVI - Covarde
87
Capítulo LXXXVII - Guerra no Paraíso
88
Capítulo LXXXVIII - As peças foram organizadas
89
Capítulo LXXXIX - Podridão
90
Capítulo XC - Vida e Morte
91
Capítulo XCI - Luz Divina
92
Capítulo XCII - Salão de festas
93
Capítulo XCIII - A Morte em seu julgamento
94
Capítulo XCIV - O esqueleto
95
Capítulo XCV - Cansaço
96
Capítulo XCVI - Vamos Tirar um Ar
97
Capítulo XCVII - O não converso com ninguém
98
Capítulo XCVIII - O Milagre

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